Mostrando postagens com marcador Alexandre Desplat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alexandre Desplat. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de julho de 2014

FILME: O GRANDE HOTEL BUDAPESTE - 2014


Direção: Wes Anderson - 2014
Duração: 100 min 
Título original: The grand Budapeste Hotel 

Baseado em livros de Stefan Zweig.

No período entre guerras na fictícia República de Zubrowka encontramos Gustave (Ralph Fiennes), um célebre concierge que se tornou famoso pela forma como atendia seus hóspedes, principalmente as mulheres, idosas e ricas. Zero (Tony Revolori) é contratado como mensageiro e Gustave o toma sob sua proteção fazendo dele um aliado e futuro sucessor, além de obter sua admiração incondicional.

Uma de suas hóspedes, Madame D.(Tilda Swinton) tem uma premonição ao deixar o hotel, e pouco depois ela aparece morta, deixando um quadro famoso para Gustave o que ocasiona a raiva e perseguição de seu filho Dmitri (Adrien Brody) e familiares. Gustave irá roubar o quadro, mas será acusado injustamente de homicídio e terá que provar sua inocência com a ajuda de Zero.

Quem  conta a história é Zero, ou Moustapha (F. Murray Abraham), muitos anos depois quando o Grande Hotel já está em declínio e praticamente vazio e abandonado, a um escritor (Jude Law /Tom Wilfinson) , um alter-ego de Stefan Zweig, em cujos livros o filme é baseado.

A história se passa no século XX em torno dos anos 30 e o começo do fascismo na Europa. É o fim de uma época de glamour e sofisticação o que se percebe no filme com o início do relato de Zero até o momento, onde ele conta a história.

Como trabalhei na hotelaria por anos também gostei do filme por este lado.

Wes Anderson nasceu em 1969 em Houston, Texas, EUA.

Trilha Sonora - Alexandre Desplat 

domingo, 4 de maio de 2014

FILME: CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS - 2014



Direção: George Clooney - 2014
Duração: 118 min 
Título original: The monuments men 
Roteiro: George Clooney e Grant Heslov 
País: Estados Unidos 

Baseado em fatos reais e no livro de Robert M. Edsel.

O nazismo roubou obras de arte em todos os países invadidos. Algumas foram salvas e escondidas, mas principalmente as de coleções particulares desapareceram. A intenção não era apenas colecionar e fundar um museu do führer, mas o mais importante era destruir a história e as criações dos países que estavam submetidos ao nazismo. Apagar a simbolização de uma tradição, expressão, idéias, que encontramos na arte, a significação que isto tem para um povo.

Já no final da guerra um grupo de 13 especialistas em arte de vários países se reúnem para tentar salvar as obras, comandados por George Stout (George Clooney) um conservador de obras de arte.

O grupo formado por curadores, museólogos, arquitetos e historiadores é interpretado por Matt Damon, Bill Murray,  John Goodman, Jean Dujardin e Bob Baladan além de Cate Blanchett como Claire.

O filme é bom, porém não retrata o que realmente foi a recuperação destas obras e todo o simbolismo delas, apesar da tentativa ao se falar disto durante o filme. Há uma cena em que um especialista começa a olhar telas legítimas e não as reconhece de imediato, mas somente após verificar à qual coleção pertencia, o que não ocorreria com um connaisseur de arte. O filme também anda devagar, mas ao mesmo tempo parece correr contra o tempo, para que se consiga recuperar o máximo de obras, que estavam em sua maioria escondidas em minas de sal e cobre. Além disto havia uma ordem para que se Hitler morresse todas fossem destruídas.

Os russos também estavam em busca destas obras, mas com a intenção de utilizá-las para pagar indenizações e não para devolvê-las aos seus legítimos donos.

Espero que desperte o interesse, pois trata-se de um aspecto da guerra que ainda foi pouco tratado e levado ao conhecimento das pessoas.


George Clooney nasceu em 1961 em Lexington, Kentucky, EUA. É um ator e diretor de cinema e televisão.

Trilha sonora de Alexandre Desplat 

sábado, 3 de maio de 2014

FILME: MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA - 2003



Direção: Peter Webber - 2003 
Duração: 95 min 
Título Original: Girl with a Pearl Earring 
País: Reino Unido 

Adaptação do romance homônimo de Tracy Chevalier, uma história fictícia sobre como o pintor Vermeer teria pintado o quadro com o mesmo nome.

Século XVII, Griet (Scarlett Johansson) é uma jovem holandesa que vive em Delft e que devido dificuldades financeiras de sua família tem que ir trabalhar como criada da família do pintor Johannes Vermeer (Colin Firth).

Griet é sensível à beleza e às cores, seu pai pintava azulejos mas ficou cego, e admira o trabalho de seu patrão. Ele irá notar sua beleza mas principalmente seu entendimento sobre a pintura e as cores e fará dela sua auxiliar e depois musa inspiradora para seu quadro Moça com brinco de pérola. Dois momentos que demonstram o conhecimento de Griet, quando ela pergunta se deve lavar os vidros pois isto mudaria a lua no ateliê, e quando ao olhar as nuvens o pintor lhe pergunta de cor são, ela inicialmente dirá que são brancas, mas então perceberá que são amarelas, azuis, brancas, cinzas.



O filme retrata a vida do pintor e a forma como os quadros eram encomendados pelo seu Mecenas, mas também é uma mostra da vida da época, do mercado, dos camponeses e dos criados. A questão dos católicos e dos protestantes.

Para pintar Griet o pintor precisa dos brincos de pérolas de sua esposa, se será sua sogra quem os pegará escondido, num dia que sua filha não estará em casa, porém desde o início Griet terá uma inimiga em Cornélia (Alakina Mann) que tudo fará para que a moça seja despedida, e surge a oportunidade quando ela vê Griet devolver os brincos para sua avó. A esposa do pintor tem uma crise histérica ao ver o quadro, o chama de obsceno. Griet é despedida mas o pintor lhe enviará os brincos como uma forma de pagamento.


Johannes Vermeer nasceu em 1632 em Delft , na Holanda e faleceu em 1675 no mesmo local. Foi casado com Catharina Bolenes e teve 15 filhos. Morreu muito pobre e a viúva teve que vender os quadros que lhe restavam. Só foi reconhecido em 1866. 


Peter Weber nasceu em 1960

Trilha Sonora - Alexandre Desplat

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILME: COCO ANTES DE CHANEL - 2008



Direção: Anne Fontaine - 2008 
Duração: 110 min 
Título original: Coco avant Chanel 
Roteiro: Anne Fontaine e Camille Fontaine
País: França 

O filme conta a história de Gabrielle "Coco" Chanel de sua infância até a criação do seu império da indústria da moda em Paris na França.

Órfã de mãe Gabrielle (Audrey Tatou)  é deixada junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain) em um orfanato pelo pai.Ela passara anos esperando aos domingos a visita de seu pai que nunca foi.  Mais tarde ela passa a costurar durante o dia e a cantar em um cabaré à noite. Étienne Balsan (Benoìt Poelvoorde) se encanta com ela e passa a ser seu protetor.



Coco vai viver na mansão de Étienne e lá conhece a sociedade francesa da época. Mas ela é uma mulher que deseja a independência e a liberdade, e irá colocar isto em suas criações de moda, que até hoje são atuais. Ela observa os movimentos das mulheres com aqueles vestidos longos, espartilhos e não aceita isto. Começa a criar roupas baseadas nas roupas masculinas visando a liberdade de movimentos. Ela irá usar calça comprida para andar a cavalo, o famoso tubo preto para ter mais movimentos para dançar e andar. Emilienne (Emmanuelle Devos) será uma das que apreciará e muito esta liberdade.



Conhecerá Boy - Arthur Capel - (Alessandro Nivola)  por quem se apaixonará, porém ele é comprometido com outra mulher. Assim mesmo viverá uma grande paixão com ele, mas se recusará a se casar. Ele irá morrer em um acidente de carro.



O que mais me cativa em Coco não é a moda, mas a criação de uma roupa que permita a elegância da mulher, sua feminilidade sem lhe tolher a liberdade de movimentos e expressão. Foi assim que ela encontrou sua independência, não apenas financeira, mas também de expressão numa época onde a mulher ainda era submissa e presa a inúmeros grilhões. E também sua determinação em não se deixar arrebatar por um início de vida com tantas tristezas e dor.

O filme trata apenas de uma parte da vida desta grande mulher. Há outro filme que trata da sequência de sua vida, de outro diretor.



Anne Fontaine nasceu em 1959 em Luxemburgo. 

Trilha Sonora - Alexandre Desplat 

Alexandre Desplat nasceu em 1961 em Paris, é um compositor francês

Ouça Audrey Tatou cantando no filme 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

FILME: PHILOMENA - 2013


Direção: Stephen Frears - 2013
Duração: 98 min
País: Reino Unido 

Baseado em fatos reais ocorridos na Irlanda nos anos 50 e no livro escrito pelo jornalista Martin Sixmith - The lost child of Philomena Lee ( o filho perdido de Philomena Lee) 

Philomena Lee ( Judi Dench) uma enfermeira aposentada procura por seu filho Anthony que lhe foi tomado e entregue para adoção a um casal americano pelas freiras de um convento na Irlanda, em troca de altas somas em dinheiro, ou falando mais objetivamente, eram vendidos.

Moças que engravidavam fora do casamento se tornavam vergonha para as famílias e encaminhadas ao convento que as colocava para expiarem o seu pecado de haver se entregue ao amor e ao sexo. Eram exploradas nos trabalhos mais pesados como a lavanderia, só podiam ver seus filhos uma hora por dia, e não eram comunicadas quando as crianças eram adotadas. Além disto não podiam deixar o Convento a menos que pagassem uma alta soma pelo "acolhimento" ou trabalhassem um certo número de anos.

Philomena só sairá depois de cumprir estes anos. Uma das freiras mais caridosa tirou uma foto de seu filho e era a única coisa que lhe restou dele. Ela terá outros filhos, mas nunca se esquecerá deste. Tentará inúmeras vezes obter informações no Convento mas será sempre ludibriada. Manteve este segredo por 50 anos e finalmente o contará a sua filha que travará contato com um jornalista que passa por um momento difícil em sua carreira, Martin Sixmith (Steve Coogan) e lhe pedirá para ajudar nesta busca.

Duas pessoas tão diferentes, ele cínico, ateu, ela apesar de tudo não perdeu sua fé, e acredita realmente que cometeu um pecado, adora romances com final feliz, mas ela não é tão simplória assim o que se revelará no final.

Juntos eles irão descobrir o paradeiro do filho dela que passou a se chamar Michel mas infelizmente já morreu. Será através de seu companheiro que ela irá descobrir que ele está enterrado no Convento que lhe negou a história de seu filho e também negou a este a de sua mãe, uma vez que ele foi a sua procura lá.

O filme denuncia os crimes  praticados por estes conventos católicos que retiravam as crianças de suas mães solteiras obrigando-as a assinar a doação da criança, queimando depois todos os documentos que comprovariam a adoção, mas mantendo o da entrega da criança para adoção. Este "comércio" duraria até os anos 60.

O moralismo, as freiras que aderem ao celibato e o exigem de outras mulheres considerando um pecado o sexo pelo qual elas devem pagar. O parto de Philomena foi terrível, a criança não estava em posição e a frieza da freira em dizer que ela estava pagando por seu pecado.

Philomena foi recebida pelo Papa Francisco e continua lutando para que outras mães que tiveram seus filhos retirados delas nestes conventos onde eram encaminhadas pelas suas famílias para evitar a vergonha, para que consigam reencontrar seus filhos.

Um belo filme.

Philomena Lee e Martin Sixmith 


Stephen Frears nasceu em 1941 em Leicester, Reino Unido.

Trilha Sonora - Alexandre Desplat 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FILME: A FILHA DO PAI - 2011


Direção: Daniel Auteuil, 2011.
Duração: 107 min 
Título original: La fille du puisatier 
País: França 

Adaptação do romance de Marcel Pagnol numa regravação. 

La fille du puisatier. O título em português chega a estar mais de acordo, pois trata-se de um filme quase antropológico. Ele trata do nome. A filha do puisatier, ou seja, quem constrói poços artesianos, Patricia (Astrid Bèrges-Frisbey) engravida de um rapaz (Nicolas Duvauchelle) de uma família rica que vai para a guerra. O pai (Daniel Auteuil) procura a família dele, mas é mal recebido pela mãe e também pelo pai. Vai embora e manda sua filha  para a casa da irmã, por causa da vergonha e do falatório.

Nasce um menino e isto mexe com ele, um homem. Mas... e o nome? bom ele recebeu o nome da mãe, mas o nome da mãe é o nome do pai. E aí começa toda a questão do nome e da filiação.
O avô então vai buscar aquele que leva seu nome. Ele que só teve filhas mulheres, tem neste bebê o primeiro a ter seu nome para uma  descendência.
O pai do bebê é dado como morto, e então a família dele tenta se aproximar do neto. A estas alturas o avô materno já tomou "posse", está ciumento, mas acaba aceitando a presença dos avós paternos.
Felipe (Kad Merad) , que trabalha com ele, havia desejado se casar com a filha e teve que desistir diante da negativa dela por estar apaixonada por outro. Porém, ele ainda quer casar com ela e dar seu nome à criança.

Quantos nomes!
Mas irá ocorrer algo que vai alterar tudo isto, o rapaz não morreu na guerra e retorna. O pai dele então pede a mão dela em casamento para seu filho que inicialmente recusa por achar que ele estava fazendo isto por obrigação, mas ele diz que não. Então... agora o bebê passa a ter o nome do pai e do outro avô.

Felipe decide se casar com a irmã dela, e ao invés de pedir sua mão ao pai, a pede ao cunhado. São as relações de parentesco que ditam as regras.
Uma história de amor entre pessoas diferentes, a segunda guerra mundial e o que ela pode trazer de mudanças.
Lembrando que na França o nome é o sobrenome e principalmente o primogênito sempre será chamado pelo sobrenome, enquanto outros irmãos serão chamados pelo primeiro nome.


Daniel Auteuil nasceu em 1950 em Argel, Argélia.

Trilha Sonora - Alexandre Desplat 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FILME: O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN - 2001



Direção: Jean-Pierre Jeunet - 2001
Duração: 122 min
Título Original: Le fabuleux destin d'Amélie Poulain
País: França  

Um filme singelo, maravilhoso.

A criança solitária que cresce numa cidade do interior e depois vai para Paris. A dificuldades que sente, a falta de um amor de ser amada.



Nos mostra o lado imaginário de uma criança que cresce sozinha, e me identifiquei muito, pois sou filha única. O mundo se transforma naquilo que ela imagina, as pequenas vinganças, a criatividade, a solidão.
No fim ela encontra o amor, mas será necessário um outro para que a empurre a agir, vencer sua timidez e o medo.



Amélie (Audrey Tautou) deixa seu pai e vai para Paris onde trabalha como garçonete. Um dia encontra uma caixa no banheiro de sua casa e resolver devolver ao seu dono. Pensando que era do antigo morador da casa conhece Dominique (Maurice Bénichou). Diante de sua alegria ela percebe como é bom ajudar aos outros e decide ajudar outras pessoas.

Lindo! e divertido, ri muito em várias cenas.

Assista ao trailer




Jean-Pierre Jeunet nasceu em 1953 em Roanne, França.

Trilha Sonora Alexandre Desplat 

sábado, 28 de dezembro de 2013

FILME: RENOIR - 2012




Direção: Gilles Bourdos - 2012
Duração: 112 min 
País: França

 Festival de Cannes 2012 - filme de encerramento

Uma cinebiografia dos últimos anos de vida do pintor Renoir (Michel Bouquet)  em 1915 quando ele vive na Côte D'Azur, já sofrendo de muitas dores devido a artrite, junto ao seu filho mais jovem e o outro, Jean (Vincent Rottiers) ,  volta ferido da guerra.


O filme vai tratar de um último alento que ele sente quando Andrée ( Christa Theret) entra em sua vida como modelo, rejuvenescendo-o. Seu filho Jean irá se apaixonar por ela.



Mas como acabo de ver Séraphine, não pude deixar de observar algumas diferenças entre os dois que me chamaram a atenção. Renoir pinta o externo, o que ele vê, ele precisa do modelo ou da paisagem, mesmo que ao pintar ele não siga isto de forma objetiva, pelo contrário. Quando ele olha uma paisagem no filme vemos que ele vê tudo em cores, como se a vista estivesse nublada, ele vê o verde das plantas e árvores se misturando ao vermelho do vestido. Ele diz: a estrutura não é o desenho, são as cores.

Renoir gosta de pintar coisas bonitas, que dão prazer. De ruim já basta a vida. Iniciou a vida como pintor de porcelanas, e considera a pintura um métier, prática, não se considera um artista.



O que me tocou no filme, fora a vida de Renoir, é seu filho caçula, sozinho, tem ódio do pai e de tudo ali. Culpa o pai por se envolver com suas modelos e ter feito sua mãe sofrer. O filme não trabalha isto, deixa apenas entrever, mas é difícil para um filho viver sob a sombra de um pai grande e famoso e que faz da pintura sua vida.



Assista ao trailer:



Pierre-Auguste Renoir

Gilles Bourdos nasceu em 1963 em Nice, França.

Trilha Sonora Alexandre Desplat