Mostrando postagens com marcador Jean-Marc Vallée. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jean-Marc Vallée. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

FILME: LIVRE - 2014



Direção: Jean-Marc Vallée - 2014
Duração: 115 Min
Título Original: Wild 

Baseado na autobiografia homônima de Cheryl Strayed

Cheryl (Reese Witherspoon) perdeu sua mãe (Laura Dern) que morreu de câncer aos 45 anos e entra num luto patológico e selvagem, entregando-se ás drogas e a sexo descontrolado. Com isto acaba com seu casamento e se divorciando. Após um aborto, sem nem saber quem era o pai,  ela percebe que se transformou em algo ruim, se tornou autodestrutiva e que precisa fazer algo, pois estava longe de ser a mulher que sua mãe criou para ser. 

Sem saber porque quando ela foi à farmácia comprar um teste de gravidez um livro sobre a trilha Pacific Crest Trail, um percurso na costa do Oceano Pacífico, atraiu seu olhar, fazendo com que ela retornasse para comprá-lo. Ela decide então que é preciso mudar e resolve fazer o percurso, uma trilha de 1770 quilômetros, partindo do deserto de Mojave na Califórnia.  

O filme retrata esta caminhada ao mesmo tempo que traz as lembranças de Cheryl e de tudo que ela passou. Aos poucos ela vai se reencontrando, superando seus traumas. Enfrenta vários obstáculos e dificuldades como a falta de água, ter que comer comida fria, o medo, a solidão, os animais selvagens, e também vai encontrando várias pessoas diferentes pelo caminho, muitos que a acolhem. Ao terminar a trilha ela terá apenas vinte centavos e terá que recomeçar sua vida, o que me lembra o que sua mãe sempre lhe dizia, que eram ricos, eram ricos em amor, quando não tinham boas condições financeiras. 

Comprei o livro, mas apenas iniciei sua leitura. No livro sua mãe está casada novamente e ela também tem uma irmã, o que não aparece no filme. O que penso que faltou dizer no filme foi o que ela frisou no livro, que sua decisão de fazer esta caminhada havia sido tomada inconscientemente no dia que sua mãe foi diagnosticada com câncer e lhe foi dado um ano de vida. Um mês e pouco depois ela havia morrido.

É uma caminhada que é a metáfora de um percurso de crescimento enfrentando sozinha os obstáculos, sem sua mãe, é uma caminhada de libertação, de passagem para a vida adulta, de rompimento do cordão umbilical, sem o uso de muletas como a droga ou o sexo. Uma caminhada que também é o enfrentamento da dor, do luto, sentir esta dor, aceitar e continuar. 

Alguns falam da semelhança de sua busca com o filme Na Natureza Selvagem. Ela também troca seu sobrenome, para Strayed, que tem vários significados como não ter pai ou mãe, se desviar da rota certa, perder-se. É uma caminhada longa, mas diferente de Na Natureza Selvagem ela não se afasta tanto da civilização, apesar de grandes trechos solitários onde não cruza com ninguém, e das dificuldades que enfrenta, mas sempre surge alguém ou um saída. Ela também não se alimenta da natureza, não caça, ela está bem munida do que precisa, e mesmo para a água ela possui filtro e purificador para poder usar a água que encontra na natureza. De tempos em tempos ela faz uma parada, descansa, se alimenta e retoma a caminhada. Recebe os pacotes com a reposição do que precisa nestas paradas. Se no filme Natureza Selvagem há uma contestação dos valores dos pais e da sociedade, em Livre é a dor da perda da mãe, a dificuldade de viver sem ela, e a incapacidade de estar a altura do que lhe ensinou a mãe que a faz percorrer a trilha. Em ambos é necessário crescer, se desprender, mas felizmente Cheryl sai renovada desta caminhada para poder retomar sua vida, o que não ocorre com Christopher McCandless que ao tentar regressar já não o consegue e acaba morrendo. 

Jean-Marc Vallée 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FILME: A JOVEM RAINHA VITÓRIA - 2009


Direção: Jean-Marc Vallée - 2009
Duração: 105 min 
Título original: The young Victoria 
País: Reino Unido 

Ganhou o Oscar de melhor figurino. 

Sobre o início do reinado da Rainha Vitória, quando casou-se com seu grande amor Albert. Ele morreu  jovem com 42 anos de tifo. Vitória se fechou e manteve o luto até morrer aos 81 anos.



Vitória (Emily Blunt) é jovem, sua mãe (Miranda Richardson) é dominadora e tem um companheiro John Conroy (Mark Strong) que teme que ela ao atingir a maioridade o afaste do poder, mas Vitória se recusa a entregar a regência à sua mãe quando seu tio Willian IV está morrendo.



Muitos interesses estão em jogo e há vários pretendentes à sua mão, e um deles é Albert (Rupert Friend), príncipe da Bélgica, que vai até a Inglaterra a pedido de seu tio. Também é cortejada pelo primeiro ministro Lorde Melbourne (Paul Bettany), mas acabara se casando com seu grande amor Albert e formarão um belo casal apaixonado. Porém Vitória foi criada para obedecer, e quando é coroada assumirá o trono e também a autonomia, mas por não ter preparo para isto cometerá alguns erros que a farão ser mal vista. Seu marido é mais sábio do que ela, mas ela relutará em escutá-lo por temer que esteja agindo em prol de seu tio, o que não ocorre, pois ele por amor a ela não se tornou o elo entre seu tio e a Inglaterra.



As intrigas, os medos, o poder, mas sobretudo o amor que une Vitória e Albert, que é lendário devido ao luto que ela assumiu e nunca deixou.


Jean-Marc Vallée nasceu em 1963 em Montreal, Canadá.

Trilha Sonora - IIan Eshkeri