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sábado, 2 de janeiro de 2016

CINEASTAS: PEDRO ALMODÓVAR



Pedro Almodóvar Caballero nasceu em 24 de Setembro de 1949* em Calzada de Calatrava, Ciudad Real, Espanha. É diretor, produtor, ator e roteirista. Produziu vários curtas antes dos filmes pelos quais é reconhecido. 
* o ano de nascimento de Almodóvar é incerto, alguns informam 1951. 
Estudou com os salesianos e os franciscanos, o que o levou a perder sua fé em Deus. 
O cinema de Almodóvar enfoca o psiquismo e o interno das pessoas e as relações entre os personagens em intensas trocas afetivas seja de amor ou de ódio, há sempre o enfoque no desejo, no inconsciente, na infância. Ele também enfoca a homossexualidade que é uma projeção, experiência própria do diretor. 
É a vida e a morte, a sexualidade que se apresenta em todas suas formas, a identidade, o trágico da vida, que ele nos apresenta via a comédia e o burlesco. 

O meu preferido é A pele que habito e o brilhante Relatos Selvagens que ele produziu. 





FILMOGRAFIA: 

- Pepi, Luci, Bom e outras garotas de montão - 1980
- Labirinto de paixões - 1982
- Maus hábitos - 1983
- O que fiz eu para merecer isto? -1984
- Matador - 1986
- A lei do desejo- 1987
- Mulheres à beira de um ataque de nervos - 1988
- Ata-me - 1990
- De salto alto - 1991
- Kika - 1993
- A flor do meu segredo - 1995
- Carne Trêmula - 1997
- Tudo sobre minha mãe - 1999
- Fale com ela - 2002
- Má educação - 2004 - postado no blog.
- Volver - 2006 - postado no blog.
- A vereadora antropófaga - 2009
- Abraços Partidos - 2009
- A pele que habito - 2011 - postado no blog.
- Amantes passageiros - 2013 
- Julieta - 2016 - ainda não lançado. 

PRODUÇÃO:

- Labirinto de Paixões - 1982
- Mulheres à beira de um ataque de nervos - 1988
- A espinha do diabo - 2001
- Minha vida sem mim - 2003
- Menina santa  - 2003
- A vida secreta das palavras - 2004 - postado no blog.
- A mulher sem cabeça - 2007
- A pele que habito - 2011
- Relatos Selvagens - 2014 - postado no blog.
- O Clã - 2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

FILME: RELATOS SELVAGENS - 2014


Direção: Damián Szifron - 2014
Duração: 122 min
Título Original: Relatos Salvajes
Produzido por Pedro Almodóvar
País: Argentina - Espanha

Indicado para o Festival de Cannes 2014 como longa-metragem 

Impactante! São seis pequenas histórias curtas sobre um momento que devido a alguma ocorrência seja cotidiana ou de surpresa acaba em descontrole das pessoas. É apenas o momento que o filme retrata, diferente do filme Um dia de fúria. 
O que vem a tona é o que muitas vezes desejamos fazer, é o desejo de vingança, a pulsão agressiva que sai do controle e atua ao invés de falar ou se voltar contra nós mesmos em muitos casos, ou se transformar em algo mais criativo. 

A primeira história se passa num avião onde de repente todos descobrem que conhecem Pasternak, que sem eles saberem reuniu naquele avião todos seus desafetos, todos aqueles que um dia o traíram, não lhe atenderam ao desejo e pior, o disseram e ainda zombaram dele como sua ex-namorada que o traiu com seu amigo e Salgado (Dario Grandinetti), um crítico musical, que lhe disse o que pensava de sua música. É o dia da vingança. 

A segunda - Las Ratas, se passa num restaurante a beira da estrada num dia chuvoso. Um homem entra no local, Moza (Julieta Zylberberg) o reconhece de imediato, é um agiota que emprestou dinheiro a seu pai que não conseguiu pagar e que por isto se suicidou, em seguida o agiota flerta com sua mãe e agora para o cúmulo ele é candidato a um cargo no governo. A cozinheira Cocinera (Rita Cortese) sugere colocar veneno de ratos em sua comida. 

A terceira tem inicio numa estrada vazia com um belo carro, Diego (Leonardo Sbaraglia) o dirige, ouve música. Em seu caminho surge um carro velho, o motorista parece bêbado ou está provocando, pois dança na pista de um lado para outro impedindo a ultrapassagem. Quando Diego consegue ele abre o vidro e o xinga. Mais adiante o pneu do carro de Diego fura e ele será alcançado pelo outro. 

A quarta - La Bombita - traz Simon (Ricardo Darín), um engenheiro especialista em explosivos, que tem seu carro guinchado por supostamente ter estacionado em local errado. Ele está atrasado para o aniversário de sua filha, mas vai retirar o carro, tenta alegar que não havia nenhuma faixa pintada no local, mas é ignorado. Sua esposa se cansa do que ela diz ser seu pouco interesse pela família e se separa dele, no tribunal ele está perdendo a possibilidade de ver a filha, perde o emprego. O dia de um azarão. Mas vemos que ele tem razão, e percebemos a corrupção do sistema de trânsito, o pouco caso. No dia em que ele vai se candidatar a um novo emprego é tratado como se fosse um idiota, e quanto retorna seu carro foi novamente guinchado. Esta armado o cenário para sua total perda de controle, mas ele o fará com calma e estratégia. 

A quinta história - La propuesta nos mostra uma família rica tentando proteger um filho de responder pelo seu crime, seu pai Mauricio (Oscar Martinez) irá tentar comprar a liberdade do filho, e com isto irá despertar a ganância em seu jardineiro, seu advogado e o inspetor da polícia. 

E por fim a sexta história - Hasta que la muerte nos separe - é sobre uma festa de casamento onde a noiva   Romina (Erica Rivas) descobre que seu noivo convidou uma amante que está ali. É o estopim para uma crise onde ela não sabe o que fazer, o desejo de se vingar que a leva a assumir sua raiva e loucura do momento. 

Muito bom! Um humor negro que nos mostra a faceta das pulsões agressivas e vingativas, mas também deixa claro que em duas histórias temos realmente um bom motivo para estar com raiva e desejar fazer algo, e nas outras quatro há um lado infantil que atua. Seja a moça que culpa o agiota pela morte de seu pai e por terem que se mudar, mas se esquece que foi seu pai quem procurou um agiota e não conseguiu pagar. O belo homem rico que debocha do pobre e o xinga o que não justifica a ação do ofendido que também o havia provocado antes. Pasternak que não aceita que lhe digam Não e um pai e mãe que retiram do filho a responsabilidade por seus atos o protegendo, mesmo que ele queira assumir o que fez, e com sua proposta despertando a ganância de todos o que não terá um bom final. 
No caso de Simon é revoltante ver a corrupção e o roubo, e fica visível que não há o que fazer, uma vez que ele tenta, procura os responsáveis, quer fazer uma queixa, quer provar que está certo. Lembrou muito o Brasil também. E a noiva, bom, qualquer um que descubra que foi traído está sujeito a ter reações inesperadas. 

Estamos diante do Humano, demasiadamente humano, como diria Nietzsche. Aqui não há redenção, provações, aprendizado interior. Aqui temos o dia a dia onde algo vem a ocorrer e eis que de dentro de nós mesmos surge este personagem que muitas vezes nem conhecíamos, o vingador! o que deseja descontar no outro o que sofreu, muitas vezes devido suas próprias fraquezas e erros. 

Damián Szifron nasceu em 1975 em Ramos Mejía, Argentina 

quinta-feira, 13 de março de 2014

FILME: A PELE QUE HABITO - 2011


Direção: Pedro Almodóvar - 2011 
Duração: 120 min
Título original: La piel que habito 
Roteiro: Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar 
País: Espanha 

Baseado no romance Mygale, renomeado como Tarântula de Thierry Jonquet e uma homenagem à escultora Louise Bourgeois. 

Ganhou o Bafta 2012 como melhor filme estrangeiro e o Prêmio da Juventude em Cannes 2011 


O filme retrata a situação limite refletida em dois personagens - Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas) e Vicente (Jan Cornet)/ Vera (Elena Anaya).

Robert é um reconhecido cirurgião obcecado por encontrar a pele  que resiste ao fogo, picadas de insetos, a tudo que possa vir do exterior. Apesar de alertado pelo diretor do Hospital sobre ser anti-ético o que estava fazendo ele persistirá. Esta busca se explica inicialmente por sua esposa haver sofrido um acidente de carro onde ficou com o corpo totalmente queimado, e mesmo com todas suas tentativas de salvá-la, ela acaba se suicidando. Ele dirá numa conferência que a pessoa precisa de um rosto.

Robert continuará com suas experiências, e em sua casa vive Vera que usa uma segunda pele e lhe serve de cobaia para suas experiências com peles que obtém através de métodos transgênicos e com sangue animal. Há também Marília, sua fiel empregada (Marisa Paredes) que cuida de Vera, mas percebe-se que esta está presa ali.



O filme inicia em 2012, mas retornará ao passado para que possamos compreender o que o levou a esta obsessão. Robert é filho de Matilde com um homem rico que o adotou pois sua esposa era estéril, mas ela também teve um outro filho com um empregado da casa que é chamado de Tigre. Uma mulher fria, distante, que cuida do bem estar do filho, mas não é amorosa. Tigre por sua vez cresceu nas ruas, como um animal abandonado, sem lar. Gal a esposa de Robert se apaixonará pelo meio-irmão de Robert e fugirão juntos, justamente quando ocorrerá o acidente com o carro se incendiando.

Robert e Gal tem uma filha, Norma (Blanca Suárez). Ao ouvir sua filha cantando Gal irá até a janela e então verá seu reflexo no vidro da janela e não suportando o que viu se suicida jogando-se pela janela e caindo em frente à sua filha que se traumatiza e passa a sofrer de fobia social.
Numa festa Norma começa a olhar um rapaz e acabam saindo para o jardim. Ela quebra o salto de seu sapato e o retira, também a blusa dizendo que não suporta roupas, ou talvez, a pele que habita, e isto instiga o rapaz a avançar. Fica  uma incógnita se ele efetivamente a estuprou, pois ele para quando ela começa a gritar Não! dá-lhe um tapa para fazê-la parar e foge. Seu pai a encontra e ela está desmaiada, porém ao acordar ela vê no pai o agressor.

Ela será internada, não suporta mais ver o pai, e acabará se matando, repetindo a mãe. Seu pai que viu o agressor fugindo irá atrás dele e o capturará, e como vingança o transformará na cobaia para seus experimentos, inicialmente com uma vaginoplastia, e o transformará em Vera, a mulher ideal, aquela que não o abandonará, que terá uma pele resistente à tudo.



Até aqui o que vemos é o lado limite de Robert. Um filho que não teve o amor, o contato da pele de sua mãe, e que perdeu suas mulheres. Primeiro a esposa para seu meio-irmão e depois ela e a filha pelo suicídio. Ele busca esta mãe que lhe falta, ele deseja uma mulher idealizada que não o abandonará, que resistirá a tudo. Por outro lado, ele não soube reagir as supostas ofensas, não se libertou da mãe e do desejo de ser amado por ela, não se vingou do meio-irmão e da esposa, não necessariamente em ato, mas no simbólico, mas ao contrário, ele tenta salvá-la e ficar com ela que novamente o abandona. E sua filha é a repetição de tudo isto, ela também o deixa.

Quando Tigre retorna ele estuprará Vera, mas desta vez quando Robert chega, ele o matará, vingando-se deste primeiro que lhe tomou a mulher e que ele não aceitou perder. Por outro lado Tigre tenta se apoderar do que supõe ser seu direito, do que poderia ser seu, se não tivesse sido abandonado pela mãe, e se vinga do meio-irmão conquistando sua mulher.

De outro lado temos Vicente, que tem uma mãe amorosa, que está apaixonado por Cristina que é homossexual e o rejeita como homem. Ele é sequestrado por Robert e se vê transformado num objeto, no objeto de gozo e desejo do cirurgião. Aqui temos o outro estado limite, como lidar com esta pele que habito mas que não é a minha, que não tem referências, que não tem marcas, ou seja, transformado num organismo, e não mais em um corpo. Uma pele fina totalmente resistente, um corpo de mulher. A primeira coisa que ele faz é tentar passar ao ato, fugir, se matar. Não consegue. Então ele começa através da Yoga a buscar dentro de si o que é, e usando restos de tecidos dos vestidos de Gal, com linha e costura ela vai esculpindo algo, através da escrita na parede ele tenta se reconstituir. Aqui a referência à Bourgeois, com seus morcelés, o corpo fragmentado.



Resta-lhe o agressor, a única coisa que lhe resta e ele se entrega ao gozo deste outro. Nas cenas finais, quando ele vê no jornal sua foto e a informação que sua mãe nunca desistiu de encontrá-lo, algo se reconstitui deste antigo Outro, e é o momento que ele para se livrar do carrasco e de ser objeto, ele mata.

Retorna para sua casa, Cristina é a primeira a saber o que lhe ocorreu. Ele usa o vestido que desejou ver Cristina usando e que ela por ser homossexual lhe disse para que vestisse, agora ele o veste, ela veste. Fica a pergunta, será que agora ele/ela poderá estar no lugar do desejo de Cristina?. E sua mãe, o aceitará como mulher? Fica a incógnita que Almodóvar nos deixa.

A presença da referência à Louise Bourgeois é belíssima e muito bem elaborada no filme, uma vez que a artista sempre trabalhou seu inconsciente e tudo que lhe era de dentro em suas obras, a dor, a frustração, o amor, o ódio, seus agressores internos, sua identificação, através do corpo que se expressa na arte. Bourgeois sentia o cruel e o trágico da existência humana.



Pedro Almodóvar

Música de Alberto Iglesias

Alberto Iglesias nasceu em 1955 em San Sebastián, Espanha. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

FILME: VOLVER - 2006


Direção: Pedro Almodóvar - 2006
Duração: 121 min 
Roteiro: Pedro Almodóvar
País: Espanha 

Ganhou vários prêmios entre eles: European Film Awards, Prêmio Goya, Festival de Cannes, Festival de San Sebastián, César entre outros.

Volver - Retornar - repetir

Um filme de Pedro Almodóvar que enfoca o feminino e o materno, dentro de uma repetição patológica do trauma.



A avó, a mãe e a filha. Raimunda ( Penélope Cruz) foi estuprada quando adolescente pelo pai, e deste incesto nasceu sua filha. Agora ela vive com um homem que assumiu a paternidade da garota, sem que esta saiba que ele não é seu pai. Mas a história se repete, e este tenta abusar da jovem, que para se defender o mata.

Raimunda assume este assassinato, porém há algo que vai muito além do que se poderia pensar, ou seja, que fosse uma mãe protegendo a filha e sendo generosa e altruísta com ela. O que ela realmente faz assumindo a morte do companheiro é se vingar do pai que a violou. Seu pai e o pai da adolescente que matou de fato.



Este pai assassinado de forma inconsciente pelo ato real da morte do padrasto na verdade foi realmente assassinado, pela mãe de Raimunda, sua mulher que se cansou de suas infidelidades.

O filme mostra como um trauma se repete por várias gerações, até que num determinado momento se coloque um fim nisto, e a melhor forma é falando a verdade. Os segredos criam seus fantasmas e sempre aparecem de novo. Somente quando fantasmas não choram é que se pode acessar a verdade.

Mas também fala da morte, e daquela que é social, que se divide. O ritual de lavar os túmulos para o dia de finados que se repete todos os anos e que é sempre feito por mulheres. Mas lavar túmulos também se associa a limpar, tirar as manchas, eliminar o sujo. Elas limpam obsessivamente, é um ritual de purificação.

Assista ao trailer em espanhol





Pedro Almódovar nasceu em 1949 em Calzada de Calatrava, Espanha.

Música de Estrella Morente

Estrella Morente nasceu em 1980 em Las Gabias, Granada, Espanha. É uma cantora de flamenco. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FILME: MÁ EDUCAÇÃO - 2004




Direção: Pedro Almodóvar - 2004
Duração: 106 min 
Título original: La mala educación 
Roteiro: Pedro Almodóvar
País: Espanha 

Durante uma crise criativa um cineasta recebe a visita de um rapaz que se identifica como seu amigo de infância e lhe traz um roteiro baseado nas experiências que ambos tiveram na infância num colégio. Ignácio (Gael García Bernal)  foi o primeiro amor do cineasta - Enrique (Fele Martínez) , que aceita fazer o filme, mas haverá revelações surpreendentes no decorrer do filme que trata do homossexualismo, mas também da pedofilia.



Revela a hipocrisia da sociedade em relação ao abuso sexual de menores, e ao mesmo tempo mostra o que ocorre dentro da igreja católica, tantas vezes envolvida em escândalos deste tipo.



A cena que mais me marcou foi o abuso na infância e quando ele corre e cai, um filete de sangue lhe desce dividindo seu rosto ao meio, dividindo sua vida no antes e no depois, cisão traumática.

A partir daí, nunca mais será a vida que ele poderia ter tido.

Assista ao trailer em espanhol






Pedro Almodóvar nasceu em 1949 em Calzada de Calatrava, Espanha. É um dos cineastas mais premiados na história do cinema. 

Pequenos Cantores da Catalunia

Trilha Sonora de Alberto Iglesias

FILME: A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS - 2005


Direção: Isabel Coixet - 2005
Duração: 115 min 
Título original: La vida secreta de las palabras
Roteiro: Isabel Coixet 
Produção: Pedro Almodóvar , Esther Garcia e Jaime Roures. 
País: Espanha 

Ganhou quatro prêmios Goya - de melhor roteiro original, melhor diretor, melhor filme e melhor diretor de produção.

Um filme denso, fala sobre a culpa, causada por erros, pelo prazer, pela paixão.

Josef (Tim Robbins) - se apaixonou pela mulher de seu melhor amigo.
Hannah (Sarah Polley)   - A guerra, a Universidade fecha e ela resolve voltar para casa com a filha apesar de todos avisarem do perigo. Na estrada ela vê a destruição, mas seguem em frente, cantam "La dolce vita". Foi um grande erro seguir em frente.

Ambos se encontram mais tarde, cada um com seu drama particular. Aos poucos eles falam, usam as palavras para tirar de si toda a carga destas culpas que carregam por escolhas que no momento pareciam as melhores e se mostraram errôneas, mas como saber? Ela conta sua história mas ainda não consegue falar como ela própria, conta como sendo a de um terceiro.


Vemos as consequências do trágico em suas vidas, no seu comportamento, nos medos, obsessões. Aos poucos um pequeno prazer é permitido, se aproximam para se afastarem novamente e se reencontrarem. A vida vence.
É receber do outro o que este não tem, o que nos falta, mas que mesmo não tendo podemos dar ao outro.



Um filme triste, porém belíssimo.

Veja o trailer:


Isabel Coixet nasceu em 1960 em Sant Adrià de Besòs, Espanha. Estudou História Contemporânea na Universidade de Barcelona.

Musica de Natalie Marchant - My Skin