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segunda-feira, 27 de abril de 2015

FILME: A DIFÍCIL ARTE DE AMAR - 1986



Direção: Mike Nichols - 1986
Duração: 108 min
Título Original: Heartburn
País: Estados Unidos 

Após assistir a Villa Amalia este filme parece vim complementar com a outra faceta feminina diante uma infidelidade.

Rachel (Meryl Streep) conhece Mark (Jack Nicholson) em uma festa e logo eles estarão casados apesar de Rachel não acreditar no casamento alegando que nunca dá certo. Mas após estar casada ela logo se acomoda na situação deixando seu trabalho de escritora de matérias culinárias para ser uma perfeita dona de casa, esposa e mãe de sua filha. Tudo parece perfeito, ela engravida de um segundo filho e é então que descobre que Mark está tendo um caso. 

Ela parte com a filha para a casa de seu pai. Mas esta decisão não é definitiva para ela que espera que Mark venha atrás dela, que se arrependa, que lhe diga que a ama. Aqui temos o primeiro ponto divergente com o filme Villa Amalia onde Ann após descobrir a traição e seu marido lhe dizer que a ama não aceita mais isto pois perdeu todo o sentido para ela. 

Rachel volta com o marido, nasceu mais uma filha, porém ela não vai demorar a descobrir que ele não deixou a outra mulher, levando-a a uma nova separação. 

Rachel assumiu um lugar de mulher de Mark, dA mulher de Mark, deixando para trás o que ela era, inclusive sua certeza de que casamentos não dão certo e aceitando se casar com ele. Se transformou na esposa e depois em mãe. Passou a cuidar de uma casa, cozinhar e ser mãe. Mark chega um momento que não suporta mais esta vida, ele que sempre foi o solteirão. Não é que não ame Rachel, mas ele não consegue viver neste cotidiano de um casamento.

O filme Villa Amalia é muito mais profundo e nos fala muito mais da subjetividade de uma mulher diante da perda do amor, da infidelidade, do lugar da mulher. Aqui Rachel ainda sonha com o amor, acredita que ao sair de casa ele vera que a ama e o quanto ela faz falta e com isto irá restabelecer o pacto ilusório. Mas Rachel irá descobrir que isto é impossível. Ao voltar ela nunca mais confiará nele, e passa a se angustiar, olhando os bolsos das roupas, sentindo o cheiro a procura da prova do suposto crime. Ele também não vai abrir mão do que deseja, mesmo que queira a família. 

Há um momento no filme que Mark diz a Rachel o lugar que ela está ocupando: - Se não estamos na casa de minha mãe porque você fala comigo como se fosse minha mãe. Este não é o lugar de mulher que Ann ocupa em Villa Amalia. 

Mike Nichols nasceu em 1931 em Berlim, Alemanha e faleceu em 2014 em Manhattan, Nova Iorque, EUA

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

FILME: FRIDA, NATUREZA VIVA - 1986


Direção: Paul Leduc - 1986
Duração: 108 min
Título Original: Frida, Naturaleza viva

Já havia assistido ao filme Frida de Julie Taymor de 2002 que já postei aqui no blog. Agora encontrei este que é anterior e o primeiro filme sobre a pintora mexicana Frida Kahlo.



Diferentemente do segundo filme este nos mostra fragmentos da vida de Frida nos remetendo à própria pintora que teve seu corpo fragmentado e invadido por inúmeras cirurgias após o acidente que a vitimou ainda bem jovem.

Toda sua pintura se remete a ela mesma, a sua dor e vazio que ela expressa na arte.

No filme temos Frida (Ofelia Medina) que se recorda de sua vida quando está beirando a morte. Através de seus quadros ela recorda seu grande amor por Diego Rivera (Juan José Gurrola), suas participações políticas , sua vida sentimental incluindo alguns casos com mulheres e também seu caso com Trotsky (Max Kerlow) que graças as intervenções de Diego conseguiu asilo no México e ficou na casa dos Rivera onde se encantou com a beleza e personalidade da pintora.



A solidão de Frida é profunda e o vazio de seu ventre diante do desejo de ter um filho que a leva a pintar o aborto, seu corpo mutilado, uma pessoa cindida, dividida desde a infância, pai alemão e mãe mexicana, se retrata no quadro das duas Frida(s) .

Gosto muito dos quadros de Frida, apesar da dor que está ali são vivos, coloridos, sempre com fundos de natureza, plantas ou animais. A mexicanidade de Frida que aparece na maneira como ela olha para a morte e para a dor. Uma vida que sofreu reveses desde a poliomelite que teve na infância, o acidente, sua paixão por Diego Rivera, a traição deste com a irmã da pintora, mas Frida continuou e não se entregou a uma depressão ou desistência, a dor ia para os quadros mas aquelas cores fortes ainda mostravam que estava viva.



Paul Leduc nasceu em 1942 na Cidade do México



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

FILME: A VINGANÇA DE MANON - 1986


Direção: Claude Berri - 1986
Duração: 113 min
Título Original: Manon des sources 

2ª Parte - continuação de Jean de Florette 

Baseado na obra de Marcel Pagnol 

Os anos se passaram, Ugolin (Daniel Auteuil) agora é o proprietário da fazenda que foi de Jean, pai de Manon e cuida de seus cravos. César (Yves Montand) deseja que ele se case, pois são os únicos dois que sobraram da família Soubeyran, para ter um herdeiro de tudo que acumularam.

Ugolin vê Manon (Emmanuelle Béart) que agora é uma jovem muito bonita e cuida dos cabritos no campo. Sua mãe voltou para a cidade. Ele se apaixona perdidamente por ela e irá fazer de tudo para conquistá-la, mas o que ele não sabe é que Manon quer vingança pela morte de seu pai.

As revelações finais serão surpreendentes, vale assistir aos dois filmes. Limito-me a falar sobre o filme para não tirar o prazer de assisti-lo.

Claude Berri 

FILME: JEAN DE FLORETTE - 1986



Direção: Claude Berri - 1986
Duração: 120 min

Baseado na obra de Marcel Pagnol 

1ª Parte

Meados de 1920 na região da Provence. Ugolin (Daniel Auteuil) retorna para suas terras onde vive seu padrinho César (Yves Montand) com o sonho de plantar cravos, mas há um problema, a água para regar esta plantação. Seu vizinho tem uma nascente no terreno, mas não se dá bem com os Saubeyran, mas mesmo assim eles o procuram para fazer uma oferta pelo terreno com a nascente. Brigam e o vizinho morre. 

O herdeiro é Jean de Florette (Gérard Depardieu) que é um coletor de impostos. Os Sabeyran pensam que ele vai vender, mas não, Jean resolve tomar posse da propriedade e chega ao local cheio de ideias sonhando com uma vida no campo. Ele chega com sua esposa (Elisabeth Depardieu) e sua filha pequena Manon. Sabendo disto Ugolin e Cesar resolvem bloquear a saída da fonte para forçá-lo a vender. 

Não é possível falar mais do filme sem tirar o prazer de quem quer vê-lo. É um retrato da vida rural da França na Provence em 1920 e de como são os comportamentos numa pequena vila, onde um não se envolve nos negócios do outro, mesmo diante de algo que está errado. Mas os segredos que envolvem estas famílias só virão a tona na segunda parte do filme: A vingança de Manon. 

Claude Berri nasceu em 1934 em Paris, França e faleceu em 2009 na mesma cidade. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FILME - MINHAS VIDAS - 1986




Direção: Robert Butler - 1986 
Duração: 235 min 
Título Original: Out on a limb 

Baseado no livro Minhas Vidas de Shirley MacLaine que também é a protagonista do filme. 

Trata-se de um filme espiritualista.

Já li o livro há muitos anos atrás e agora assisti ao filme. Shirley está num momento de questionar sua vida, seus amores, principalmente o que ela vive no momento com um importante político casado.

É o relato de uma longa jornada que ela empreendeu para dar um sentido à sua vida. Ela sentia falta de algo, apesar de todo sucesso que fazia. É o relato de sua jornada espiritual onde nos falará de reencarnação, médiuns, vidas passadas, suas experiências, o que viveu e sentiu. Fará uma viagem ao Peru onde passará por momentos especiais.

Uma busca de si mesma através da espiritualidade, da matéria espírito.

"Não temos uma alma, nós somos uma alma"


Robert Butler nasceu em 1927 em Los Angeles, Califórnia, EUA