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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A RELAÇÃO ENTRE DOMINAÇÃO DA NATUREZA E DAS MULHERES


 

ECOFEMINISMOS

VANDANA SHIVA – MARIA MIES

LUAS EDITORA – 2021

504 páginas


Ecofeminismos é uma obra central do pensamento crítico contemporâneo, escrita por Vandana Shiva e Maria Mies, que articula feminismo, ecologia, economia política e crítica ao capitalismo global. O livro parte da constatação de que a exploração da natureza e a opressão das mulheres não são processos distintos, mas historicamente conectados e sustentados pela mesma lógica patriarcal, colonial e capitalista.

As autoras demonstram como o modelo de desenvolvimento moderno, apresentado como universal e progressista, se baseia na expropriação dos recursos naturais, no apagamento dos saberes tradicionais e na desvalorização do trabalho feminino, especialmente o trabalho de cuidado e de subsistência. A racionalidade econômica dominante transforma tanto a natureza quanto as mulheres em “recursos” exploráveis, invisibilizando os custos sociais, ambientais e humanos desse sistema. Nesse sentido, o livro desmonta a ideia de neutralidade da ciência moderna e da economia, revelando seu caráter profundamente masculinizado e eurocêntrico.

Um eixo fundamental da obra é a crítica à divisão entre produção e reprodução. Mies e Shiva argumentam que o capitalismo só se sustenta porque depende de esferas que ele não reconhece como produtivas: o trabalho doméstico, o cuidado, a agricultura de subsistência e os ciclos naturais. Ao serem considerados “naturais” ou “gratuitos”, esses campos tornam-se passíveis de exploração ilimitada. O ecofeminismo surge, então, não como um essencialismo que associa mulheres à natureza, mas como uma crítica política a essa associação imposta historicamente para justificar dominação.

O livro também apresenta experiências concretas de resistência, sobretudo no Sul Global, onde mulheres desempenham papel central na defesa da terra, da água, das sementes e da vida comunitária. Essas práticas apontam para outras formas de organização social e econômica, baseadas na interdependência, na sustentabilidade e na valorização dos saberes locais. Para as autoras, o ecofeminismo não é apenas uma teoria, mas um projeto ético e político que propõe uma transformação radical da relação entre humanidade, natureza e economia.

Ecofeminismos é uma leitura densa, mas fundamental, que amplia o feminismo para além da questão de gênero, inserindo-o no centro das crises ecológica, social e civilizatória contemporâneas. É um livro que convida à revisão profunda das noções de progresso, desenvolvimento e poder, mostrando que não há justiça social sem justiça ambiental — e que ambas passam, necessariamente, pela libertação das mulheres.


Vandana Shiva nasceu em Dehra Dun, Uttar Pradesh (atual Uttarakhand), Índia, em 1952. É uma filósofa, física, ecofeminista e ativista ambiental indiana.

Maria Mies nasceu em Steffein, Alemanha, em 1931 e faleceu em 2023. Foi uma socióloga alemã. 


 


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CORPOS FEMININOS, TERRA E RESISTÊNCIA COLETIVA

 

APRENDIZADOS DA LUTA

Mulheres camponesas do Brasil e indígenas do México.

ISAURA ISABEL CONTE

APPRIS – 1ª ED. - 2018

287 páginas

Aprendizados da Luta é fruto de uma pesquisa de doutorado, mas está longe de ser um livro distante ou hermético. Pelo contrário: ele nos conduz diretamente ao chão da luta camponesa no sul do Brasil e das mulheres indígenas no México, aproximando contextos distintos e, ao mesmo tempo, revelando diferenças fundamentais. No centro da análise estão as mulheres — aquelas que historicamente sustentam a vida, mas raramente têm seu trabalho reconhecido como tal.

Isaura Isabel Conte mostra como são essas mulheres que assumem a linha de frente na defesa da terra, do trabalho cotidiano, sempre desqualificado como “ajuda”, e da sobrevivência de suas famílias. O principal adversário é o agronegócio, essa engrenagem que tudo engole e nada devolve em termos de justiça social ou alimentar.

Foi lendo este livro que passei a compreender de forma mais clara como o agronegócio funciona de fato: não para alimentar pessoas, mas para produzir commodities. Quando produz alimentos, o faz à base de agrotóxicos, visando quantidade e lucro, não qualidade ou saúde. O agronegócio aparece aqui como a atualização do velho latifúndio, da monocultura, da lógica da Casa-Grande & Senzala. Mudam os discursos, permanecem as estruturas. Os explorados de hoje são camponeses e povos indígenas.

A autora analisa também a tentativa sistemática de monopolização das sementes: sementes modificadas, transgênicas, que visam eliminar as sementes crioulas e aprisionar o pequeno agricultor a um sistema de dependência permanente. Mesmo aqueles que se associam ao agronegócio tornam-se reféns de uma lógica que só reconhece o lucro. O resultado é perverso: enquanto o agronegócio recebe incentivos e recursos abundantes, a agricultura familiar e agroecológica permanece abandonada. Seus produtos tornam-se mais caros, acessíveis sobretudo às classes mais altas, enquanto os mais pobres consomem alimentos contaminados por agrotóxicos.

Quando penso que o Brasil voltou a viver o que se chama, eufemisticamente, de “insegurança alimentar” até 2025, e que para mim tem nome claro: fome, o foco do agronegócio torna-se ainda mais evidente. Produz-se muito, exporta-se muito, mas não se alimenta o próprio povo.

Um dos pontos mais potentes do livro é a atenção dada à educação e à formação de grupos de mulheres. Esses espaços coletivos permitem que elas aprendam a falar, a ocupar a palavra, a perder a inibição e a desconstruir a ideia profundamente enraizada de que não podem — ou não devem — se manifestar. O machismo é forte e atravessa essas comunidades, mas também é enfrentado coletivamente, na luta por reconhecimento e respeito aos direitos das mulheres.

A produção feminina, majoritariamente agroecológica, segue sendo invisibilizada e desqualificada como “não produtiva”. No entanto, é justamente esse tipo de produção que responde pela maior parte dos alimentos que chegam à mesa. Essa contradição atravessa todo o livro e expõe a falácia do discurso hegemônico sobre produtividade.

Aprendizados da Luta valeu a leitura e mais do que isso: ensinou muito. É um livro que nos obriga a repensar o que entendemos por desenvolvimento, trabalho, alimento e justiça. E, sobretudo, a reconhecer que são as mulheres, mais uma vez, que sustentam a vida onde o sistema insiste em produzir morte.

Isaura Isabel Conte é doutora em educação.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

VIOLÊNCIA, TERRA E RESISTÊNCIA NO BRASIL PROFUNDO


 A DÁDIVA MAIOR

A vida e a morte corajosa da Irmã Dorothy Stang

BINKA LE BRETON

GLOBO – 2008

248 páginas 

A Amazônia — esta floresta tropical de dimensão continental que abrange Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Amapá, estendendo-se ainda pelo Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela e Guianas — aparece neste livro não como paisagem exótica, mas como território em disputa. Um espaço violentado por grileiros, madeireiros e garimpeiros ilegais, protegido por pistoleiros, enquanto, do outro lado, resistem posseiros, assentados, ribeirinhos e povos indígenas. Muitos acabam mortos, expulsos ou escravizados pela exploração do trabalho. É essa realidade brutal que atravessa a narrativa sobre a vida e o assassinato de Dorothy Stang.

Binka Le Breton reconstrói a trajetória dessa mulher extraordinária com precisão e sensibilidade. Dorothy surge como alguém profundamente indignada diante da crueldade e da devastação, mas também como uma figura prática, obstinada, que acreditava que educação é uma forma de libertação. Ensinar a ler, escrever, compreender direitos,  isso, mais do que discursos, ameaçava os poderosos. Não por acaso, escolas de taipa e telhado de palha erguidas pelas comunidades eram incendiadas, repetidas vezes, como aviso.

O livro também evidencia as sucessivas ondas de migração estimuladas pelo governo militar em nome do “desenvolvimento” da Amazônia. Famílias inteiras eram atraídas para a região com promessas vagas e, uma vez lá, ficavam abandonadas: sem terra regularizada, sem infraestrutura, sem proteção. Dorothy abraça a causa dessas pessoas e passa a lutar junto à justiça e ao Incra para que pudessem ao menos garantir um pequeno pedaço de terra para morar, plantar e sobreviver.

Essa luta, no entanto, confrontava diretamente os interesses dos grandes fazendeiros. Eles não queriam convivência, nem reforma agrária, nem justiça social, queriam a terra. Terras públicas apropriadas ilegalmente, transformadas em propriedade privada por meio de violência e de conchavos políticos. Desmata-se tudo, planta-se uma ou duas vezes até o solo virar areia, e depois transforma-se o território em pasto para bois, sob o discurso da “produtividade”.

Contra essa lógica predatória, Dorothy propunha um modelo de agrofloresta: plantar mantendo a floresta viva. Um projeto simples, sustentável e profundamente subversivo, porque colocava em xeque o modelo econômico dominante. Ela incomodava porque orientava, esclarecia, organizava. Porque caminhava ao lado dos mais pobres e não aceitava o silêncio como forma de sobrevivência.

Seu assassinato, brutal e anunciado, é apresentado no livro não como um fim, mas como um ponto de inflexão. Dorothy Stang foi morta porque ousou permanecer. O Brasil retratado aqui, e que infelizmente ainda persiste, é o país que mais mata ambientalistas no mundo. Os executores foram presos; os mandantes, embora identificados, jamais punidos.

O que eles não previram é que sua morte se tornaria semente. Em vez de silenciar a luta, fortaleceu-a. A Dádiva Maior é, assim, mais do que uma biografia: é um testemunho incômodo sobre o Brasil profundo, sobre a violência estrutural no campo e sobre o preço pago por aqueles — e sobretudo aquelas — que ousam defender a vida onde só se reconhece lucro.


Binka Le Breton nasceu em Wiltshire, Reino Unido. É uma escritora britânica. 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O QUE AS MULHERES QUILOMBOLAS ENSINAM AO MUNDO DITO CIVILIZADO


 

MULHERES QUILOMBOLAS: Territórios de existências negras femininas

SELMA DOS SANTOS DEALDINA

JADAÍRA – 1ª ED. – 2020

168 páginas 

Que livro belo e necessário. Mulheres quilombolas reúne os relatos de diversas mulheres que narram suas vidas, suas histórias e as de suas comunidades. O que mais me chamou a atenção foi a diferença marcante entre o que significa ser uma mulher negra urbana e ser uma mulher negra quilombola, sobretudo no que diz respeito à centralidade do coletivo.

Em um dos relatos, ao tratar da violência doméstica, uma das mulheres se recusa a recorrer ao sistema de justiça formal. Para ela, o encarceramento ou o afastamento do homem rompe o tecido comunitário, já que ele também faz parte do coletivo. Em vez disso, as mulheres se reúnem, conversam sobre o problema e, posteriormente, convocam a comunidade para pensar conjuntamente formas de transformar esse comportamento. Trata-se de uma prática potente, que aposta na responsabilidade coletiva e na possibilidade real de mudança, sem reproduzir automaticamente a lógica punitiva do Estado.

Ao longo do livro, elas relatam suas dificuldades e lutas pelo direito ao território, pela preservação de suas tradições e pelo reconhecimento de seus modos de vida. A ancestralidade, os rituais e, sobretudo, a agricultura ecológica aparecem como eixos fundamentais, com destaque para a preservação das sementes crioulas, guardiãs de saberes e de futuro.

Um termo que há muito não via ser mobilizado com tanta força é o da dádiva: a troca, o cuidado, o respeito mútuo como princípios organizadores da vida. Muitas vezes, essas comunidades são vistas de forma distorcida, acusadas de serem “acomodadas” ou de ocuparem terras que poderiam ser exploradas pelo agronegócio — visão incentivada, inclusive, por políticas governamentais. O que se ignora é que justamente nesses territórios e nesses saberes reside uma das respostas mais concretas àquilo que hoje chamamos de crise climática.

Os conhecimentos ancestrais sobre a relação com a terra e a natureza são absolutamente centrais no presente e precisam ser preservados. As mulheres quilombolas lutam por isso, assim como mulheres indígenas e outras comunidades tradicionais. Trata-se de um saber que foi, em grande parte, perdido pelo mundo dito civilizado, mas que talvez seja o mais importante para nossa sobrevivência hoje.

Em tempos de individualismo extremo, a centralidade do coletivo que atravessa esses relatos é uma lição urgente. Vale muito a leitura: para conhecer as mulheres quilombolas e, sobretudo, para aprender a olhar para elas com profundo respeito.


Selma dos Santos Dealdina nasceu em São Mateus, Espírito Santo, em 1982. Produtora cultural, militante e ativista do movimento social negro e quilombola. 


sábado, 7 de fevereiro de 2026

O PROJETO DE MORTE POR TRÁS DO PROGRESSO


 

BANZEIRO ÒKÒTÓ: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo

ELIANE BRUM

COMPANHIA DAS LETRAS – 1ª ED. 2021.

448 páginas 

Que livro magistral — e dolorido. Dói ler Banzeiro Òkòtó, dói reconhecer o que se passa na Amazônia brasileira. Eliane Brum não se furta à denúncia e, ao fazê-lo, expõe também a si mesma. Em muitos momentos, é impossível não pensar que sua escrita a coloca em risco.

Foi a partir deste livro que consegui compreender de forma mais profunda o que significou a construção da Usina de Belo Monte e seus efeitos devastadores sobre a população ribeirinha. Trata-se de uma tragédia. Pessoas que viviam de plantar, pescar, habitar a terra — que tinham casa, rotina, pertencimento — perderam tudo. Foram arrancadas de seus territórios e lançadas à miséria, confinadas em espaços sem uma única árvore. Perderam o chão, a paisagem e, com isso, suas próprias identidades.

Os depoimentos reunidos por Brum são dilacerantes. Crianças e adolescentes que se suicidam após perderem qualquer horizonte de futuro. Entre viver sob a ameaça constante de morte física ou simbólica e tirar a própria vida, escolhem se matar. O livro fala de depressão, sofrimento psíquico, doenças mentais, suicídios. Nada disso aparece como exceção, mas como consequência direta de um projeto de destruição.

Mas Banzeiro Òkòtó é também um livro sobre luta e resistência. Sobre as “mortes matadas”, sobre Altamira — por anos considerada a cidade mais violenta do país — e sobre a distância brutal entre os donos do poder, suas esposas, seus privilégios, e os moradores abandonados à própria sorte. A desigualdade aparece sem filtros, escancarada.

Eliane Brum entrelaça essa investigação com fragmentos de sua própria trajetória. Fala da infância no Rio Grande do Sul, do percurso que a levou à Amazônia e do processo que ela mesma nomeia como “se aflorestar”. Há algo de profundamente bonito — e transformador — nesse movimento. O capítulo sobre as tartarugas é especialmente belo, embora atravesse o leitor com apreensão: acompanhamos seu trajeto com medo de que não consigam chegar, torcendo junto, como se aquele destino também nos dissesse respeito.

O livro revela um Brasil distante das grandes capitais e dos centros econômicos, um Brasil profundo invadido pelo agronegócio, por madeireiros, mineradores e grandes hidrelétricas. Um Brasil esmagado por uma lógica capitalista que destrói tudo o que há de belo, tudo o que é simples, tudo o que é natureza — e, junto com ela, vidas inteiras.



Eliane Brum nasceu em Ijuí – RS, em 1966. É jornalista, escritora e documentarista brasileira.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ECOLOGIA, MULHERES E RESISTÊNCIA NO QUÊNIA

 


INABALÁVEL

WANGARI MAATHAI

NOVA FRONTEIRA – 1ª ED. 2007.

400 páginas 

PROJETO LER UMA MULHER POR PAÍS - QUÊNIA 

Inabalável é a autobiografia de Wangari Maathai e o relato de uma luta que articula ecologia, política e justiça social no Quênia. Ao narrar sua própria trajetória, Maathai expõe os efeitos profundos da imposição colonial: a substituição de culturas tradicionais por monoculturas lucrativas, o desmatamento em larga escala e suas consequências diretas sobre o solo, o meio ambiente, os animais e, sobretudo, sobre a vida humana, marcada pela fome e pelo desemprego.

O livro começa na infância, acompanhando o cotidiano familiar, as dificuldades econômicas e os deslocamentos impostos pela busca de trabalho. Wangari retorna com a mãe e a irmã à região de origem para poder estudar, já que onde o pai trabalhava não havia escolas. Sua formação tem início em um colégio católico, experiência que a colocará em contato direto com a educação colonial e suas contradições.

Seu percurso acadêmico é notável. Impedida de ingressar na Universidade da África Oriental, ela recebe uma bolsa da Fundação Kennedy e parte para os Estados Unidos, onde obtém o bacharelado em biologia. Em seguida, conclui o mestrado na mesma área, passa pela Alemanha, trabalhando com medicina veterinária, e retorna ao Quênia. Em 1971, torna-se a primeira mulher a obter um doutorado pela Universidade de Nairóbi, onde passa a lecionar anatomia veterinária.

A entrada na política marca uma ruptura decisiva em sua vida. Ao candidatar-se ao Parlamento, Wangari perde o cargo na universidade, enfrenta perseguições institucionais e vê seu casamento se desfazer. É um período de grande vulnerabilidade pessoal e material. Ainda assim, o livro deixa claro que a ideia de recuo nunca se impõe como opção real. A inabalabilidade do título não é retórica: é prática cotidiana de resistência.

Ao perceber a relação direta entre desmatamento, empobrecimento do solo, fome e exclusão social — especialmente das mulheres — Wangari funda, em 1977, o Movimento Cinturão Verde, voltado ao plantio de árvores nativas. A iniciativa, simples em aparência, confronta diretamente os interesses do Estado e das elites econômicas. Por isso, ela enfrenta perseguição política, violência e prisão. Ainda assim, persiste.

Inabalável é também um livro sobre mulheres: sobre como são elas as primeiras a sentir os efeitos da degradação ambiental e as últimas a serem ouvidas nas decisões políticas. A luta ecológica, aqui, não é separável da luta feminista, nem da crítica ao colonialismo e às suas permanências.

Em 2004, Wangari Maathai recebe o Prêmio Nobel da Paz. Mais do que um reconhecimento individual, o prêmio simboliza a legitimidade de uma luta que fez diferença concreta na vida de milhares de pessoas no Quênia. Wangari faleceu em 2011, em Nairóbi, vítima de câncer, deixando como legado a prova de que ecologia, política e cuidado com a vida não podem ser pensados separadamente.



Wangari Maathai nasceu em lite, Nieri, Nairóbi,  em 1940 e faleceu em Nairóbi em 2011. Foi uma ativista política do meio ambiente do Quênia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz em 2004.