Mostrando postagens com marcador Astrid Bèrges-Frisbey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Astrid Bèrges-Frisbey. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de junho de 2015

FILME: UMA BARRAGEM CONTRA O PACÍFICO - 2007


Direção: Rithy Panh - 2007
Duração: 111 min
Título Original: Un barrage contre le Pacifique
País: Camboja - França - Bélgica

Adaptação do romance homônimo de Marguerite Duras.

O romance de Duras é uma ficção, porém autobiográfico. Duras escreve sempre sobre sua vida de forma ficcional. 

Indochina 1931 - Região do Sudoeste Asiático que inclui o Camboja, Laos e Vietnã. Em 1931 estava sob a colonização francesa. No Golfo do Siam na beira do Oceano Pacífico, Madame Dufresne (Isabelle Huppert) sobrevive com seus dois filhos, Joseph (Gaspard Ulliel) e Suzanne (Àstrid Bergès-Frisbey). A mãe, uma professora, investiu todas suas economias numa concessão de terras, mas será surpreendida com o alagamento pelo mar de sua plantação de arroz, causando a destruição da mesma. Lutando contra os banqueiros corruptos e contra a administração colonial sob a ameaça de expulsão ela passa a lutar contra estas marés como um último recurso de se recuperar. Para contê-las ela resolve construir uma barragem com a ajuda da população local. Obcecada e arruinada financeiramente ela vive momentos amargos. 


Então surge o Senhor Jo (Randal Douc), um chines, filho de um homem muito rico que se encanta com Suzanne.  Cai por terra todos os preconceitos raciais que tinham e a família vai empurrar a jovem em direção a este milionário, pensando desta forma salvar a situação e sem pensar na jovem que não se sente atraída por ele. 

O filme é uma crítica à colonização francesa da Indochina, mostrando a forma como a população local era tratada, a revolta deles, e todo o sistema de interesses e corrupção que imperava. A mãe tinha um zelo imenso pelo filho, quase incestuoso, e indiferença pela filha, se voltando para ela apenas quando surge o Senhor Jo. Ao final ela se exaure nesta luta contra as marés. 

Em 2009 Marie-Pierre Fernandes descobriu que o sonho da mãe de Marguerite Duras, Marie Donnadieu, se realizou. A Agência Francesa de Desenvolvimento construiu as barragens que possibilitaram a plantação de arroz em Prey Nop - Camboja onde ela possuía sua concessão. Marguerite Duras passou sua infância e adolescência no Camboja.

Rithy Panh nasceu em 1954 em Phnom Penh, Camboja. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FILME: A FILHA DO PAI - 2011


Direção: Daniel Auteuil, 2011.
Duração: 107 min 
Título original: La fille du puisatier 
País: França 

Adaptação do romance de Marcel Pagnol numa regravação. 

La fille du puisatier. O título em português chega a estar mais de acordo, pois trata-se de um filme quase antropológico. Ele trata do nome. A filha do puisatier, ou seja, quem constrói poços artesianos, Patricia (Astrid Bèrges-Frisbey) engravida de um rapaz (Nicolas Duvauchelle) de uma família rica que vai para a guerra. O pai (Daniel Auteuil) procura a família dele, mas é mal recebido pela mãe e também pelo pai. Vai embora e manda sua filha  para a casa da irmã, por causa da vergonha e do falatório.

Nasce um menino e isto mexe com ele, um homem. Mas... e o nome? bom ele recebeu o nome da mãe, mas o nome da mãe é o nome do pai. E aí começa toda a questão do nome e da filiação.
O avô então vai buscar aquele que leva seu nome. Ele que só teve filhas mulheres, tem neste bebê o primeiro a ter seu nome para uma  descendência.
O pai do bebê é dado como morto, e então a família dele tenta se aproximar do neto. A estas alturas o avô materno já tomou "posse", está ciumento, mas acaba aceitando a presença dos avós paternos.
Felipe (Kad Merad) , que trabalha com ele, havia desejado se casar com a filha e teve que desistir diante da negativa dela por estar apaixonada por outro. Porém, ele ainda quer casar com ela e dar seu nome à criança.

Quantos nomes!
Mas irá ocorrer algo que vai alterar tudo isto, o rapaz não morreu na guerra e retorna. O pai dele então pede a mão dela em casamento para seu filho que inicialmente recusa por achar que ele estava fazendo isto por obrigação, mas ele diz que não. Então... agora o bebê passa a ter o nome do pai e do outro avô.

Felipe decide se casar com a irmã dela, e ao invés de pedir sua mão ao pai, a pede ao cunhado. São as relações de parentesco que ditam as regras.
Uma história de amor entre pessoas diferentes, a segunda guerra mundial e o que ela pode trazer de mudanças.
Lembrando que na França o nome é o sobrenome e principalmente o primogênito sempre será chamado pelo sobrenome, enquanto outros irmãos serão chamados pelo primeiro nome.


Daniel Auteuil nasceu em 1950 em Argel, Argélia.

Trilha Sonora - Alexandre Desplat