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domingo, 14 de junho de 2015

FILME: KAMOME DINER - 2006



Direção: Naoko Ogigami - 2006
Duração: 102 min
Título Original: Kamome Shokudo
País de Origem: Japão 
Filmado na Finlândia. 

Sachie (Satomi Kobayashi) é uma japonesa que abriu um café em Helsinki na Finlândia, para servir comida japonesa esperando com isto apresentar sua culinária ao povo filandês, o que acaba não dando muito certo. Seu único cliente é Tommi (Jarkko Niemi) que é fã da cultura nipônica. Justamente para ajudar Tommi com a letra de uma música, visitando uma livraria ela vê outra japonesa ali e puxa conversa. Ela acaba indo ajudar Sachie no café, e mais tarde também outra que ao visitar a Finlândia espera por suas malas que foram perdidas pela Cia Aérea. 


Aos poucos elas irão se dar conta que para os finlandeses elas são estranhas, e mais ainda a comida. Resolvem então tentar com comidas locais. Fazem um bolinho de canela que imediatamente atrai as pessoas. 
Então surge a ideia de começarem a fazer comida japonesa com ingredientes locais como o salmão, arenque, camarão. E isto dá certo. 




Esta é a primeira lição do filme, que é preciso misturar as coisas, nem o totalmente finlandês, mas nem o nipônico, para começar a aproximação, desfazer o estranho. Mas o filme vai além, porque cada uma destas pessoas e também outros clientes tem seus problemas, e elas acabam envolvidas nisto, como uma forma terapêutica de ajuda. Afinal a comida é sempre uma forma de cura e de aproximação. 


Nakao Ogigami nasceu em 1972 em Chiba, Japão 

sábado, 16 de agosto de 2014

FILME: PÃO DA FELICIDADE - 2012


Direção: Yukiko Mishima - 2012
Duração: 114 min
Título original: Shiawase no pan 

Um dos mais belos filmes que assisti nos últimos tempos. De uma delicadeza, sensibilidade e de uma beleza estética ímpar, onde o cuidado com os mínimos detalhes, cores, visuais é extremo ao ponto de quase se sentir o cheiro e o sabor do pão.

Rie (Harada Tomoyo) e Sang (Oizumi Yo) mudam-se de Tóquio para o Lago Toya em Hokkaido e abrem um café com pousada. Ele faz pães com muito amor e um mais bonito e aparentemente saboroso que o outro, ela prepara o café moendo os grãos num moedor manual e cozinha as refeições. As estações passam, e a cada uma alguém vem para ficar na pousada e temos sua história e de como o prazer de comer um simples pão com um café maravilhoso pode fazer a diferença.





O filme nos mostra uma globalização do Japão, mas também nos traz o antigo, tudo preservado junto neste local acolhedor. Vemos um japonês tocando acordeon, uma mulher que tem uma loja e que tem um ouvido muito bom, pois sempre está pronto e embrulhado o que a pessoa pensa comprar em sua loja, o pão é assado no forno a lenha, o café moído em um moedor manual, as panelas são lindas, os detalhes da louça, dos enfeites, tudo de um extremo bom gosto, mas simples.





A generosidade e o que é feito com paixão é o que acolhe e transmite calor humano aos que buscam um pouco de aconchego. O pão é um alimento básico e simples, mas é justamente sua simplicidade que oferece às pessoas a possibilidade de perceber que é nas coisas simples que está o prazer.

Recomendo.


Yukiko Mishima 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FILME: A PARTIDA - 2008



Direção: Yojiro Takita - 2008 
Duração: 130 min 
Título Original: Okuribito
Roteiro: Kundo Koyama
País: Japão  

Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009 

Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) adora tocar violoncelo e sonha em tocar como profissão. Para participar de uma pequena orquestra ele precisa do instrumento e o adquire se endividando, porém a orquestra acaba por falta de público. Ele tem que devolver o instrumento e parte com sua esposa Mika (Ryoko Hirosue) para sua terra natal onde consegue um emprego numa "agência de viagens" que é bem remunerado, mas ele descobre que é uma funerária. Ele terá que ajudar a banhar, vestir e maquiar os mortos para a cerimônia fúnebre.



Algo que antigamente era feito pelos familiares e hoje se contrata um profissional para fazê-lo. É um trabalho que é visto com preconceito pela sociedade moderna que renega a morte e quer se manter o mais distante dela possível. No início ele esconde onde trabalha até de sua esposa.



 Mas Daigo descobre que este ritual é uma arte e requer cuidados e delicadeza. Cada morto é um e tem sua história, mas este preparo é na verdade para os que ficaram, os vivos, para não se confrontarem com a morte no real, e sim com um corpo com uma feição serena e dentro do possível, bonita.



A metáfora da agência de viagens é interessante porque é uma passagem, a do vivo para a morte e sua viagem para o além, a última viagem, sua partida.

Mas lidar com a morte diariamente é algo que (re) significa a vida, e a forma mais evidente de a enfrentar é buscar esta vida muito bem representado no filme com a busca do sexo e da comida. Aos poucos ele vai refletir sobre a vida e a morte, sua existência.



A morte é tratada com sensibilidade e pertencendo à vida, que é o nascer e o morrer.

Yojiro Takita nasceu em 1955 em Fukuoka, Japão.