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segunda-feira, 27 de abril de 2015

FILME: VILLA AMALIA - 2008


Direção: Benoît Jacquot - 2008
Duração: 90 min
País: França 


Adaptação do livro homônimo de Pascal Quignard (1916).

O filme nos mostra os efeitos devastadores em Ann (Isabelle Huppert) ao descobrir a infidelidade de seu companheiro de 15 anos,  Thomas (Xavier Beauvois).  

O filme começa com ela seguindo o carro dele e depois ela o vê entrando num jardim com rosas, uma mulher abre a porta e o beija. Ela sufoca um grito. Mesmo encontrando neste mesmo instante um amigo de infância, Georges (Jean-Huques Anglade) e ele tendo visto tudo ela não consegue falar sobre o que viu e sobre o que sente. Ao contrário, ela ao invés de falar, chorar, gritar, se volta contra si mesma num processo de autodestruição e também de destruir tudo que seja de sua vida até o presente, vendendo o apartamento, jogando fora roupas, objetos, os pianos, ela é uma pianista famosa. Queima as fotos, as partituras, escritos, composições. O que ela quer é desaparecer. 

Thomas tenta lhe dizer que é ela que ele ama,mas mais nada disto tem sentido para ela. A ruptura da relação de exclusividade que ela acreditava ter com ele se desfez.



Ao perder o amor Ann se perde e o filme nos mostra através de seus atos, sua expressão, sua dor toda a subjetividade desta mulher. Ela parte apenas com uma bolsa de viagem e se desloca por várias cidades europeias. No percurso ela vai ainda se livrando das coisas, primeiro se desfaz do celular, depois joga a bolsa e compra um mochila, mais adiante também se desfaz da mochila, corta o cabelo curto e usa vários nomes. Até que ela chega a uma ilha no mar Mediterrâneo, Ischia. 

Lá ela conhece uma velha senhora e deseja alugar a casa que seu pai construiu para sua Tia Amalia. As duas acabam amigas, e a partir deste momento ela se apresenta como Anna. É com este nome que ela começa a reconstruir uma  identidade para ela.




Na modernidade tudo isto pode parecer um exagero, mas estamos diante da feminilidade. A falta do amor de um homem pode levar uma mulher a perder a si mesma. No mundo de hoje diante de um rompimento assim é comum o consumismo desenfreado e ter vários parceiros, ou a depressão. Anna vive sua perda, inclusive a sua própria. Ela precisa se reconstruir agora como mulher, uma outra mulher.



Benoît Jacquot

sábado, 26 de abril de 2014

FILME: ADEUS, MINHA RAINHA - 2012



Direção: Benoît Jacquot - 2012 
Duração: 100 min 
Título original: les adieux à la reine. 
Roteiro: Benoît Jacquot e Gilles Taurand
País: França 

Baseado no livro de Chantal Thomas 

No início da Revolução Francesa o dia a dia no palácio de Versailles onde vivem os reis Maria Antonieta (Diane Kruger) e Luis XVI (Xavier Beauvois). Sidonie Laborde (Léa Seydoux) é a leitora da rainha e totalmente devotada à ela, porém não mantém um relacionamento próximo juntos aos outros serviçais do palácio e nunca fala de si mesma. A Bastilha é tomada e muitos começam a fugir e a abandonar o palácio. Sidonie será incumbida pela rainha a ajudar a mulher pela qual se apaixonou, a Duquesa Gabrielle de Pontignac (Virginie Ledoyen) a fugir do país.

Inicialmente a vida não se altera no palácio com a queda da Bastilha, mas será por muito pouco tempo. O filme não mostra o desfecho dos reis que foram guilhotinados, mas foca principalmente na vida do palácio, nas intrigas, amores, desejos, cobiças, invejas, não apenas entre os nobres, mas entre os serviçais também, deixando bem a mostra um estilo de vida palaciano, onde uma rainha não abre sequer uma porta e os que os servem apesar de todas as formalidades como nunca se virar de costa para sua majestade, também são espertos, roubam, se aproveitam da situação.

Nada é secreto, nada é íntimo, não há nada que se faça num palácio assim que outros não vejam ou não saibam, há olhos e ouvidos em todos os lugares.

O filme foi rodado quase que inteiro no Palácio de Versailles. É a visão de Sidonie que aparece no filme, e também é o seu final que conta, quando ela deixa de ser a leitora da rainha e volta a não ser nada, ou seja, ser do povo, daquele povo que passava fome e necessidades, e que estava desprotegido e foi levado pela burguesia a lutar na Revolução Francesa, e depois, como Sidonie, retornou ao seu lugar.


Benoît Jacquot nasceu em 1947 em Paris, França. 

Trilha sonora de Bruno Coulais. 

Bruno Coulais nasceu em 1954 em Paris, França. É um compositor francês. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

FILME: PRINCESA MARIA - Princesse Marie - 2004



Direção: Benoît Jacquot - 2004
Duração: 190 min 
Título original: Princesse Marie 
País: França 

O filme retrata a relação da Princesa Marie Bonaparte com Sigmund Freud e como ela ajudou para que a família de Freud pudesse fugir de Viena durante a Segunda Guerra e durante seu exílio em Londres.

A Princesa Marie (Catherine Deneuve) é sobrinha-neta de Napoleão e casada com o príncipe Jorge da Grécia. Devido a sua frigidez ela se consultou com Freud (Heinz Bennent). Tornam-se amigos e quando é preciso fugir dos nazistas será ela quem ajudará financeiramente, politicamente e acolherá Freud e sua família em Londres. Ela também será uma referência para Anna Freud (Anne Bennent). 

A Princesa Marie foi a primeira psicanalista francesa e uma das poucas analisadas por Freud. Usará sua fortuna para divulgar a psicanálise na França e fez parte do grupo fundador da Associação Psicanalítica na França.



Benoît Jacquot nasceu em 1947 em Paris, França.