sexta-feira, 29 de agosto de 2014

LIVRO: UM VINHEDO NA TOSCANA - Una passione italiana - FERENC MÁTÉ



Máté, Ferenc.Seoman, 2010
Tradução: Drago
270 páginas
Título original: A vineyard in Tuscany

Este livro é a história da vida da família Máté na Toscana e sobre a realização de um sonho. Máté nasceu na Hungria, saiu de lá após a Revolução e viveu em vários lugares, é um escritor. Foram viver na Toscana numa bela casa, mas Máté sonhava com vinhedos e em produzir vinho. Procuraram e finalmente encontraram um antigo e abandonado Mosteiro do século XIII.

Vamos acompanhando a família em todo seu percurso na reforma deste Mosteiro, nos cuidados com a propriedade, no aprendizado para serem produtores de vinho. Tem momentos hilários que me fizeram rir muito. Máté escreve bem, com senso de humor, mesmo diante de dificuldades que muitos teriam ligado para a Sociedade de proteção ao suicídio, senão tivessem se matado antes.

A persistência, o desejo, a tenacidade, a dedicação é surpreendente, além do bom humor, do amor que une esta família de três pessoas, Máté, Candace e o filho dos dois, Buster, são uma lição de vida. As descrições dos lugares são bem feitas, chegamos a sentir o aroma, o orvalho, a chuva, o frio, os sabores.

Ser proprietário de um vinhedo e produtor de vinhos requer muita paciência e dedicação. As grandes produções são automatizadas, mas produzir um vinho especial é para aqueles que amam isto e o fazem manualmente, cuidando de cada vinhedo com o carinho de uma mãe com seu filho. Sua vida se transforma no vinho, é preciso amar muito isto. Mas a recompensa ao se sentir e beber um vinho destes é algo insuperável, é o néctar dos deuses.

Muito interessante todas as informações sobre a produção do vinho narradas de uma forma que não nos cansa na leitura, pois apesar de explicar como funciona, não são informações visando a um produtor. Ele nos conta como aprendeu, o que precisou saber, mas tudo de uma maneira gostosa de ler.

E ao final quando seu vinho Syrah é eleito um dos grandes vinhos tintos italianos pela Morrell vibramos com eles.

Ferenc Maté