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domingo, 22 de fevereiro de 2026

POR QUE OS EVANGÉLICOS CRESCEM NO BRASIL


 

POVO DE DEUS: QUEM SÃO OS EVANGÉLICOS E POR QUE ELES IMPORTAM

JULIANO SPYER

GERAÇÃO EDITORIAL – 1ª ED. – 2020

284 páginas

Este livro me ensinou muito. Para quem não é evangélico, esse universo costuma aparecer de forma difusa: ouvimos falar, convivemos com pessoas que pertencem a essas igrejas e, muitas vezes, diante de posições extremamente conservadoras, acabamos reproduzindo preconceitos. A questão que me atravessava, no entanto, era outra: por que tantas pessoas estão se convertendo ao evangelismo, muitas delas deixando o catolicismo? É justamente essa pergunta que o livro de Juliano Spyer ajuda a responder.

A leitura permite compreender que uma grande parcela dessas pessoas encontra nas igrejas evangélicas o acolhimento e o suporte que o Estado, e muitas vezes outras instituições religiosas, não oferecem. Trata-se de contextos marcados pela pobreza, pela violência cotidiana, pela convivência com o crime, pela atuação frequentemente brutal da polícia, pelo desemprego, pela falta de creches, de acesso à saúde, a medicamentos ou a apoio jurídico. As igrejas aparecem como redes concretas de apoio material e simbólico. A fé também ocupa um lugar central, pois essas pessoas se sentem vistas, escutadas e socorridas por Jesus.

Um ponto particularmente complexo, e que confesso ter me causado estranhamento inicial, é a questão do empoderamento feminino dentro dessas igrejas. No entanto, dentro desse contexto específico, ele de fato ocorre. São mulheres que sofrem violência doméstica, muitas vezes de companheiros alcoólatras, mulheres que nunca foram ouvidas, que acumulam dupla jornada ou que, por baixa escolaridade, não conseguem trabalho. Ao ingressarem na igreja, passam a falar, a ser escutadas, a receber apoio, a conseguir emprego. Em muitos casos, os maridos acabam se convertendo, deixam de beber e passam a se dedicar mais à família. O fato de o homem ser considerado o “chefe da casa” não aparece como um problema para essas mulheres, pois elas sabem que sua presença e transformação são resultado direto da atuação delas dentro da igreja. Há, aí, uma lógica própria de reconhecimento e pertencimento.

Por outro lado, se o livro explica com clareza as razões do crescimento das igrejas evangélicas e apresenta as diferenças internas do protestantismo e de suas múltiplas denominações, ele também faz uma crítica contundente à busca de poder político junto ao Estado e às consequências disso para quem não é evangélico. Se, em um primeiro momento, o protestantismo no Brasil lutou pela liberdade religiosa em um país majoritariamente católico, hoje parte de suas lideranças atua no sentido oposto: impor suas crenças, valores e dogmas à sociedade como um todo.

Essa postura está ligada à crença de que Jesus só retornará quando todos forem evangelizados. No entanto, do ponto de vista das lideranças, trata-se frequentemente de um jogo de poder que nem sempre corresponde ao pensamento ou às necessidades dos fiéis. O livro aborda ainda posições contrárias aos direitos humanos, ao meio ambiente e à ciência, bem como as tentativas de introduzir nas escolas visões neopentecostais, como o criacionismo ou uma leitura histórica baseada exclusivamente na Bíblia.

Spyer explica de forma didática o que é a teologia da prosperidade e como ela se articula à noção de meritocracia, em contraste com a ética protestante do trabalho presente nas igrejas históricas. Trata-se de uma chave fundamental para compreender tanto o discurso religioso quanto sua tradução política e econômica.

Considero uma leitura necessária para quem deseja compreender melhor o Brasil contemporâneo. Conhecer não significa concordar. O livro amplia o entendimento sobre um fenômeno central da nossa vida social e política, ainda que eu continue defendendo, sem ressalvas, o Estado laico e a liberdade religiosa para todos.


                         Juliano Spyer nasceu em São Paulo em 1971. É um antropólogo brasileiro. 


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NOS LARES CRISTÃOS


 

O GRITO DE EVA

A violência doméstica em lares cristãos

MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR

THOMAS NELSON BRASIL – 1ª ED. - 2021

178 páginas


O grito de Eva, de Marília de Camargo César, parte de uma constatação incômoda: o machismo atravessa todas as esferas do patriarcado — sociedade, política, família e também a religião. Existe a ilusão de que pessoas religiosas seriam, por definição, amorosas e incapazes de praticar violência, mas o livro demonstra que essa expectativa não corresponde à realidade. A autora reúne relatos de mulheres cristãs que, ao buscarem ajuda dentro de suas igrejas, acabam sendo aconselhadas a rezar mais, a compreender, a relevar, a suportar. Esse tipo de orientação, longe de proteger, contribui para a perpetuação da violência doméstica.

Ao mesmo tempo, o livro não constrói uma crítica simplista ou homogênea às lideranças religiosas. Há também depoimentos e reflexões de pastores que discordam dessas práticas e reconhecem a violência como algo incompatível com o cristianismo. Fica evidente que tudo depende da interpretação dos textos sagrados e, sobretudo, do que se deseja extrair deles. A Bíblia oferece ensinamentos, mas a leitura desses textos exige responsabilidade histórica e ética: é fundamental distinguir aquilo que pertence a um contexto social específico daquilo que pode ser compreendido como princípio válido para outros tempos.

A autora lembra que, no período em que muitos textos bíblicos foram escritos, a mulher não tinha voz, era socialmente submissa e confinada ao espaço doméstico. Nesse sentido, a atuação de Jesus aparece como profundamente disruptiva: ele escuta as mulheres, conversa com elas, as acolhe, rompendo com o status quo de uma sociedade patriarcal. Marília também chama atenção para o fato de que o Gênesis apresenta dois relatos da criação — o primeiro e o segundo — e que é apenas no segundo que surge Eva a partir da costela de Adão, distinção frequentemente ignorada em leituras literalistas.

Um ponto especialmente instigante é a reflexão sobre o silêncio de Adão diante da cena da maçã e da serpente. Por que, tendo ouvido Deus, ele não interveio, não recusou, não aconselhou Eva? Esse silenciamento masculino, raramente problematizado, desloca a responsabilidade exclusiva atribuída à mulher e revela como certas leituras bíblicas operam seletivamente para reforçar a culpa feminina.

Em relação à submissão, o livro oferece uma explicação mais ampla do conceito, mostrando que ele não se refere apenas às mulheres. O problema surge quando essa ideia é aplicada de forma unilateral, enfatizando a submissão feminina e silenciando as exigências éticas dirigidas aos homens. Essa leitura parcial sustenta relações abusivas e legitima violências que nada têm de sagradas.

O grito de Eva é, acima de tudo, um livro de orientação e encorajamento. Ele afirma, com clareza, que mulheres cristãs não precisam se submeter à violência física ou ao abuso psicológico para serem fiéis à sua fé. Elas merecem amor, dignidade e vida plena,  e tomar uma atitude diante da violência não significa ir contra os ensinamentos sagrados, mas, ao contrário, reafirmar o valor da própria vida.

                   Marília de Camargo César nasceu em São Paulo em 1964. É jornalista e escritora. 




terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A BUSCA PELO ESSENCIAL NA RELIGIÃO

 


AS FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA

O Sistema totêmico na Austrália

ÉMILE DURKHEIM

MARTINS FONTES – 1ª ED. – 1996

609 páginas

As Formas Elementares da Vida Religiosa, de Émile Durkheim, é um estudo seminal que busca despir as religiões de seu aparato ritualístico e simbólico, indo ao encontro do que há de mais essencial. Durkheim investiga o Totemismo na Austrália, considerado uma forma inicial de organização social e religiosa, em que clãs e fraternidades se estruturam em torno de um animal totêmico. Esse animal, considerado sagrado, não apenas representa o clã, mas também orienta normas, regras e comportamentos internos, bem como regula a convivência com outros grupos.

O livro é particularmente esclarecedor ao mostrar como a religião, mesmo em sua forma mais elementar, contribui para a formação do psiquismo individual e para a estruturação das regras sociais. Durkheim revela que o Totemismo não é apenas uma questão de crença, mas um mecanismo social que organiza a vida coletiva, fornecendo padrões de identidade, disciplina e coesão para o grupo.

Por meio de sua análise, Durkheim oferece uma compreensão profunda da interdependência entre religião, sociedade e indivíduo, mostrando como elementos simbólicos aparentemente simples podem sustentar estruturas complexas de convivência e moralidade.


Émile Durkheim nasceu em Épinal, França, em 1858 e faleceu em Pari em 1917. Foi um sociólogo, antropólogo e filósofo. Considerado o pai da Sociologia. 


domingo, 15 de fevereiro de 2026

DA PROSTITUTA AO ÍCONE: CONSTRUÇÕES PATRIARCAIS

 

MARIA MADALENA

DA BÍBLIA AO CÓDIGO DA VINCI: COMPANHEIRA DE JESUS, DEUSA, PROSTITUTA E ÍCONE FEMINISTA

MICHAEL HAAG

ZAHAR – 1ª ED. 2018

344 páginas

Maria Madalena, de Michael Haag, é um estudo histórico e cultural sobre a figura que atravessa a tradição bíblica, a arte, a literatura e a imaginação popular. O autor examina como Maria Madalena foi retratada ao longo dos séculos: ora como seguidora devota de Jesus, ora como prostituta, ora transformada em ícone feminista moderno, e até mesmo reinterpretada em narrativas contemporâneas como O Código Da Vinci.

Haag analisa textos históricos, apócrifos e interpretações teológicas, mostrando como a imagem de Maria Madalena foi moldada por visões patriarcais que buscaram minimizar sua importância como discípula e testemunha central da vida de Jesus. Ao mesmo tempo, o livro explora como movimentos modernos e obras culturais ressignificaram sua figura, transformando-a em símbolo de resistência, espiritualidade feminina e poder feminino na tradição religiosa.

O livro convida à reflexão sobre a construção da memória histórica, o papel das mulheres na tradição religiosa e os processos de distorção e ressignificação de figuras femininas ao longo do tempo. Haag demonstra que Maria Madalena não é apenas um personagem histórico, mas um espelho das tensões culturais, religiosas e de gênero que atravessam a história ocidental.


Michael Haag nasceu em 1943. É historiador e escritor 


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

QUANDO O SAGRADO TINHA ROSTO DE MULHER


 

QUANDO DEUS ERA MULHER

MERLIN STONE

GOYA – 1ª ED. – 2022.

304 páginas 


Li este livro inicialmente em francês e, quando saiu a edição em português, fiz a releitura. Merlin Stone dedicou-se ao estudo da história da Deusa, realizando uma pesquisa extensa e cuidadosa, que resulta nesta obra fundamental sobre a religião da Deusa e sobre os processos históricos de seu apagamento e supressão.

A Deusa aparece sob múltiplos nomes, mas está presente de forma recorrente nas sociedades da Antiguidade, assim como as sacerdotisas responsáveis por seu culto. O livro demonstra que houve um longo período em que a organização política, social, econômica e cultural girava em torno da mulher. Com o tempo, deidades masculinas passaram a ser introduzidas, inicialmente como consortes, amantes ou filhos da Deusa, até que, gradualmente, ocorre seu apagamento quase total — processo que se intensifica com a imposição das religiões monoteístas.

Stone evidencia como a construção e a escrita da Bíblia estiveram profundamente comprometidas com a eliminação da Deusa do imaginário religioso e simbólico, mostrando que esse apagamento não se deu de forma simples ou imediata, mas exigiu um esforço sistemático e prolongado.

Atualmente, muitos tratam essa religião como lenda ou mito. As sacerdotisas e curandeiras passaram a ser vistas como bruxas, e o sexo sagrado foi rebatizado como “prostituição sagrada”, termo com o qual não concordo. Não se tratava de prostituição; essa é uma leitura masculina e patriarcal que distorce práticas rituais profundamente ligadas à sacralidade, à fertilidade e à vida.

O livro é considerado um dos principais textos teológicos dedicados a esse período da história e permanece uma leitura fundamental para compreender a relação entre religião, poder e o apagamento do feminino ao longo do tempo.


Merlin Stone nasceu em Flatbush, Nova Iorque, EUA, em 1931 e faleceu em Daytona Beach, Flórida, EUA, em 2011. Foi uma escritora e acadêmica estadunidense. 


RELIGIÃO, DIREITO E PENSAMENTO NA MESOPOTÂMIA


 

NO COMEÇO ERAM OS DEUSES

JEAN BOTTÉRO

CIVILICAÇÃO BRASILEIRA – 1ª ED. - 2011

 309 páginas 

Este livro do historiador Jean Bottéro me ensinou muito — e, sobretudo, desmontou várias ideias que eu tinha como dadas. Com foco na Mesopotâmia, a obra é composta por uma série de artigos nos quais Bottéro reconstrói aspectos centrais do pensamento, da religião e da vida cotidiana mesopotâmica.

Um dos textos que mais me impactou, talvez pela minha própria ignorância anterior, é o dedicado ao chamado “Código de Hamurabi”. Bottéro demonstra que ele não deve ser entendido como um código de leis no sentido moderno, como eu acreditava, mas algo muito mais próximo do que hoje chamaríamos de jurisprudência. Trata-se de uma compilação de decisões tomadas por Hamurabi diante de situações concretas, reunidas como modelos para julgamentos futuros — o que altera profundamente a forma como compreendemos o direito nesse contexto histórico.

Outro ensaio particularmente marcante é o que trata da moral e do pecado, ao evidenciar as diferenças profundas entre as crenças mesopotâmicas e a tradição judaico-cristã. Bottéro mostra como conceitos que hoje consideramos universais são, na verdade, construções históricas específicas, e como outras civilizações pensaram a relação entre deuses, humanos, culpa e responsabilidade de maneira muito distinta.

O livro aborda ainda temas variados, como a culinária, o amor, o direito das mulheres e a figura das prostitutas — aspecto que, no meu caso, foi especialmente relevante. Bottéro escapa de leituras moralizantes e restitui a complexidade social dessas figuras, situando-as em seu tempo e em suas funções simbólicas e práticas.

A obra traz também a tradução do Poema do Supersábio, um mito fundador mesopotâmico que eu desconhecia, acompanhada de uma análise brilhante. Esse texto, em particular, amplia o entendimento da cosmovisão mesopotâmica e de sua maneira de pensar a origem do mundo, o saber e a relação com o divino.

No começo eram os deuses é um livro que abre horizontes. Trouxe-me muitas informações até então desconhecidas e obrigou a rever certezas sedimentadas. Por isso, a leitura vale e muito a pena.vro do historiador Jean Bottéro me ensinou muito — e, sobretudo, desmontou várias ideias que eu tinha como dadas. Com foco na Mesopotâmia, a obra é composta por uma série de artigos nos quais Bottéro reconstrói aspectos centrais do pensamento, da religião e da vida cotidiana mesopotâmica.

Um dos textos que mais me impactou, talvez pela minha própria ignorância anterior, é o dedicado ao chamado “Código de Hamurabi”. Bottéro demonstra que ele não deve ser entendido como um código de leis no sentido moderno, como eu acreditava, mas algo muito mais próximo do que hoje chamaríamos de jurisprudência. Trata-se de uma compilação de decisões tomadas por Hamurabi diante de situações concretas, reunidas como modelos para julgamentos futuros — o que altera profundamente a forma como compreendemos o direito nesse contexto histórico.

Outro ensaio particularmente marcante é o que trata da moral e do pecado, ao evidenciar as diferenças profundas entre as crenças mesopotâmicas e a tradição judaico-cristã. Bottéro mostra como conceitos que hoje consideramos universais são, na verdade, construções históricas específicas, e como outras civilizações pensaram a relação entre deuses, humanos, culpa e responsabilidade de maneira muito distinta.

O livro aborda ainda temas variados, como a culinária, o amor, o direito das mulheres e a figura das prostitutas — aspecto que, no meu caso, foi especialmente relevante. Bottéro escapa de leituras moralizantes e restitui a complexidade social dessas figuras, situando-as em seu tempo e em suas funções simbólicas e práticas.

A obra traz também a tradução do Poema do Supersábio, um mito fundador mesopotâmico que eu desconhecia, acompanhada de uma análise brilhante. Esse texto, em particular, amplia o entendimento da cosmovisão mesopotâmica e de sua maneira de pensar a origem do mundo, o saber e a relação com o divino.

No começo eram os deuses é um livro que abre horizontes. Trouxe-me muitas informações até então desconhecidas e obrigou a rever certezas sedimentadas. Por isso, a leitura vale e muito a pena.


Jean Bottéro nasceu em Vallauris em 1914 e faleceu em Gif-sur-Yvette, França. Foi um historiador francês, assiriólogo, especialista no Antigo Oriente. 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

SEXO COMO SAGRADO OU COMO PECADO


 

SEXO E RELIGIÃO: Do baile de virgens ao sexo sagrado homossexual

DAG OISTEIN ENDSJO

GERAÇÃO EDITORIAL - 2014

376 páginas 


Este livro trata de como as diversas religiões do mundo compreendem o sexo. Para algumas, ele é sagrado; para outras, o pior dos pecados. A leitura é instigante justamente por revelar essas diferenças, que nos levam a refletir sobre múltiplos aspectos das religiões e também sobre o mundo contemporâneo.

O autor não se limita ao passado: traz muitos exemplos atuais, principalmente da Noruega, país de onde é originário. A pergunta central que ele procura responder é por que o sexo é tão importante para as religiões — ao menos para a maioria delas.


Dag Oistein Endsjo é um cientista da religião norueguês. 


quarta-feira, 3 de junho de 2015

LIVRO: O DISCÍPULO DA MADRUGADA - PE. FÁBIO DE MELO



Pe. Fábio de Melo. Editora Planeta, 2013
184 páginas

O Pe. Fábio de Melo escreve esta ficção em forma de romance para dar conta de expressar o que compreendeu sobre o Velho Testamento e a vinda de Jesus. 

O meu interesse pelo livro não é religioso, porém ele tem uma mensagem muito interessante para questões de posicionamento perante a vida e principalmente sobre a questão do trair-se a si mesmo, quando somos subjugados pela sociedade e acabamos não fazendo aquilo que realmente gostaríamos de fazer. O percurso do discípulo da madrugada é justamente se libertar deste social que impera em sua vida, sem precisar renegar suas origens judias e nem ao texto sagrado, mas retirando dele uma nova visão e interpretação. 

E este é o ensinamento que o livro traz, conseguir extrair uma nova visão de sua vida e valores, sem se renegar, mas também sem se trair. Ele também nos fala do medo, das projeções que fazemos, do pavor que temos daquilo que está em nós, mas que não conseguimos aceitar. 

Através de uma história, podemos aprender um pouco mais sobre si mesmo. 


Pe. Fábio de Melo nasceu em 1971 em Formiga, Minas Gerais