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domingo, 24 de maio de 2015

FILME: SOBRE AMIGOS , AMOR E VINHOS - 2013


Direção: Éric Lavaine - 2013
Duração: 97 min
Título Original: Barbecue
País: França 

Festival Varilux cinema francês 2015

Antoine (Lambert Wilson) sempre procurou levar uma vida boa. Fazia exercícios, não fumava, comia alimentos saudáveis, mas eis que de repente durante uma corrida com os amigos ele sofre um ataque cardíaco. Quando recebe alta o médico lhe recomenda fazer exatamente o que já vinha fazendo, o que o leva a pensar que a questão não era esta, mas talvez outra, e conclui que fazer tudo isto mas não levar uma vida boa de prazer não o protegeria de um ataque cardíaco. O médico lhe recomendou de tomar cuidado, ora é exatamente isto que sempre fez, tomar cuidado com tudo, alimentação, corpo, sua família, seu trabalho, e em agradar aos amigos e a todos. Mas isto o deixava feliz? 

Ele tem um grupo de amigos que sempre se encontram, e nas férias saem juntos. Mas neste ano um deles, Laurent (Lionel Abelanski) está com problemas financeiros, então os amigos resolvem lhe dizer que irão para outro lugar, uma bela casa que lhes foi cedida por uma conhecida. E como sempre lá estão eles todos reunidos, mesmo tendo que lidar com a questão da separação de Baptiste (Franck Dubosc) e Olivia (Florence Foresti) que apesar do combinado dela ir passar as últimas duas semanas enquanto ele iria nas duas primeiras, ela aparece já na primeira. 

A convivência que antes sempre fora levada de uma forma a agradar a todos começa a deixar Antoine irritado, e ele acaba dizendo aos outros o que pensa deles, como para seu amigo Yves (Guillaume de Tonquédec) que não suporta mais suas piadas e sua mania de mapas e localizações. Pergunta a Jean-Michel (Jérôme Commandeur) o que ele faz ali se é solteiro e ali são todos casais, e assim ele vai de um por um falando o que pensa. E assim rompe o trato amigável que existia. É quando está prestes a falar para Laurent que a casa é alugada que ele sofre um novo ataque. 

Não foi grave, mas é o momento de uma reflexão, de reavaliar sua vida e seu  modo de agir. 

O filme não é extraordinário, bem simplista até, mas assim mesmo vale a pena ser visto para que possamos sempre nos atentar no quanto é difícil as relações humanas, e que tentar agradar ao outro não é fácil, e às vezes é falso nos levando um dia a estourar o que só piora as coisas. Como diz Antoine no filme, fechar a cara é fácil, agora reverter isto nem sempre é fácil. 

Éric Lavaine 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FILME: QUAL É O NOME DO BEBÊ - 2011


Direção: Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte - 2011
Duração: 105 min
Título Original: Le prénom

Uma comédia inteligente que nos faz rir, mas ao mesmo tempo revela o que se oculta sob a máscara da civilidade burguesa e nas relações de família, que vejo bem retratado na expressão que Vincent faz a cada vez que para ser sociável e amável ele diz algo que não é exatamente o que ele pensa ou sente.

Elisabeth (Valérie Benguigui) e Pierre (Charles Berling) são casados, tem dois filhos e ambos são professores, só que ela numa pequena escola enquanto ele na Sorbone. Eles convidaram o irmão de Elisabeth, Vincent (Patrick Bruel) e sua eposa Ana (Judith El Zein) e o melhor amigo de Baboue, apelido de Elisabeth, Claude (Guillaume De Tonquédec) para jantar.

Vincent e Ana esperam um filho que após uma ecografia sabem que é um menino e o encontro começa com a questão do nome do bebê. Vincent faz uma brincadeira que acaba esquentando os ânimos uma vez que escolheu Adolphe e isto lembra Adolf de Hitler, o que é inconcebível para eles. A brincadeira irá realmente perder os contornos com a chegada de Ana que acreditando que Vincent disse o nome realmente escolhido, ou seja, Henri, o nome do avô, se sente ofendida pelo o que é dito pelos outros e acaba desabafando o que pensa dos nomes dos filhos de Babou e Pierre. 

A partir daí as máscaras vão caindo uma atrás da outra e todos irão expressar suas mágoas, raivas, incongruências, que terá seu clímax com a revelação de Claude, após ter ouvido que todos pensam que ele é homossexual, que ele e a mãe de Baboue e Vincent estão juntos e se amam. 

O chiste acaba sempre revelando verdades e é assim que o filme começa, com uma brincadeira e que irá levar ao desmascaramento de todos, a retirada do verniz da boa educação e cultura revelando o que há por baixo. Por outro lado fiquei pensando no que seria desta criança se realmente recebesse este nome Adolphe após tudo isto que acarretou em sua família, seria um nome que já viria carregado de muitos significantes. Mas parece que algo conspirou para que não fosse assim, tanto que a ecografia deu uma informação errada, não se trata de um menino, mas será uma menina que vai nascer, e estará sem nome escolhido o que acabará por reunir a família novamente. Bem melhor signo este para seu nome. 

Alexandre de La Patellière nasceu em 1971 na França e Matthieu Delaporte nasceu no mesmo ano também na França