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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

FILME: PÃO E TULIPAS -1999



Direção: Silvio Soldini - 1999
Duração:  114 min 
Título Original: Pane e tulipani 

Uma família italiana de Pescara participa de uma excursão de ônibus . Em uma parada eles esquecem  a mãe, nem percebem que ela não está junto e o marido ainda a xinga por ser atrapalhada e por atrasar o passeio e manda que ela fique onde está e aguarde.

Rosalba (Licia Maglietta) inicialmente faz o que lhe mandam, mas de repente muda de ideia e resolve voltar para casa, pede carona e um destes está indo para Veneza, então esta dona de casa resolve realizar um velho sonho que é conhecer esta cidade e resolve ir para lá, com a intenção de voltar no dia seguinte, mas ela perde o trem no outro dia, o que para mim é um ato falho de quem não deseja voltar ainda. E ela vai ficando, consegue um trabalho numa floricultura, um lugar para ficar na casa do garçom do restaurante, Fernando (Bruno Ganz), pois é setembro e não há vagas em hotéis ou pousadas.

E ela resolve então tirar férias da família, do marido e dos filhos. Faz novos amigos, volta a tocar acordeon, e se deixa levar pela vida e por novas descobertas. Quem não fica nada satisfeito é seu marido, principalmente por causa da casa, de suas camisas passadas que sua amante se recusa a passar. Ele então coloca um detetive atrás dela. A partir daqui melhor assistir ao filme.

Ela é deixada para trás como um objeto, ninguém percebe que ela não está ali, não faz falta de imediato a ninguém de sua família, mas passa a fazer quando percebem que as coisas que ela fazia ninguém quer fazer. Rosalba sente a liberdade, de poder fazer o que deseja, mas não sem responsabilidade, ela consegue um emprego, tem onde ficar, zela por seus novos amigos e é cuidada por eles também. Redescobre o prazer de viver, de dançar, de tocar, de simplesmente andar por Veneza. O que de início parece algo inconveniente, ficar ali esperando que alguém vá buscá-la no restaurante transforma-se em uma oportunidade de viver a vida.

Silvio Soldini nasceu em 1959 em Milão, Itália. 


Trilha sonora Giovanni Venosta 


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

FILME: FILHOS DA NATUREZA - 1991


Direção: Friörik Pór Friöriksson - 1991
Duração: 82 min
Título original: Börn Náttúrunnar

País: Islândia 


Um filme para refletir sobre a velhice, a solidão e a morte.

Thorgeir (Gísli Alldórsson) é um homem idoso, vive sozinho num local isolado da Islândia e logo no início sentimos sua solidão por seus atos. Ele então decide partir e vai ao encontro de sua filha que vive na capital em Reijavic, porém a recepção não é o que podemos chamar de agradável. O marido apesar de o receber bem no primeiro dia depois mal fala com ele, mas o pior é a neta que grita com ele e o despreza.Ele está tão só ali como estava em sua casa.  Sua filha sugere então que ele vá viver em uma casa de idosos.



Lá ele encontra Stella (Sigridur Hagalín), uma velha conhecida da infância que ele vê assim que chega sendo arrastada pelas enfermeiras pois havia tentado fugir. Stella quer voltar ao local da infância e deseja ser enterrada lá.

A vida na casa de idosos não é ruim, mas o que sempre me chama a atenção é como tratam os idosos, como se eles não pudessem mais fazer escolhas, tomar decisões, vivem como se fossem loucos ou doentes, sem liberdade. A velhice não é sinal de demência, então porque não podem sair? ir a um cinema? fazer compras, visitar pessoas? fazer escolhas? São tratados como crianças ou até pior que isto, uma vez que a criança tem o futuro a sua frente, mas o idoso vive seus últimos momentos de uma vida onde ele já teve escolha e cuidou daqueles que hoje são adultos e os tratam assim. Há uma cena onde servem chá e a moça pergunta à filha se era leite ou açúcar para ele, como se ele fosse incapaz de escolher e ter gostos e desejos, incapaz de falar e responder.

Thorgeir percebe que no cemitério tem um portão aberto e vê um carro parado na rua. Resolve então fugir com Stella e voltar ao local da infância.







O filme tem um lado que poderia ser chamado de fantástico, mas estamos na Islândia, a terra dos Elfos. O carro quando é perseguido pela polícia desaparece na neblina, é visto em vários locais do país e reaparece sozinho no mesmo local de onde foi levado. A magia que acompanha a vida daqueles que acreditam que ela pode ser muito mais do que o materialismo e a objetividade que se impõem os adultos.

Bruno Ganz faz uma aparição no filme como um anjo.

Friörik Pór Friöriksson nasceu em 1953 em  Reykjavík, Islândia. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

FILME: A MULHER CANHOTA - 1978



Direção: Peter Hadke 
Duração: 119 min 
Título original: Die Linkshändige Frau 

Baseado no livro homônimo de Peter Hadke 

Marianne (Edith Clever) é casada com Bruno (Bruno Ganz) e tem um filho Stephan. Sem expor nenhum motivo Marianne pede que Bruno vá embora após passarem a noite juntos, ela não quer mais viver com ele. Durante todo o filme não haverá uma explicação por parte dela sobre isto.

O que dizer sobre o filme? Fui tomada por uma sensação de monótono, de dia a dia, de melancolia. Estamos no pós-guerra, as paisagens são melancólicas, poucas pessoas nas ruas, bosques com árvores caídas, sem folhas, tudo é cinza com pouco colorido.

Bruno fica pasmo, não quer acreditar e tem dificuldade em aceitar. Ela não se incomoda. O filho parece sentir tudo isto, diz em um momento que ele também está triste, mas permanece em sua rotina, exceto pelo fato que toma o lugar do pai para proteger a mãe do editor que vem fazer uma visita. O pai escreve para o filho, e quando vai à casa não há cenas dele com o Stephan.

Marianne olha tudo e parece sempre estar fazendo uma reflexão, mas nada que altere sua vida de forma notória. Os outros não compreendem e insistem para que ela volte para o marido, o que ela não faz.

O filme mostra uma realidade, sem grandes feitos, o que ocorre no dia a dia. Nada de grandes encontros, festas, sonhos e ilusões, mas simplesmente o vazio inicial de uma separação, as dúvidas, os medos, mas também as descobertas que se faz pouco a pouco. Não concordo com alguns comentários sobre o filme que Marianne se torna independente,uma vez que permanece no seu conforto de sua casa e com uma conta bancária conjunta que lhe proporciona o que precisa, mas ela pode finalmente ocupar este espaço de forma independente, mudando as coisas de lugar, jogando fora o que não lhe interessa, mas há algo que me toca, ela sempre olha para fora, como se buscasse algo lá fora.

Ela passa a trabalhar como tradutora, e acaba se afastando das pessoas uma vez que elas a julgam e insistem para que volte para o marido. Ela passará pelo momento de reavaliar quando percebe outros casais juntos, famílias, sejam os vizinhos, na rua ou num filme que assiste. Mas permanecerá determinada em sua decisão.

É um filme que trata do real dentro da realidade, uma vez que não se trata da busca de uma ilusão de felicidade, mas apenas de uma decisão de uma mulher que precisa estar consigo mesma, sentir uma certa liberdade, poder fazer o que deseja, o que não significa o paraíso que muitos fantasiosamente buscam.

Talvez por isto seja um filme difícil de assistir e que causa incomodo, não nos vemos diante projeções de felicidade e sucesso, mas simplesmente diante da realidade sem fogos de artifício.

Gerard Depardieu faz uma pequena aparição no filme.



Peter Handke nasceu em 1942 em Griffen, Caríntia, Áustria. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

DOCUMENTÁRIO: ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO - 1989


Diretor:  Peter Cohen - 1989
Duração: 119 min 
Narração: Bruno Ganz 
Origem: Suécia 
Título original: Undergangens Arkiketur 

Este documentário é considerado um dos melhores estudos sobre o nazismo feito pelo cinema.

Hitler, um artista frustrado, ele foi recusado pela Academia de Artes de Viena quando jovem, que pintava paisagens em formato de cartão postal, admirava a ópera de Wagner tinha fixações na estética da beleza, na antiguidade, em Wagner. Ele desejava embelezar o mundo, para isto se baseando na estética do belo segundo o seu julgamento. A questão é que o belo elimina o feio segundo seus critérios.

Inicia-se o processo com as exposições de arte nazista e arte degenerada, ou seja, a dos bolchevistas, judeus e toda arte moderna. São feitas exposições paralelas com a apresentação de fotos de pessoas doentes mentais comparadas às pinturas da arte moderna para que as pessoas pudessem ver a analogia que Hitler via ali e desta forma concordar com ele. Coisas que normalmente não teriam associação acabam tendo. É o período da arianização da arte, atendendo sempre a padrões clássicos de beleza. Tinha especial apreço por paisagens de Montanhas e florestas.

Hitler sonhava com um mundo puro e belo, admirava a arte grega, o super homem, e detestava tudo que fosse diferente, novo, moderno. Ele não suportava lidar com o diferente, com as diferenças que o outro tem. E baseava-se unicamente em seus critérios pessoais que impunha a todos. Ele julgava. Tinha planos imensos, megalomaníacos para reconstruir as cidades alemãs. Faz desenhos e incumbe os arquitetos de realizarem seus desejos.

Usa a metáfora da bactéria, da doença, do piolho para apresentar sua teoria de limpeza, higiene e belo. No caso tudo que não fosse de acordo com o que ele desejava era uma bactéria que vinha infectar o mundo e destruir, enfraquecer, sujar e precisava ser eliminada, da mesma maneira que se eliminam os insetos, os ratos, os piolhos. E de fato foi o que ele fez, usando o gás para matar, baseado em como se dedetizava os locais para eliminar as pragas.

Por trás de todo horror perpetuado pelo nazismo contra o outro há toda uma racionalização, e diferente de eliminar o inimigo numa guerra, era uma eliminação do ser humano que era diferente. Era a destruição de tudo que não lhe agradava. Ele poupa Paris porque sempre desejou conhecer a cidade e o faz numa manhã bem cedo após a conquista e então diz que Berlim será muito melhor e portanto fará sombra à Paris, e por isto não é preciso destruí-la.

Também na guerra se utiliza da antiguidade. Conduz o exército alemão como se fosse as Guerras Púnicas, onde a destruição total do inimigo e das cidades diferem dos padrões de guerras modernas, onde o objetivo é vencer a guerra, e os alvos civis são evitados na medida do possível. Ele imita o Delenda Cartago. Seus modelos são Roma, Cartago e Atenas. Como os romanos queria dominar o mundo, ser o terceiro maior império, o Terceiro Reich, após os Romanos e o Império Austro-Húngaro.

A parte mais interessante do documentário é quando se analisa o judeu como sendo o principal inimigo de Hitler justamente por se tratar de um povo puro, que soube se manter unido e não se misturou, não se miscigenou, enfraquecendo seu povo. Aqui temos um ponto de vista onde o judeu é uma imensa ameaça à Hitler, pois somente eliminando o povo puro ele poderia ter os méritos e transformar o povo ariano em puro, por isto, mesmo perdendo a guerra, ele se fixa na solução final.

O judeu é o outro, o estranho familiar. Talvez por ser um povo sem território e que vive na errância isto assuste, se torna sempre estrangeiro, mas de onde?

Hitler nunca havia viajado, não conhece o diferente e é péssimo em fazer julgamentos sobre os outros e suas diferenças, ele se fixa em seus pensamentos. O judeu é o povo da lei simbólica, ou seja, é um significante, não está no imaginário do outro. A coletivização do ódio ao judeu é aceita, uma vez que inconscientemente todos odiamos o pai e queremos matá-lo, mas também o amamos. Então aqui vemos que Hitler no fundo se baseava na pureza que ele via no povo judeu e por isto mesmo tinha que eliminá-lo.

Por outro lado, todo o imaginário de Hitler e seus sonhos megalomaníacos, provenientes da infância, de suas leituras. Ele acreditava que não é necessário sair de onde se está para conhecer o outro, é possível visualizar isto e acertar.Ele fantasiava seu grandioso futuro.

Ele queria ser o grande pai, o Deus que regia a tudo e a todos e transformaria o mundo num lugar belo, limpo onde se pudesse viver bem. Para isto precisa eliminar as pragas, as bactérias que causam doenças. Ele monta toda uma coreografia para que o povo aceite isto levando-o à histeria.

O ideal de beleza como sinônimo de saúde, mas para construir o belo é necessário destruir tudo que não fosse belo segundo seus padrões e julgamentos, levando à destruição que foi.


Peter Cohen nasceu em 1946 em Lünd, Suécia. Seu pai foi um judeu perseguido pelo regime nazista que fugiu de Berlin em 1938. O documentário Arquitetura da Destruição precisou de muitos anos de pesquisa. 

domingo, 25 de maio de 2014

FILME: O LEITOR - 2008



Direção: Stephen  Daldry - 2008
Duração: 127 min 
Título original: The reader 
País: Reino Unido 

Baseado no livro homônimo de Bernhard Schlink

1958, Michael Berg (David Kross) mora em Neustadt e tem 15 anos. Ele passa mal e uma mulher o ajuda. Eles começam a ter um caso, é o primeiro amor de Michael e a descoberta de sua sexualidade até que a mulher que se chama Hanna Schmitz (Kate Winslet) desaparece. Ele não a verá mais até que um dia vai assistir um julgamento com sua turma da faculdade de direito como parte de um seminário orientado pelo professor Rohl (Bruno Ganz), um sobrevivente dos campos de concentração e a encontra no banco dos réus.

O filme se passa entre o momento atual e as lembranças de Michael Berg (Ralph Fiennes) já adulto que se divorciou e tem uma filha.

As lembranças de seu primeiro amor são singelas, ela pede que ele leia para ela o que ele faz, lendo a Odisséia de Homero ou a Dama e o cachorrinho de Anton Checkhov entre outros,  fazem um passeio de bicicleta  e passam as tardes juntos.



Hanna e outras mulheres são acusadas de terem deixado morrer trezentas mulheres judias presas em uma igreja durante um incêndio. Ela era funcionária da Siemens e será guarda de campos de concentração. No julgamento ela dirá a verdade, enquanto as outras acusadas negam tudo e com isto conquista a inimizade de suas cúmplices que a acusam de ser a chefe e de ter redigido o relatório. Confrontada pelo juiz ela nega, diz que todas tomaram a decisão juntas para não correr o risco que os prisioneiros fugissem, era responsabilidade delas, mas ele pede que ela prove isto, quer ver sua letra e lhe dá um bloco de  papel para escrever. Ela titubeia e diz ao juiz que foi ela, que não precisa escrever. Sua condenação é maior do que as outras que pegam 04 anos de cadeia e ela a prisão perpétua.

Duas testemunhas que sobreviveram confirmam que todas participavam da seleção das que iriam voltar para Auschwitz, o que significava a morte. Ilana Mater (Alexandra Maria Lara-jovem e Lena Olin) escreveu um livro sobre como ela e a mãe sobreviveram a marcha da morte e ela testemunha que Hanna parecia ser mais humana que as outras, escolhia de forma diferente as dez que mandaria para a câmara de gás e depois levava as que ficavam para dormir com ela, levando todos a pensar que se tratava de homossexualismo, mas não era, ela pedia que elas lessem para ela.

Neste momento Michael descobre o grande segredo de Hanna, ela era analfabeta, não sabia ler nem escrever, portanto não foi ela quem redigiu o relatório, afirmando isto por sentir vergonha de não saber escrever.

Michael nunca mais teve nenhum contato pessoal com ela, mas passa a gravar livros e lhe enviar na prisão, e foi desta forma que Hanna aprendeu a ler, ouvindo e acompanhando com o livro. Ela começa a enviar cartas para ele, mas nunca tem uma resposta, até que finalmente consegue a redução de sua pena e vai ser libertada. A supervisora da prisão entra em contato com Michael, ela não tem ninguém e pode ser um problema para ela entrar no mundo novamente. Ele a ajuda, arruma um emprego e um lugar para morar e finalmente vai vê-la, porém quando ele volta para buscá-la recebe a notícia de seu suicídio.

Michael havia perguntado se ela pensava no passado, não sobre eles como ela diz, mas sobre o que fez, e ela diz que não adiantaria nada, os mortos estão mortos. Mas ela deixa uma lata de chá com algum dinheiro e uma conta no banco e pede que seja entregue para Ilana Mater para que faça com isto o que achar melhor. Michael cumpre seu desejo, mas Ilana não aceita o dinheiro pois isto poderia parecer uma espécie de perdão, mas gosta da ideia dele de entregar o dinheiro para uma instituição de analfabetos. Ela fica com a lata de chá, tinha uma igual quando criança que lhe foi roubada no campo de concentração.

Foi para ela que Michael falou pela primeira vez de seu amor por Hanna e depois ele toma a decisão de contar para sua filha.

Ele a amou a vida toda, sofreu por ela, não conseguiu ter outro amor igual, que substituísse este ou fosse maior.

Houve muitas mulheres que foram nazistas e cometeram atrocidades, crueldades. Nota-se que Hanna não compreende o que fez de errado, ela cumpriu as ordens, e era o que era correto naquela época, mesmo que se tratasse de assassinato, estava dentro da ordem do Estado Nazista. Michael sofreu com isto, talvez desejasse que ela se arrependesse, mas ela não o faz. Ela não se esquiva do que fez no tribunal, nem mesmo mente para se salvar da condenação como os outros, ela assume e não vê nada de errado nisto.



Stephen Daldry nasceu em 1961 em Dorset, Inglaterra. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

FILME: A QUEDA - AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER - 2004


Direção: Oliver Hirschbiegel - 2004
Duração: 158min. 
Título original: Der Untergang 

Baseado nos livros escritos pelo historiador Joachim Fest, pela secretária pessoal de Hitler - Traudl Junge, e por Gerhardt Boldt, Ernst Günter Schenck e Siegfried Knappe. 

A secretária de Hitler (Bruno Ganz), Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) narra como se tornou secretária do führer e os seus  últimos dez dias no bunker em Berlim antes da rendição da Alemanha em 1945.



O filme retrata tanto a frieza de Hitler como seu lado esquizofrênico, seus ataques histéricos. Se por um lado é capaz de imensa cortesia, por outro toma decisões que ninguém tem coragem de contestar, mas que demonstram sua loucura.



Ele exige fidelidade cega e máxima de todos, e diz que não irá se render, que irá vencer os soviéticos que a estas alturas já estão a 12km do local. No final irá se suicidar junto com Eva Braun (Juliane Köhler). Seus restos mortais serão queimados conforme suas ordens.



Um das cenas mais difíceis é quando Joseph (Ulrich Matthes) e Magda Goebbels (Corinna Harfouch)  envenenam seus seis filhos, e uma delas percebe o que está para ocorrer. Ela quer viver, mas sua mãe não o permitirá. Em seguida os pais também cometerão suicídio.



Olivier Hirschbiegel nasceu em 1957 em Hamburgo, Alemanha. Foi o primeiro cineasta alemão a fazer um filme sobre o nazismo gerando grande polêmica na Alemanha. 



Trilha Sonora de Stephan Zacharias 

Stephan Zacharias nasceu em 1956 em Hamburgo, Alemanha. É compositor

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILME: TREM NOTURNO PARA LISBOA - 2013



Direção: Bille August - 2013 
Duração: 111 min 
Título original: Night train to Lisbon
Roteiro: Ulrich Herrmann e Greg Latter
País: Suíça - Portugal - Alemanha 


Baseado no livro homônimo de Pascal Mercier, pseudônimo de Peter Bieri, escritor e filósofo suíço. 

Um livro difícil de transpor para a tela uma vez que se baseia muito nas leituras que o professor Raimund Gregorius (Jeremy Irons) faz do livro de Amadeu do Prado (Jack Huston), um português que escreve sobre a Revolução dos Cravos em Portugal mas também faz uma introspecção filosófica sobre sua vida.

Raimund é um professor suíço que vive só e dá aulas de grego e latim. Uma manhã chuvosa ao se encaminhar para a escola ele se depara com uma mulher que está para se atirar de uma ponte em Berna. Ele corre e a impede de fazer isto. Ela o acompanha até a escola, assiste um pouco de sua aula e se retira, deixando para trás seu casaco. É o suficiente para Raimund ficar interessado e tentar descobrir algo sobre ela. No bolso do casaco ele encontra um livro em português de Amadeu Prado e um bilhete de trem para este mesmo dia. Ele toma uma decisão e corre até a estação de trem e embarca em direção à Lisboa.



Raimund deixa para trás sua vida monótona, determinada e metódica, o que surpreende a todos que o conhecem. É o início de sua jornada por um mundo diferente daquele que sempre conheceu. No rastro de Amadeu irá conhecer várias pessoas e tentar compreender Amadeu e conhecer a história de Portugal, mas não será apenas isto, o livro irá mudar sua vida.



Um de seus principais encontros é com Adriana (Charlotte Rampling) irmã do escritor e médico Amadeu e o outro é com Jorge (Bruno Ganz) que lhe fala sobre a ditadura. Ele também reencontrara Estefânia (Lena Olin e Mélanie Laurent quando jovem) que foi o grande amor de Amadeu e de Jorge e conhecerá Mariana (Martina Gedeck) que é sobrinha de Jorge e o levará até ele.



Recomendo a leitura do livro, pois o filme, apesar de ser bom, não consegue abarcar todo o conteúdo filosófico e vivencial do livro e acaba deixando a desejar, principalmente para quem leu o livro antes de ver o filme.


Bille August nasceu em 1948 em Brede, Dinamarca. 

Musica de Annette Focks 

Annette Focks nasceu em 1964 em Thuine, Alemanha. É música e compositora