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segunda-feira, 18 de maio de 2015

FILME: ELA VAI - 2013


Direção: Emmanuelle Bercot - 2013
Duração:  116 min 
Título original: Elle s'en va 
País: França 

Bettie (Catherine Deneuve) tem um pequeno restaurante e vive com sua mãe (Claude Gensac). Ela tem um caso com um homem casado que após muitas promessas que largaria da esposa ele realmente o faz, mas para ficar com uma mulher bem mais jovem. Bettie fica perturbada com isto e larga tudo saindo de carro pela estrada. 

Um dos primeiros encontros dela é com um senhor bem velho, e ali ela se confronta com a velhice e a solidão, o homem nunca se casara e tiveram uma namorada quando jovem que morreu, ele então ficou celibatário cuidando de uma fazenda. De alguma maneira isto afeta Bettie, que teve um grande amor quando jovem e foi eleita miss Bretanha, um depto. da França, e ao ir para o concurso miss França sofre um acidente onde este homem morre. Ela se casou, teve uma filha, Muriel (Camille Dalmais) da qual é distanciada, no fundo não amou o pai dela que acabou morrendo numa cena senão irônica, literalmente trágica, uma vez que ele se engasgou no restaurante onde jantava com sua amante e o médico que o foi socorrer era o marido da mulher, mas também amante de Bettie.



Aos poucos rodando pela estrada ela vai vivendo experiências, situações, até que a filha lhe pede que leve o neto Charly para seu avô, pois ela precisa viajar para um novo emprego. Bettie o faz, e começa uma nova relação com este garoto, do qual também nunca se aproximou, carente de amor e de uma família que se ame.

No início do filme vemos Bettie andando de costas, até o momento em que ela se vira, o rosto ainda muito bonito, mas neste momento focam uma foto de Deneuve jovem, sendo que hoje ela tem mais de 70 anos, e o filme justamente também gira em torno disto, da jovem candidata a miss, de uma beleza estonteante à mulher madura, mas já envelhecida, que se confronta com este estágio da vida. É preciso continuar a viver e querer continuar a ser jovem é perda de tempo, é preciso assumir o que se é e viver este momento. 

Emmanuelle Bercot nasceu em 1967 em Paris, França

quarta-feira, 22 de abril de 2015

FILME: VIAGEM SOLITÁRIA - 2013


Direção: Maria Sole Tognazzi - 2013
Duração: 85 min
Título Original: Viaggio sola


Irene (Margheritta Buy) trabalha como inspetora de hotéis de luxo viajando sempre sozinha e em segredo. O filme me remeteu aos meus anos de hotelaria e todas as questões que ela vai se colocando ao chegar a um hotel eu mesma o fiz muitas vezes em minha vida profissional. Sim é um trabalho fascinante que nos proporciona viagens e a ilusão de uma vida requintada e luxuosa, porém esta já é uma primeira questão que se coloca, esta não é nossa vida, não podemos nos hospedar nestes hotéis com a freqüência que Irene faz, ou eu mesma o fiz a trabalho, e temos que voltar para nossa realidade que no caso do filme é um apartamento grande, bem localizado, mas vazio, com poucos móveis e onde ela acumula coisas que traz dos hotéis, como sabonetes, cremes etc. É o momento que o filme confronta a vida pessoal dela com a vida profissional, porque o apartamento não corresponde as questões que ela coloca sobre os hotéis. 

Ela tem um irmão casado com Silvia (Fabrizia Sacchi) e que tem duas filhas que de alguma maneira completam um pouco a vida de Irene que não é casada nem tem filhos, mas ela está sempre viajando e tem pouco tempo para eles. Um antigo namorado Andrea (Stefano Accorsi) é seu melhor amigo e único, só que ele está envolvido com outra mulher que espera um filho dele. Apesar de ambos ainda se sentirem atraídos um pelo outro e se procurarem a cada problema que surge, não conseguem ficar juntos porque ela nunca está ali, está sempre em algum lugar do mundo. 

Em um momento Irene irá dizer a verdade, que este trabalho que oferece a ilusão da liberdade para quem o faz e para quem não o faz, na realidade é uma escolha para a solidão. Pessoas solitárias podem optar por um trabalho assim para camuflar esta solidão que sentem. É uma fuga, mas também pode ser a alternativa para uma vida onde não se consegue ficar num único lugar, ser gregário e manter uma família com tudo que isto envolve. E há pessoas assim, porque nem sempre devemos atender ao padrão social onde devemos formar uma família. 

Em uma de suas viagens Irene conhece uma antropóloga que fala de intimidade. Isto mexe com ela. Sim, o que mais falta no mundo é isto, intimidade. Quantas relações superficiais temos? ninguém quer se envolver a este ponto. Parece que há medo disto. A nova namorada de Andrea declara que deseja um filho, mas que ele não precisa se preocupar com isto, que ela vai criá-lo. Só que ele se envolve, e deseja também este bebê que está a caminho, e ela também deseja que ele se envolva, mas como é difícil assumir isto. 

Esta antropóloga também diz algo muito interessante, que todos os cirurgiões plásticos são em sua enorme maioria homens, que parece que inconscientemente desejam que as mulheres se pareçam, moldá-las, e poder talvez com isto responder ao grande mistério do que quer uma mulher? o que é uma mulher? o que é impossível, pois cada uma é uma. E é isto que Irene percebe, ao finalmente assumir que gosta de sua vida e de viajar, inclusive por si mesma, não apenas profissionalmente, mas que ao mesmo tempo ela pode ter mais intimidade com os que ama. 

Maria Sole Tognazzi nasceu em 1971 em Roma, ItáliaI

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILME: TARA ROAD - APRENDENDO A VIVER - 2005


Direção: Gillies Mackinnon - 2005
Duração: 107 min 
País: Irlanda 

Baseado no livro Tara Road de Maeve Binchy. 

Marilyn (Andie MacDowell) é uma americana que perdeu seu filho e não consegue lidar com esta perda. Ria (Olivia Williams) é uma irlandesa que vê seu casamento acabar de repente ao descobrir que o marido tinha uma amante. Ambas decidem mudar de ares por uns tempos e fazem uma troca de casas.

A perda de um filho é algo extremamente doloroso e difícil e a traição atinge o narcisismo da pessoa de uma forma destruidora além da perda da confiança e da desvalorização que se impõe à pessoa traída. São questões que muitos tem que enfrentar. Mas ambas decidem fazer algo, tentam se dar uma segunda chance para continuar a vida.

Elas irão se defrontar com as questões da outra, irão ter que aprender a viver em um país diferente com outros costumes, descobrirão que os problemas existem e que todos passam por eles e irão aprender a se conhecer melhor, pois é sempre no outro que podemos encontrar a nós mesmos.


Gillies Mackinnon nasceu em 1948 em Glasgow, Escócia 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

FILME: FLORES DE AÇO - 1989



Direção: Herbert Ross - 1989 
Duração: 104 min 
Título original: Steel Magnolias 
Roteiro: Robert Harling
País: Estados Unidos 

Seis mulheres que são amigas e suas dificuldades, dores, alegrias, dúvidas, se apoiam mutuamente e formam um grupo ímpar.



Shelby (Julia Roberts) vai se casar, mas ela é diabética e não pode ter filhos. Sua mãe M'Lynn (Sally Field) está atarefada com todos os preparativos e também preocupada com o fato dela não poder ter filhos reforçando isto para eles, mas Shelby acabara engravidando e levará isto adiante.
Todas acabam indo ao salão de Truvy (Dolly Parton) para se arrumarem para o casamento, mas isto já faz parte de sua rotina também, esta ida ao cabeleireiro. Para ajudá-la Truvy acaba de contratar Annelle (Daryl Hannah) que acaba de chegar ao lugar e não é conhecida de ninguém. Ouiser (Shirley MacLaine) é a mais rabugenta de todas, com seu cachorro seu maior prazer é atormentar o marido de M'Lynn, e tem também Clairee (Olympia Dukakis). 

O enredo gira mais em torno de Shelby e sua dominadora mãe M'Lynn que não está acostumada a ser contrariada, mas no momento mais difícil ela será amparada por suas amigas.

Nada supera a lealdade que une estas seis mulheres seja nas alegrias ou nas piores horas. Um filme sobre a amizade, e com um elenco único trabalhando juntas.


Herbert Ross nasceu em 1927 no Brooklyn, New York e faleceu em 2001 na mesma cidade.