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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

FILME: FLORES DE AÇO - 1989



Direção: Herbert Ross - 1989 
Duração: 104 min 
Título original: Steel Magnolias 
Roteiro: Robert Harling
País: Estados Unidos 

Seis mulheres que são amigas e suas dificuldades, dores, alegrias, dúvidas, se apoiam mutuamente e formam um grupo ímpar.



Shelby (Julia Roberts) vai se casar, mas ela é diabética e não pode ter filhos. Sua mãe M'Lynn (Sally Field) está atarefada com todos os preparativos e também preocupada com o fato dela não poder ter filhos reforçando isto para eles, mas Shelby acabara engravidando e levará isto adiante.
Todas acabam indo ao salão de Truvy (Dolly Parton) para se arrumarem para o casamento, mas isto já faz parte de sua rotina também, esta ida ao cabeleireiro. Para ajudá-la Truvy acaba de contratar Annelle (Daryl Hannah) que acaba de chegar ao lugar e não é conhecida de ninguém. Ouiser (Shirley MacLaine) é a mais rabugenta de todas, com seu cachorro seu maior prazer é atormentar o marido de M'Lynn, e tem também Clairee (Olympia Dukakis). 

O enredo gira mais em torno de Shelby e sua dominadora mãe M'Lynn que não está acostumada a ser contrariada, mas no momento mais difícil ela será amparada por suas amigas.

Nada supera a lealdade que une estas seis mulheres seja nas alegrias ou nas piores horas. Um filme sobre a amizade, e com um elenco único trabalhando juntas.


Herbert Ross nasceu em 1927 no Brooklyn, New York e faleceu em 2001 na mesma cidade. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FILME: COMER REZAR AMAR - 2010



Direção: Ryan Murphy - 2010 
Duração: 133 min 
Título original: Eat Praty Love 
Roteiro: Ryan Murphy e Jennifer Salt
País: Estados Unidos 

Baseado no livro autobiográfico Comer Amar Rezar de Elizabeth Gilbert 

Elizabeth (Julia Roberts) encontra dificuldades em seus relacionamentos, seu casamento termina, e ela percebe que algo nela mesma não vai bem até o dia em que abandona tudo e resolve viajar para a Itália, Índia e Bali para se dar um tempo e viver algo diferente.

Eu também li o livro, mais um que comprei no aeroporto para passar meu tempo na sala de espera. Nestes momentos gosto de um livro mais leve, divertido mas que também me ensine algo, e este foi um destes.

A Itália, lugar de comer. A busca da pulsão da vida, do prazer, o prazer de comer sem culpa. E há melhor lugar para o prazer do que a Itália? um lugar belíssimo, arte, experiências estéticas, música alegre e dançar, falar e claro, comer! Um prazer que é diferente de diversão, de entretenimento. Na Itália se fala com a boca, mas também com gestos, muitos gestos, o que leva a pessoa a se soltar e se expressar com maior vivacidade.



A Índia - Rezar. Ou um lugar espiritual, para encontrar a paz, a serenidade. Elizabeth quer meditar, não é fácil, mas ela insiste. O encontro de si mesmo e perceber que só você mesmo pode fazer algo por si. É a hora de curar as feridas, as dores.



Indonésia - Bali. O amor. É quando conhece Felipe (Javier Bardem) que também passou por momentos difíceis em seu relacionamento. O encontro destes dois possibilitará o encontro com o amor.



Apesar de nos carregarmos junto para onde que vamos, lugares novos sempre propiciam novas experiências, pessoas novas, outros olhares, outros cenários, cheiros, sons, comidas, a língua. Vemos coisas inusitadas outras parecidas, estranhamos e nos encantamos, também nos chocamos. Viver algo diferente pode ser mais construtivo do que uma terapia, e no filme é esta a escolha de Liz, terapia ou viver algo novo? Ela opta pela segunda opção. Não é uma fuga, a dor vai junto, mas ela pode se transformar neste processo.


Ryan Murphy nasceu em 1965 em Indianápolis, Indiana, EUA.

Trilha sonora de Dario Marianelli 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

FILME: ÁLBUM DE FAMÍLIA - 2013


Direção: John Wells - 2013 
Duração: 121 min
Título Original: August: Osage County 
Roteiro: Tracy Letts
País: Estados Unidos 

Adaptação da peça de teatro homônima de Tracy Letts 

Meryl Streep está brilhante no filme no papel de Violet, a mãe de três irmãs que se reencontram por ocasião do desaparecimento do pai delas que acaba sendo encontrado morto.



O filme é dramático, tem um excesso visível, mas por outro lado, o que ele nos mostra e desmistifica é o amor incondicional que supõe-se deva existir numa família, e que por ocasião de um funeral deveriam todos se apoiar mutuamente. Mas apesar do excesso, não foge ao que é a realidade da maior parte das famílias, apenas ocultado por baixo de um verniz, uma máscara, onde todos sorriem, se apoiam, mas assim que viram as costas é um mar de críticas, rancores, mágoas. No filme tudo isto vem a tona ali mesmo, um acusando o outro, um jogando para o outro a responsabilidade, um cobrando do outro e todos querendo ter a última palavra, ser o mais forte, ter o poder de mando.

Um casal, no qual cada um encontra uma fuga, ela nos remédios e ele no álcool e nos livros, seu prazer de viver. A história que se repete, a mãe de Violet irônica, mordaz, cruel, ela idem com as filhas e a família e a filha Barbara (Julia Roberts) que segue os passos.



Todos tem seus problemas, dores e dificuldades. Os segredos de família que sempre aparecem em algum momento. Mas nada disto é suficiente para explicar ou justificar o que se vê no filme, a destruição familiar, sua desagregação, onde todos tem dificuldades de estar em seu lugar, seja o de mãe ou pai, seja o de filha ou filha. Não é porque tenho uma mãe assim que vou destruir minha vida, posso ter os traumas, mas também posso olhar para eles de outra forma, e me parece que seja o que Barbara acaba descobrindo ao final do filme.

John Wells nasceu em 1956 em Alexandria, Virgínia, EUA.