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segunda-feira, 28 de abril de 2014

FILME: ANNA KARENINA - 2012



Direção: Joe Wright - 2012 
Duração: 129 min 
País: Reino Unido 

Adaptação do romance homônimo de Leon Tolstoy 

O filme é uma adaptação do romance de Tolstoy e o interessante é que ele é feito em forma de teatro, com os cenários sendo erguidos e os atores circulando para sair e entrar em cena.

A história se passa no século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law). Sua cunhada passa por uma crise no casamento devido a infidelidade do marido e Anna decide ir vê-la para conversarem e tentar acalmá-la. Nesta viagem ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson) que passa a cortejá-la. Anna inicialmente resiste, mas depois irá se entregar e apaixonada pede o divórcio. Porém seu marido não aceita e a irá impedir de ver o filho, mas Anna não desiste de sua paixão.

O filme traz um pequeno apanhado do que é o grande livro de Tolstoy. Como é encenado como um palco falta muito do campo que está muito presente no livro, e de todo o entorno e história da Rússia e como era sua sociedade naqueles tempos. Mas ainda assim é válido, me recordou o livro, e para os que não o leram é um perfeito apanhado do livro. Mas falta muito para que se possa realmente compreender Anna Karenina e o que a leva ao seu desfecho trágico.




Joe Wright nasceu em 1972 em Londres, Inglaterra.

Trilha Sonora de Dario Marianelli 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

FILME - JANE EYRE - 2011



Direção: Cary Fukunaga - 2011
Duração: 120 min 
Roteiro: Moira Buffini
País: Estados Unidos - Reino Unido 

Versão mais atual baseado no livro homônimo de Charlotte Brontë. 

Jane Eyre (Mia Wasikowska) é uma jovem órfã que ao procurar sua independência e esquecer os fatos tristes de sua vida consegue um emprego de governanta no castelo de Mr. Rochester (Michael Fassbender), que é um tanto perturbado e primitivo. Irão se apaixonar e ele a pedirá em casamento o que será aceito, porém no dia do casamento Jane irá descobrir que ele já é casado e que sua primeira mulher ainda vive, e no Castelo, enclausurada por estar louca. Ela foge dali, desesperada e sem rumo. Após alguns dias caminhando assim irá encontrar uma casa onde será acolhida por um rapaz e suas irmãs.

Ela recomeça sua vida nesta nova casa até o dia em que recebe a notícia que um tio lhe deixou uma herança tornando-a rica. O rapaz que a acolheu lhe propõe casamento, mas ela deseja antes de aceitar ver mais uma vez o homem que tanto amou, e retorna ao Castelo para encontrá-lo praticamente demolido por um incêndio, mas Rochester está vivo porém cego. Sua primeira esposa ateou fogo e se suicidou pulando pela janela. Ele está livre.

Nos flashbacks de sua vida antes de chegar ao Castelo de Mr. Rochester, Jane (Amélia Clarkson) era uma órfã que vivia coms seu tio materno. Sua tia Sarah (Sally Hawkins) não gosta dela e é muito cruel com a criança, além de seus filhos também o serem. Ela acaba sendo enviada para um colégio de moças. Somente depois é que irá para o Castelo, onde a Sra. Fairfax (Judi Dench) é a governanta.

Destaco Amélia Clarkson que fez Jane quando criança, está brilhante no papel.


Cary Fukunaga nasceu em 1977 em Oakland , Califórnia, EUA.


Trilha sonora de Dario Marianelli

Dario Marianelli nasceu em 1963 em Pisa, Itália. É um compositor 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FILME: COMER REZAR AMAR - 2010



Direção: Ryan Murphy - 2010 
Duração: 133 min 
Título original: Eat Praty Love 
Roteiro: Ryan Murphy e Jennifer Salt
País: Estados Unidos 

Baseado no livro autobiográfico Comer Amar Rezar de Elizabeth Gilbert 

Elizabeth (Julia Roberts) encontra dificuldades em seus relacionamentos, seu casamento termina, e ela percebe que algo nela mesma não vai bem até o dia em que abandona tudo e resolve viajar para a Itália, Índia e Bali para se dar um tempo e viver algo diferente.

Eu também li o livro, mais um que comprei no aeroporto para passar meu tempo na sala de espera. Nestes momentos gosto de um livro mais leve, divertido mas que também me ensine algo, e este foi um destes.

A Itália, lugar de comer. A busca da pulsão da vida, do prazer, o prazer de comer sem culpa. E há melhor lugar para o prazer do que a Itália? um lugar belíssimo, arte, experiências estéticas, música alegre e dançar, falar e claro, comer! Um prazer que é diferente de diversão, de entretenimento. Na Itália se fala com a boca, mas também com gestos, muitos gestos, o que leva a pessoa a se soltar e se expressar com maior vivacidade.



A Índia - Rezar. Ou um lugar espiritual, para encontrar a paz, a serenidade. Elizabeth quer meditar, não é fácil, mas ela insiste. O encontro de si mesmo e perceber que só você mesmo pode fazer algo por si. É a hora de curar as feridas, as dores.



Indonésia - Bali. O amor. É quando conhece Felipe (Javier Bardem) que também passou por momentos difíceis em seu relacionamento. O encontro destes dois possibilitará o encontro com o amor.



Apesar de nos carregarmos junto para onde que vamos, lugares novos sempre propiciam novas experiências, pessoas novas, outros olhares, outros cenários, cheiros, sons, comidas, a língua. Vemos coisas inusitadas outras parecidas, estranhamos e nos encantamos, também nos chocamos. Viver algo diferente pode ser mais construtivo do que uma terapia, e no filme é esta a escolha de Liz, terapia ou viver algo novo? Ela opta pela segunda opção. Não é uma fuga, a dor vai junto, mas ela pode se transformar neste processo.


Ryan Murphy nasceu em 1965 em Indianápolis, Indiana, EUA.

Trilha sonora de Dario Marianelli 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FILME: DESEJO E REPARAÇÃO - 2007


Direção: Joe Wright - 2007
Duração: 123 min. 
Título original: Atonement 
Roteiro: Christopher Hampton
País: Reino Unido

Venceu o Oscar de melhor trilha sonora e Ganhou o Globo de Ouro de melhor filme dramático e de melhor trilha sonora. 

Baseado no livro Reparação de Ian McEwan 

Briony Talles (Romola Garai) tinha 13 anos quando viu algo que não compreendeu da forma correta e isto irá desencadear mudanças radicais na vida de várias pessoas, e principalmente de sua irmã mais velha Cecilia (Keira Knightley) e de seu amante Robbie Turner (James McAvoy). Ela acusará Robbie de um crime que ele não cometeu.

Robbie era filho do caseiro onde moravam as irmãs e tinha muito carinho por Briony que era uma criança solitária, imaginativa e que escrevia. Ao ver de sua janela uma cena na fonte com sua irmã e Robbie ela vai interpretá-la como uma violência, mas também veremos a cena pelo olhar dos dois onde há um flerte, um jogo de sedução. Para a criança, pois nos anos 40 ter 13 anos é ainda ser bem infantil, a sexualidade lhe surge aos olhos como uma agressão, ao contrário do que ocorre com sua irmã.

Podemos deduzir que Briony tem uma paixão infantil por Robbie ou até mesmo ciúmes de sua irmã ou dele. Ela também os surpreendera em uma relação sexual o que a chocará profundamente, além de uma carta infeliz com palavras mais vulgares que Robbie escreve sobre o que sente por Cecilia. Tudo isto se somará para ter o desfecho que teve quando uma das convidadas da casa é estuprada e não quer dizer quem foi. Talvez Briony deseje realmente defender sua irmã, mas pode ser também sua vingança, e ela contará para sua mãe tudo o que imagina ter visto o que resultara na prisão de Robbie acusado de estupro.

Inicia-se a Segunda Guerra mundial, Robbie terá que lutar e morrerá e sua irmã após deixar a casa dos pais busca refúgio em um túnel para se esconder das bombas e também morrerá ali. Mas também veremos o casal Robbie e Cecília vivendo juntos e quando Briony já adulta, uma enfermeira vai visitá-los terá que enfrentar o ódio dele e será expulsa dali.

Muitos anos depois Briony é uma mulher idosa (Vanessa Redgrave) , escritora, e esta segunda versão faz parte de um livro que ela escreveu onde procura reparar o mal que causou fazendo com que os dois vivam juntos e ela seja tratada como pensa merecer devido sua culpa. Na realidade os dois morreram.

Não foi Robbie que estuprou a convidada e ele pagou por isto por causa do que Briony contou à sua mãe, assim como sua irmã.

Claro que escrever uma nova versão para os dois não os traz de volta nem muda o que lhes aconteceu, mas para ela é uma forma de lidar com isto. Ela cometeu um erro, enxergou algo de acordo com o que lhe era possível ou desejado ver naquele momento, e quantas vezes não fazemos isto? eu diria que quase diariamente vemos cenas na rua, em casa, no trabalho e pensamos algo a respeito que nada garante ser a realidade que está ocorrendo ali. O erro foi falar sobre isto causando com isto a prisão de alguém. Mas como julgar uma menina de 13 anos que se vê no meio de um tumulto, com policiais, diante de uma violência, de um suposto crime de estupro? E se ela não falasse e ele realmente fosse tudo aquilo que ela pensou dele? Mas, quando fazemos uma escolha temos que assumir a responsabilidade por ela.

A escrita é uma forma que temos de lidar com os fantasmas e também de se redimir de algo, reparar algo, de dizer que não havíamos feito antes. Quantos relatos temos de sobreviventes, de traumatizados? que justamente buscam desta forma dar um destino e um lugar para o que carregam dentro de si? E esta foi a forma que Briony encontrou de reparar o que ocorreu antes antes e de amenizar a culpa que carregou por toda sua vida. Porém, há um detalhe, quem poderia ter evitado tudo isto, a suposta vítima de estupro, se calou.

Joe Wright nasceu em 1972 em Londres, Inglaterra.

Trilha Sonora de Dario Marianelli