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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

FILME: UM POUCO DE CAOS - 2014


Direção: Alan Rickman - 2014
Duração: 113 min
Título Original: A Little Chaos
País: Reino Unido

Assisti recentemente "Versailles - o sonho de um rei", documentário com atores, que já postei aqui no Blog. Este filme nos fala do mesmo tema, porém de forma ficcional através de personagens históricos. 

O Rei Luís XIV (Alan Rickman) incumbe o arquiteto André Le Notre (Mathias Schoenaerts) dos jardins de Versailles. Este já assoberbado com a construção de Versailles contrata uma paisagista - Sabine de Barra (Kate Winslet).

Sabine tem um perfil independente, e seu estilo é o oposto ao do famoso arquiteto, mas mesmo assim ele aposta nela apesar das desavenças. Aos poucos eles se aproximam, se tornam mais íntimos, e isto irá incomodar a esposa de Le Notre (Helen McCrory) que visa somente seus interesses junto à corte, e fará de tudo para que o projeto não dê certo. Mas as coisas na corte mudam, a rainha falece e a preferida do rei perde seu lugar, à qual a esposa de Le Notre era ligada. Por outro lado Sabine se aproxima do rei sem o desejar, num encontro por acaso.

Um filme para relaxar. Ao final o que Sabine projeta e constrói é a Sala de bailes, conhecido mais por Rocailles, um lugar místico dos jardins de Versailles.




Alan Rickman nasceu em 1946 em Hammersmith, Londres, Reino Unido.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

FILME: CLOSET LAND - 1991



Direção: Radha Bharadwaj - 1991
Duração: 89 min
Título original: Closet Land (Terra de Armários)

Um filme sobre a tortura

Um filme com apenas dois atores, ela uma escritora de histórias infantis (Madeleine Stowe), ele o grande inquisidor e torturador (Alan Rickman). 

Ela é presa a noite e levada com os olhos vendados para um lugar desconhecido para ser interrogada. É acusada de ocultar na sua escrita de histórias infantis recados para subversivos ao governo. Quem a vigia durante um ano e a prende é o governo. 

Durante o filme todo assistimos a uma pressão psicológica imensa sobre a escritora que não se rende, sua mente é mais forte. Passam então a tentar dobrar seu corpo, destruir o corpo para atingir a  mente, mas também não conseguem. Ela tem algo poderoso, sua mente e sua imaginação que a retira dali nos piores momentos e lhe permite manter a sanidade. 

O que possibilitou isto foi um fato trágico de sua infância que ocorria num armário quando ele se utilizava de sua imaginação para poder escapar. Durante o filme nas falas de seu torturador percebemos sinais de algo havia ocorrido em sua infância, naquilo que gravaram de suas conversas com sua mãe antes de sua morte, na questão de sua sexualidade. 

O que mais choca no filme é que sabemos que isto ocorre, e o pior, não são aqueles que a sociedade considera como bandidos, mas trata-se do governo, aquele escolhido por suas futuras vítimas. A parte que mais toca é quando ela fala sobre o quanto somos cegos e nos recusamos a ver e compreender. Aceitamos as explicações sem sentido para alguém que subitamente desapareceu e isto basta. Ela sabe que a sociedade que está lá fora nada fará em relação ao seu desaparecimento, está condenada a viver reclusa naquele antro de loucos, sim, loucos, porque a obsessão, a paranoia do governo é inacreditável, e muito bem representada pelo inquisidor que no mínimo é alguém muito doente para se propor a fazer o que faz, ele mesmo teve sua mente atingida e sofreu uma lavagem cerebral.

O que vemos é a forma como uma mente pode ser atingida e também o emocional de uma pessoa, principalmente quando ela está vendada e só escuta, podendo ser ludibriada, enganada pelos sons, imitações, e como isto se reflete em seu interior. O que ela sente é o que pode imaginar daqueles sons, independentes de serem reais ou não. 

O filme choca por sua verdade e realidade. Mas fingimos que isto não acontece. 

Radha Bharadwaj nasceu na Índia.