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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

LIVRO: PRÓXIMA ESTAÇÃO, PARIS - Uma viagem histórica pelas estações do metrô parisiense - LORÀNT DEUTSCH


Deutsch, Lorànt. Paz e Terra, 2011
343 páginas
Tradução: Alcida Brant
Título Original: Métronome: l'histoire de France au rythme du métro parisien

Um relato fascinante sobre a história da França através das estações de metrô de Paris. São 21 estações e em cada uma delas Lorànt irá em busca da história da França e de Paris. Muitos vestígios foram apagados, principalmente com as reformas efetuadas na cidade pelo barão Haussmann, na segunda metade do século XIX, mas também devido as guerras e confrontos ocorridos na cidade.

Lorànt não desiste facilmente, ele busca os sinais,os vestígios e os encontra em jardins particulares, uma parede aqui, um porão ali, ainda é possível encontrá-los desde que se seja persistente e procure. Ele também nos falará dos prédios, praças e monumentos que ainda estão lá.

Ele inicia sua história quando Paris ainda era Lutécia, dos gauleses aos romanos e irá percorrendo todos os séculos, passando pelas guerras, revoluções, os reis, a República, Napoleão até os dias de hoje. Um belo mergulho na história da França e Paris e também do parisiense que sempre foi um povo meio colérico, insatisfeito e que quando isto acontece não fica quieto e parte para a briga.

A história é repleta de guerras e confrontos movidos pela ganância e conquista de territórios, muitas vezes o rio Sena se tingiu de vermelho. Mas em todas as épocas algo a mais se agregou a esta bela cidade que hoje podemos encontrar em seus museus, palácios, residências e também nos vestígios deixados em suas ruas, praças, casas.

Uma forma interessante de contar a história de um lugar. Irei postar o roteiro de leitura com as fotos e locais percorridos pelo autor.

Lorànt Deutsch nasceu em 1975 em Alençon, Orne, França 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FILME: OS AMANTES DO CAFE FLORE - 2006




Direção: IIan Duran Cohen - 2006
Duração: 104 min 
Título original: Les amants du Flore
País: França 

Sartre e Simone de Beauvoir.

Como já li toda a autobiografia de Simone, me vi diante da condensação de tudo isto. Toca em pontos principais e foca a relação dos dois. Há aspectos que são diferentes em seus livros que os retratados no filme.

Simone (Anna Mouglalis) é muito conhecida pelo O Segundo Sexo, e considerada feminista, mas eu me pergunto muitas vezes até onde foi esta tão alardeada liberdade? ou até que ponto ela se submetia muitas vezes aos caprichos de Sartre? Um amor absoluto e os outros contingentes. Sim, na teoria isto é maravilhoso, mas viver isto?
Ela sentiu desejo de se casar com Algren (Kal Weber), ter uma família, este homem que a amou e não tinha medo disto. Sartre deslizava.



Sartre (Lorànt Deutsch)  nunca deixou de ser um pequeno burgues, e dizia que Simone pensava como um homem. Mas ela vivia na sua sombra, mesmo com toda sua inteligência e saberes. Entendiam-se, é óbvio, não sabiam viver um sem o outro, precisavam-se, mas ela pagou um preço altíssimo pelo que chamou de liberdade.



Mas continuo admirando-a profundamente. Ela foi um modelo para mim em minha juventude. Eu dizia que gostava do existencialismo sob a ótica de Simone.

Assista ao filme legendado: http://www.youtube.com/watch?v=556Em7Z6Nl8 ou no site: http://filosofiaemvideo.com.br/filme-os-amantes-do-cafe-flores-legendado-portugues/


SIMONE DE BEAUVOIR E JEAN PAUL SARTRE 

IIan Duran Cohen nasceu em 1963 em Israel. Cresceu em Paris, na França.