AMADOU HAMPÂTÉ BÂ
PALAS ATHENA – 3ª ED. - 2003
376 páginas
Amadou Hampâté Bâ foi um griot, isto é, um
contador de histórias e guardião das tradições africanas. Ser griot é uma
função social, uma profissão, parte constitutiva das culturas africanas.
Hampâté Bâ foi um grande intelectual da oralidade, aquilo que ele próprio
definia como uma “biblioteca viva”.
Neste livro, ele narra sua vida da infância à
adolescência no Mali, onde nasceu em 1900. Viveu principalmente em Bandiagara,
entre os fulas, povo de pastores. A narrativa é extremamente rica em detalhes e
experiências: o universo da infância, a passagem para a juventude, o lugar da
mulher, especialmente da mãe, o impacto do colonialismo francês, bem como o
sincretismo entre as tradições africanas, suas crenças e o Islã.
Desde criança, Hampâté Bâ foi treinado para a
oralidade, para a escuta atenta, a memorização e a transmissão das histórias.
Mais tarde, ele próprio se dedicará a coletar esses relatos, compondo um amplo
panorama da história e das tradições de seu povo.
Ao ler Amkoullel, o menino fula,
mergulhamos profundamente no universo de Hampâté Bâ. E confesso: quando cheguei
ao final, queria mais, muito mais.
Amadou Hampâté Bâ nasceu
em Bandiagara, Mali, em 1901 e faleceu em Abidjã, Costa do Marfim, em 1991. Foi
um griot e escritor malinês.


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