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segunda-feira, 20 de julho de 2015

DOCUMENTÁRIO: FRANÇOIS TRUFFAUT, UNE AUTOBIOGRAPHIE - 2004



Direção: Anne Andreu - 2004
Duração: 78 min
País: França

Um documentário que retrata a carreira de François Truffaut através de seus filmes e de depoimentos de seus colaboradores e admiradores, além dele mesmo falando de suas obsessões, suas escolhas, do cinema, da vida. 

Através de 22 filmes se compõe uma espécie de autobiografia. Tudo que ele escreveu, realizou, filmou, imaginou passava pelo filtro de suas emoções. Seu amor pelas mulheres e pelos livros. Através de outras vozes como Catherine Deneuve, Woody Allen, Jean-François  Stévenin, Fanny Ardant, Arnaud Desplechin e Jeanne Moreau que falam do Truffaut que conheceram vamos apreendendo um pouco mais sobre este grande cineasta. 




François Truffaut nasceu no dia 06 de fevereiro de 1932 em Paris  e faleceu em 21 de Outubro de 1984 em em Neuilly-sur-Seine, França. Ele nunca conheceu seu pai biológico e foi criado pelos avós maternos, uma vez que sua mãe o rejeitou. Foi sua avó que despertou nele sua paixão pela literatura e pela música. Aos 10 anos, após a morte de sua avó ele volta a morar com a mãe que estava casada com Roland Truffaut que acabou registrando o garoto e lhe deu seu nome. Foi um período muito difícil, pois era rechaçado tanto pelo pai adotivo como pela mãe e isto o levou a cometer alguns atos de delinquência como pequenos furtos. Será esta fase de sua vida que inspira seu primeiro longa-metragem, o autobiográfico Os incompreendidos/os 400 golpes. Truffaut morreu jovem, de um câncer no cérebro.

Anne Andreu nasceu em 1939 em Paris, França 

domingo, 24 de maio de 2015

FILME: QUESTÃO DE IMAGEM - 2004


Direção: Agnès Jaoui - 2004
Duração: 111 min
Título original: Comme une image
País: França 

Premiado em Cannes em 2004 pelo roteiro.

Lolita (Marilou Berry) é uma adolescente que sofre por ser gorda e com isto se sentir fora do modelo clássico de beleza física imposto pela sociedade. Mas o que se evidencia no filme não é o outro a excluindo por ser gorda, apesar de que seu pai Étienne (Jean-Pierre Bacri) não a ajuda a acreditar que é amada mesmo sendo gorda, mas ao contrário, é como ela se sente e reage ao outro por se sentir fora do padrão. 

Étienne é um escritor e editor de sucesso, egocêntrico, tem uma esposa jovem Karine (Virginie Desarnauts) e não aceita envelhecer. Eles tem uma filha de 05 anos que é constantemente reprimida pela mãe quando deseja comer algo, principalmente doces e sorvetes, para que não engorde. A professora de canto de Lolita, Sylvia (Agnès Jaoui) acha que ela não talento e só se interessa realmente pela garota quando descobre quem é seu pai, uma vez que seu marido Pierre (Laurent Grévill) está no terceiro livro publicado e não consegue o reconhecimento e sucesso. 

Sylvia acredita que Étienne poderá ajudar seu marido, é seu escritor predileto, mas é justamente a partir daí que as coisas irão se complicar e as aparências e máscaras começarão a aparecer e cair.

As relações humanas e suas dificuldades. Lolita quer ser amada, principalmente pelo pai e fará de tudo para isto, desde se irritar para chamar a atenção até tentar algo que o deixe orgulhoso dela, como cantar. Ela lhe dá uma fita cassete onde está cantando, mas ele nunca a ouve. Em sua apresentação ele sai logo no início, e não vê que finalmente ela consegue soltar sua voz. Odeia a madrasta e sofre porque a maioria das pessoas se aproximam dela por causa do pai. Logo no início do filme a vemos ser deixada de fora de uma sessão de apresentação de um filme baseado no romance que o pai escreveu. Ela parou para atender o celular, e não a deixam entrar porque os ingressos estavam com o pai. Eles levarão um bom tempo para perceberem que ela não está ali. Mas foi justamente neste momento que um jovem passa mal e ela o socorre sem saber que ele virá a ser uma pessoa muito especial em sua vida, o que ela demorará para compreender. Seu namorado também a usa para ter acesso ao pai. 

O pai vive rodeado de pessoas que ele dispensa ao seu bel prazer  escondendo desta forma sua insegurança. Quando sua esposa o deixa ele fica perdido e só, e então busca sua filha que sempre ignorou. Ela confunde esta busca de colo e mãe como finalmente o amor do pai. Mas quando a madrasta volta, tudo fica como antes. 

A sorte de Pierre começa a mudar e ele é elogiado pela crítica, aparece num programa de TV, enquanto que Étienne sofre de um bloqueio criativo e não consegue escrever mais nada. 

Todos se encontrarão num fim de semana na casa de campo de Étienne e ali mais ainda aparecerão os pequenos detalhes que mascaram o ser humano, como por exemplo Pierre dizer que gosta de comer coelho sendo que ele detesta coelho. Sébastien (Keine Bouhiza), o rapaz que Lolita socorreu quando passou mal também irá, porque Julien seu namorado diz que não pode ir, mas quando ele aparece ela corre para ele deixando Sébastien sozinho. Mas o pior foi acusá-lo de já ter conseguido o que queria, o pai dela lhe arrumara um emprego, sem saber que o mesmo havia declinado do trabalho para se lançar num projeto com amigos. O filme está repleto destes detalhes que não a miséria humana, as dificuldades do ser humano. 

Sylvia será a única que acabará percebendo a pobreza, a mediocridade de tudo aquilo e enfrenta o grande escritor Étienne, e ao mesmo tempo se sensibiliza com Lolita, percebendo também o que lhe passa na alma e coração. 

Um belo filme que traz os seres humanos como são, suas dificuldades, e sem buscar redenção, cada um se vira como pode, uns melhoram, outros não mudam, outros pioram, e assim vai o mundo. Não há heróis, nem inocentes, todos tem seus defeitos e suas qualidades. A dificuldade das relações, de aceitar o outro, e de compreender a si mesmo. 

Agnès Jaoui nasceu em 1964 em Antony, França. É casada com Jean-Pierre Bacri. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

DOCUMENTÁRIO - ESTAMIRA - 2004



Direção: Marcos Prado - 2004
Duração: 116 min

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a inteligência e o vocabulário de Estamira. Não conhecia sua história, aos poucos fico sabendo que antes ela tinha outra vida, foi casada com um italiano, teve filhos, mas devido a traição do marido que sempre tinha outras mulheres ela o deixou. Após isto foi estuprada duas vezes, e foi após o segundo estupro que se deflagrou o quadro de esquizofrenia, quando ela passa a desacreditar em sua vida de antes e em Deus.

Mas suas frases e apontamentos são extremamente lúcidos desde que se tenha escuta para eles. O trocadilho, uma inversão, é lógico. Sua consciência ambiental supera em muito as pessoas ditas normais. Que ela tenha raiva de Deus, diante de sua realidade e também do real que se apresenta, principalmente num estupro, e não foi só isto, ela foi abusada pelo avô, e sua mãe também sofreu incesto e depois deixada num prostíbulo com 12 anos por este avô.  Ela não era perturbada, era muito religiosa, achava que as dificuldades eram uma provação, até o momento que não deu mais conta do real e ao olhar um coqueiro disse que isto era o real e o poder. Começa o processo se sentindo perseguida pelo FBI.

Seus delírios, visões, o que ela ouve é a maneira que seu psiquismo encontrou para lidar com o real. O estupro é o real, não há palavras para o dizer. Ela não teve ajuda neste momento, não pode usar de uma forma alternativa se apegando a um Deus, por exemplo. Mas Estamira se relaciona com os outros, é falante, ela chora, ama seus filhos, sofre pelas traições que sofreu e principalmente chora porque colocou sua mãe no hospício Engenho de Dentro, não se perdoa por isto. Tem saudades de seu pai e fala dele com carinho.  Ela diz que é má, ruim, mas não é perversa.

Suas frases me tocam: " isto aqui é um depósito de restos. Às vezes é só restos e vem também descuido. " se referindo ao lixo. Ela diz que tem que conservar, proteger, lavar, limpar e usar mais, o quanto pode. Economizar é maravilhoso, quem economiza tem.
Diz- miséria não, regras sim. Ela aceita a Lei, a regra. Fala que quanto menos se tem mais menosprezam e jogam fora. Que os laços negativos sujam tudo. Que sacrifício é diferente de trabalho, ela defende o trabalho. E a frase que mais me tocou: " tudo que é imaginário existe".

Seu  discurso é místico,  ela tem revelações que avisa aos inocentes, ela já sabia de tudo antes de nascer. Faz uso de uma linguagem não compreensível aos outros para se comunicar com este outro mundo, mas que para ela faz sentido. É uma mística não religiosa, mas do mundo, do real. Ela mata Deus, assim como Nietzsche o fez.

Seu discurso busca colocar ordem no caos. Ela diz que as vezes sua mente é como água com gás, borbulha. Ela está gritando algo que ninguém consegue ouvir, precisa de alguém que o consiga.

Quando algo do real não é possível e falar ele atua de alguma forma, vai gritar, o corpo vai gritar, os atos vão gritar, é necessário o que a psicanalista Radmila Zygouris chama de transferência cruzada numa análise, quando é o analista que passa a falar, colocar ordem, dar palavras ao que não é possível dizer. Processo lento e doloroso. O analista repete o crime e o nomeia.

Tudo que é diferente e estranho nos assusta e logo é rotulado, é uma louca. Não, Estamira não é louca, ela tem coerência em sua fala, ela é humana, mas tem uma ruptura que precisa ser nomeada. Ela tem noção de quando fala através de suas visões e quando não, o percebe. Isto também lembra as místicas que relatam ou tentam relatar através de metáforas o que vêem ou sentem durante seus êxtases. O doente mental não separa o delírio da realidade. Ela sabe cuidar de si mesma, não depende de ninguém, tem amigos no aterro, construiu um barraco para si, vai sozinha às consultas médicas.

Sua ida para o aterro sanitário de Gramacho localizado em Duque de Caxias na Baixada Fluminense foi uma tentativa talvez de esquecer, ou de poder ser onde não a internariam. Ela ficou lá por mais de 20 anos. O fato de não cuidar muito de si mesma, de pegar conservas no lixo para fazer comida, isto não pode ser considerado loucura, é a vida dos catadores que ali vivem, é a realidade social deles.

Estamira faleceu no dia 28 de Julho de 2011 no Hospital Miguel Couto em consequência de uma septicemia.


Marcos Prado nasceu em 1961 no Rio de Janeiro. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FILME: QUANDO NOS TORNAMOS ADULTOS - 2004


Direção: Ron Underwood - 2004
Duração: 94 min 
Título original: Back when we were grownups 

Baseado no romance de Anne Tyler 

Rebecca (Blythe Danner) deixou seu namorado e seus sonhos de ser uma intelectual e se formar na Universidade para se casar com Joe que já tinha três filhas, mas ficou viúva jovem, com 26 anos. Agora ela tem 53 anos e questiona sua vida, o que realmente fez por si mesma.

Ela cuida da empresa de eventos, do idoso Poppy (Jack Palance) que vai completar 100 anos, e é o centro de sua família de 04 filhas, pois teve uma de seu casamento. Após uma visita a sua mãe onde relembram momentos passados, ela se decide a procurar por Will Alenby (Peter Fonda) que foi seu primeiro namorado que ela deixou para se casar.

Will está divorciado, tem uma filha e vive sozinho. Os dois se reaproximam, começam um namoro, mas as diferenças são muitas, as que já existiam antes e que fez com que Rebecca escolhesse outro para se casar.

É o momento em que Rebecca percebe que devemos ser felizes com aquilo que podemos ter e que construímos, voltar ao passado nem sempre é uma boa escolha, mas olhar para o futuro, como faz Poppy que após comemorar os 100 anos deseja que no próximo ano a festa seja maior.

Um filme gostoso de assistir, sem grandes dramas, mas que ensina o valor da vida, do viver o que podemos viver, mas também de assumir as escolhas que fizemos. Rebecca escolheu Joe, não Will, e escolheu continuar ali e ser o centro desta família e dar continuidade ao negócio deles. Claro que ela pode mudar, pode buscar outras opções, e ela faz isto, voltando a estudar para dar continuidade a pesquisa que estava fazendo e que abandonou quando se casou.

Não podemos ter tudo na vida, quando fazemos uma escolha perdemos outras oportunidades, mas ficar pensando no como poderia ter sido não leva a nada, o que vale é olhar o que se tem e o que se pode ainda ter.


Ron Underwood nasceu em 1953 em Glendale, Califórnia, EUA. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FILME: BORDADEIRAS - 2004



Direção: Éléonore Faucher - 2004 
Duração: 89 min
Título original: Brodeuses

Recebeu o grande prêmio da semana da crítica no Festival de Cinema de Cannes 2004. Foi nomeado para 03 Césares - Melhor atriz secundária - Ariane Ascaride, Melhor esperança feminina - Lola Naymark e melhor Primeira Obra.

Uma jovem de 17 anos Claire (Lola Naymark) está grávida e esconde isto de todos, inclusive dos pais com os quais não vive mais. Ela pretende dar a luz como anônima e dar a criança para adoção, mas precisa sair do supermercado onde trabalha e para isto inventa que está doente e tem um câncer, obtendo uma licença médica.

É uma jovem trabalhadora que também borda, mas que no fundo está desesperada com seu estado e sem apoio, e que precisa trabalhar. Para isto ela procura uma bordadeira Mme. Melikian (Ariane Ascaride) que acaba de perder seu filho num acidente de moto e lhe pede trabalho.

Aos poucos entre um ponto e outro estas duas mulheres irão se aproximando como tecendo uma teia de afetos em cada gesto de cada uma, e se estabelecerá uma relação de mãe e filha, o que Claire não tinha, uma vez que sua mãe nem mesmo percebe que ela está grávida quando a vai ver por saber que ela está doente. É na medida que os bordados também evoluem, ficam mais requintados que a relação também se aprimora, assim como a bariga cresce e aquele bebe que como diz Claire durante o dia se esconde, mas que à noite aparece e encontra seu conforto, vai também ganhando um espaço no afeto destas mulheres.

Éléonore Faucher é francesa 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

FILME: A QUEDA - AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER - 2004


Direção: Oliver Hirschbiegel - 2004
Duração: 158min. 
Título original: Der Untergang 

Baseado nos livros escritos pelo historiador Joachim Fest, pela secretária pessoal de Hitler - Traudl Junge, e por Gerhardt Boldt, Ernst Günter Schenck e Siegfried Knappe. 

A secretária de Hitler (Bruno Ganz), Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) narra como se tornou secretária do führer e os seus  últimos dez dias no bunker em Berlim antes da rendição da Alemanha em 1945.



O filme retrata tanto a frieza de Hitler como seu lado esquizofrênico, seus ataques histéricos. Se por um lado é capaz de imensa cortesia, por outro toma decisões que ninguém tem coragem de contestar, mas que demonstram sua loucura.



Ele exige fidelidade cega e máxima de todos, e diz que não irá se render, que irá vencer os soviéticos que a estas alturas já estão a 12km do local. No final irá se suicidar junto com Eva Braun (Juliane Köhler). Seus restos mortais serão queimados conforme suas ordens.



Um das cenas mais difíceis é quando Joseph (Ulrich Matthes) e Magda Goebbels (Corinna Harfouch)  envenenam seus seis filhos, e uma delas percebe o que está para ocorrer. Ela quer viver, mas sua mãe não o permitirá. Em seguida os pais também cometerão suicídio.



Olivier Hirschbiegel nasceu em 1957 em Hamburgo, Alemanha. Foi o primeiro cineasta alemão a fazer um filme sobre o nazismo gerando grande polêmica na Alemanha. 



Trilha Sonora de Stephan Zacharias 

Stephan Zacharias nasceu em 1956 em Hamburgo, Alemanha. É compositor

quarta-feira, 23 de abril de 2014

FILME: PRINCESA MARIA - Princesse Marie - 2004



Direção: Benoît Jacquot - 2004
Duração: 190 min 
Título original: Princesse Marie 
País: França 

O filme retrata a relação da Princesa Marie Bonaparte com Sigmund Freud e como ela ajudou para que a família de Freud pudesse fugir de Viena durante a Segunda Guerra e durante seu exílio em Londres.

A Princesa Marie (Catherine Deneuve) é sobrinha-neta de Napoleão e casada com o príncipe Jorge da Grécia. Devido a sua frigidez ela se consultou com Freud (Heinz Bennent). Tornam-se amigos e quando é preciso fugir dos nazistas será ela quem ajudará financeiramente, politicamente e acolherá Freud e sua família em Londres. Ela também será uma referência para Anna Freud (Anne Bennent). 

A Princesa Marie foi a primeira psicanalista francesa e uma das poucas analisadas por Freud. Usará sua fortuna para divulgar a psicanálise na França e fez parte do grupo fundador da Associação Psicanalítica na França.



Benoît Jacquot nasceu em 1947 em Paris, França.

FILME: O VIOLINISTA QUE VEIO DO MAR - 2004



Direção: Charles Dance - 2004 
Duração: 113 min 
Título original: Ladies in Lavender 
Roteiro: Charles Dance 
País: Reino Unido 

Um filme belo sobre o desejo e o amor. 1936 - em uma pequena vila de Cornwell norte da Inglaterra duas irmãs que vivem juntas Ursula (Judi Dench) e Janet (Maggie Smith) ao passearem pela praia após uma tempestade encontram um jovem desfalecido. Elas o levam para casa e cuidam dele.

Esta relação de cuidado irá despertar coisas adormecidas, o amor e o desejo, e ambas começam a rivalizar para conquistar o amor do jovem Andrea (Daniel Brühl) . Há cenas hilárias como a da torta de sardinhas e os comentários sarcásticos da outra irmã apenas para desfavorecer a outra perante o jovem.

O jovem que inicialmente havia perdido a memória aos poucos se lembra que é um violinista em busca de sucesso. Conhece uma jovem (Natascha McElhone) que passa uma temporada na região e que quer promovê-lo. Ele fica em dúvida se deve permanecer ali ou seguir sua carreira. Acaba optando pela carreira.

Aos poucos as irmãs terão que retomar sua vida rotineira e feliz de antes, mas este episódio ficará em suas lembranças como um doce momento e uma vivência de que o amor e o desejo não tem idade.


Charles Dance nasceu em 1946 em Redditch, Worcestershire, Inglaterra. 



Trilha sonora de Joshua Bell

Joshua Bell nasceu em 1967 em Bloomington, Indiana, EUA. É um violinista. 

sábado, 8 de março de 2014

FILME: HOTEL RWANDA - 2004


Direção: Terry George - 2004 
Duração: 121 min
Roteiro: Terry George e Keir Pearson
País: Reino Unido 

O filme é sobre a guerra civil em Ruanda e sobre a história real de  Paul Rusesabagina, gerente de um hotel que acolheu no Hotel mais de 1200 pessoas salvando-lhes a vida no genocídio de 1994.

O Hotel Mille Collines ficava em Kigali, capital de Ruanda e era de propriedade da empresa belga Sabena.

Paul (Don Cheadle) é gerente do Hotel e é da etnia Hutu casado com Tatiane (Sophie Okonedo) que é tutsi. Esta diferença foi criada pelos belgas durante a colonização do país diferenciando os habitantes através de detalhes como o tamanho das narinas, por exemplo, criando assim dois grupos e dando cargos e poderes a um deles o que geraria o ódio do outro grupo e resultaria nesta guerra civil que começa logo após a assinatura de um acordo de paz e o assassinato do presidente de Ruanda em um atentado. A única maneira de diferenciar as duas etnias era através de seus documentos.

Os hutus iniciam o genocídio matando todos os tsunis que encontram que eles chamavam de baratas e principalmente as crianças para evitar que se propagassem. Paul inicialmente tenta proteger sua família, mas ao ver que foi abandonado por todos que lhe diziam ele ser um igual aos ocidentais, passa a acolher todos que procuram proteção e ajuda no hotel.



O filme é triste, chocante, e nos faz pensar no que leva o ser humano a tanta crueldade, a sentir tanto ódio do outro. Apenas um pequeno grupo da Onu permanece no país, todos os outros se retiram e nenhum país tem interesse em ajudar, como se diz no filme: esta guerra não lhes rende votos.

Finalmente com a ajuda da Onu eles conseguem atravessar a linha entre os hutus e os rebeldes tsunis e de lá partem para a Tanzânia. Atualmente Paul e sua família e suas duas sobrinhas que perderam seus pais no genocídio vivem na Bélgica.




O conflito durou cem dias e deixou atrás de si aproximadamente milhão de mortos, e o mundo virou as costas, não fez nada para impedir.


Paul Rusesabagina


Terry George nasceu em 1952 em Belfast, Irlanda do Norte,  Reino Unido. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FILME: MÁ EDUCAÇÃO - 2004




Direção: Pedro Almodóvar - 2004
Duração: 106 min 
Título original: La mala educación 
Roteiro: Pedro Almodóvar
País: Espanha 

Durante uma crise criativa um cineasta recebe a visita de um rapaz que se identifica como seu amigo de infância e lhe traz um roteiro baseado nas experiências que ambos tiveram na infância num colégio. Ignácio (Gael García Bernal)  foi o primeiro amor do cineasta - Enrique (Fele Martínez) , que aceita fazer o filme, mas haverá revelações surpreendentes no decorrer do filme que trata do homossexualismo, mas também da pedofilia.



Revela a hipocrisia da sociedade em relação ao abuso sexual de menores, e ao mesmo tempo mostra o que ocorre dentro da igreja católica, tantas vezes envolvida em escândalos deste tipo.



A cena que mais me marcou foi o abuso na infância e quando ele corre e cai, um filete de sangue lhe desce dividindo seu rosto ao meio, dividindo sua vida no antes e no depois, cisão traumática.

A partir daí, nunca mais será a vida que ele poderia ter tido.

Assista ao trailer em espanhol






Pedro Almodóvar nasceu em 1949 em Calzada de Calatrava, Espanha. É um dos cineastas mais premiados na história do cinema. 

Pequenos Cantores da Catalunia

Trilha Sonora de Alberto Iglesias