segunda-feira, 7 de julho de 2014

FILME: QUANDO FALA O CORAÇÃO - 1945


Direção: Alfred Hitchcock - 1945
Duração: 118 min
Título original: Spellbound 

Filme Preto e branco 

Constance (Ingrid Bergman) é uma psicanalista em uma clínica. Sua vida é toda voltada ao trabalho e aos estudos até que chega o Dr. Edwardes (Gregory Peck) que vem substituir o atual diretor Dr. Alexander Brulov (Michael Chekhov) que sofreu um colapso e apesar de estar bem novamente terá que deixar o cargo.

Todos estranham o fato de Dr. Edwardes ser bem jovem, uma vez que já publicou um livro e é reconhecido com um grande profissional, mas não será apenas isto o estranho, ele tem algo com listras em tecidos brancos e também com tudo que é branco.

Constance se apaixona por ele, mas logo notará que há algo que não vai bem e então larga tudo para se ocupar apenas dele, e tentar curá-lo.

O filme irá tratar da psicanálise pela primeira vez com destaque uma vez que será ela quem possibilitará esclarecer o mistério no filme. E esta também é uma diferença nos filmes de Hitchcock onde sempre se trata de suspense e não de um mistério, e não há fatos ou dados para desvendar o crime, é preciso que o Dr. Edwardes, ou melhor John Ballentyne, se lembre do que ele se recusa a lembrar e bloqueia em seu inconsciente. Não há como descobrir nada antes que ele fale, e isto é a psicanálise. É um quebra-cabeça não de fatos ou pistas variadas encontradas ou observadas durante o filme, e sim das palavras, lembranças, sonhos de Ballentyne.

Há uma frase do analista de Constance que diz: as mulheres são as melhores analistas, até que se apaixonem e então se tornam as melhores pacientes. No livro As mulheres de Freud a autora complementa a frase dizendo que as melhores pacientes é que são as melhores analistas.

E o sonho de Ballentyne tem as imagens oníricas criadas por Salvador Dalí.


Alfred Hitchcock nasceu em 1899 em Leytonstone, Londres, Inglaterra e faleceu em 1980 em Bel Air, Los Angeles, EUA. É considerado o mestre dos filmes de suspense

Trilha sonora de Miklos Rozsa