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domingo, 15 de fevereiro de 2026

O DIVINO FEMININO NAS MITOLOGIAS DO MUNDO

 

DEUSAS: OS MISTÉRIOS DO DIVINO FEMININO

JOSEPH CAMPBELL

EDITADA POR SAFRON ROSSI

PALAS ATHENA – 1ª ED. – 2023

352 páginas

Deusas: Os Mistérios do Divino Feminino, de Joseph Campbell, explora a presença e o significado das deusas nas diversas culturas ao longo da história, destacando seu papel central nas tradições religiosas, mitológicas e espirituais. O livro analisa como o divino feminino foi representado, celebrado e, em muitos casos, reprimido ao longo do tempo, oferecendo uma perspectiva sobre o poder simbólico e social das figuras femininas sagradas.

Campbell investiga mitologias de diferentes partes do mundo, revelando padrões recorrentes e arquétipos femininos que refletem sabedoria, criatividade, força e transformação. O autor discute como a perda de reverência ao divino feminino, com a ascensão do patriarcado, impactou a cultura, a moral e as relações sociais, e sugere que recuperar o entendimento dessas forças pode enriquecer a vida pessoal e coletiva.

O livro convida o leitor a refletir sobre a relação entre mito, espiritualidade e gênero, mostrando que as deusas não são apenas figuras históricas ou religiosas, mas arquétipos vivos que inspiram identidade, poder e autonomia feminina. Campbell combina erudição, sensibilidade e insight mitológico, oferecendo uma obra acessível e profunda sobre a dimensão simbólica e cultural do feminino sagrado.


Joseph Campbell nasceu em White Plains, Nova Iorque, EUA, em 1904 e faleceu em 1987. Foi um mitólogo, conferencista, escritor e professor. 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DOCUMENTÁRIO: O PODER DO MITO PARTE TRÊS - 1988



São dois DVDs com as entrevistas de Joseph Campbell com Bill Moyers
Duração:354 min

Joseph Campbell é um consagrado estudioso de mitos. Nestas entrevistas ele fala sobre mitos, história, religião, filosofia, psicologia, arte e cinema. As entrevistas aconteceram no Rancho Skywalker e no Brasil foram exibidas pela TV Cultura.

É notório a paixão e o prazer que Campbell sente ao falar destes assuntos, ele se encanta, ele vibra, ele nos transmite lições para a vida e sobre como viver.


PARTE 3 - OS PRIMEIROS CONTADORES DE HISTÓRIAS

Esta parte do documentário é realmente fabuloso. Fala dos mitos, dos ritos de passagem e do que isto significa em nossas vidas e modo de viver e olhar o mundo. Infelizmente atualmente os ritos estão diminuindo, ou estão perdendo seu sentido e com isto seu efeito, e com isto temos este mundo violento, onde não se respeita mais o outro, onde não se respeita a natureza e os animais.

Campbell segue o difusionismo e também Jung com o inconsciente coletivo, mas isto não entra em conflito com minha visão da psicanálise e do estruturalismo. Para Campbell temos os registros do pré-histórico no inconsciente e na mente e por isto ao vermos os traços disto o sentimos. Como quando vemos uma pintura rupestre por exemplo, ou quando vivenciamos algo que nos remete a estes tempos. Eu acredito que recebemos através da cultura, do social e da palavra todo este conhecimento e que está em nosso inconsciente.
O mitos servem como guias para a vida espiritual, para colocar a mente e o corpo em acordo. Os rituais são a representação do mito e eles nos ajudam nas passagens da vida até a morte. E talvez seja a falta deles ou a não-crença neles que transforma o mundo no que vemos hoje.

Campbell nos diz que o problema das crianças serem educadas em um mundo de disciplina, obediência e dependência de outros é que ela precisa transcender isso ao chegar a maturidade. Na Índia se muda de roupa e de nome quando se passa de um estágio para outro. Os povos ditos primitivos tem seus rituais de iniciação, quando o menino passa a ser homem. As meninas é diferente, pois seu corpo é a vida, e com a primeira menstruação ela se torna mulher. O menino precisa receber isto do social.

Quando nos aposentamos precisamos criar uma nova forma de vida, de pensar sobre a vida. Deixar para trás as realizações e entrar no mundo do prazer e da apreciação e do relaxamento por meio de tantas maravilhas. Esta visão de Campbell é perfeita, me reconheço nela neste momento da minha vida. Ele diz que o problema não é a morte, mas sim a meia idade onde se chega ao auge do corpo que então começa a decair, então é chegado o momento da consciência.

Os ritos de passagem da infância para a adolescência, depois para o adulto e então para a velhice. Eles nos estruturam.

Campbell também fala dos tempos em que matar um animal necessitava de um ritual, pois matar o animal perturbava, e era necessário agradecer, apaziguar. Fala também do totemismo. E algo que ele diz no documentário é muito importante: " Um ego que vê um "vós" não é o mesmo que vê um "isso". Na guerra transformam as pessoas em "isso" para que não sejam "vós". Infelizmente no atual os egos estão mais para o isso do que para o vós.

O ritual serve para elevar, para tirar para fora, não para aconchegá-lo de volta ao lugar onde você sempre esteve. Os mitos mudam segundo os tempos, mas a estrutura permanece a mesma.

Finalmente ele nos fala do xamã que é uma pessoa que no final da infância ou início da adolescência seja homem ou mulher, teve uma experiência psicológica fortíssima que a deixou inteiramente voltada para si mesma. Seu inconsciente se abriu por inteiro e a pessoa caiu lá dentro. A experiência do xamã é um tipo de ruptura esquizofrênica. Morte e ressureição, estar no limiar e voltar, pessoas que tem sonhos muito profundos. O sonho é uma grande fonte do espírito, encontros místicos.

Vale a pena assistir.

https://www.youtube.com/watch?v=yHF8gRsdOXc


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DOCUMENTÁRIO: O PODER DO MITO Joseph Campbell com Bill Moyers - 1988




São dois DVDs com as entrevistas de Joseph Campbell com Bill Moyers
Duração:354 min

Joseph Campbell é um consagrado estudioso de mitos. Nestas entrevistas ele fala sobre mitos, história, religião, filosofia, psicologia, arte e cinema. As entrevistas aconteceram no Rancho Skywalker e no Brasil foram exibidas pela TV Cultura.

É notório a paixão e o prazer que Campbell sente ao falar destes assuntos, ele se encanta, ele vibra, ele nos transmite lições para a vida e sobre como viver.

1ª  Parte - A SAGA DO HERÓI 

Nesta primeira parte Campbell nos desafia a ver uma jornada heroica em nossas vidas. Não o herói inalcançável para nós, mas o herói que todos nós somos. Ele também escreveu o livro "O herói de mil faces" sobre este tema.
Quando ele nos fala dos dragões e dos cavaleiros medievais que os matavam ele traz este dragão para um dragão interior, que são os obstáculos, nossos medos, aquilo que nos impede de fazer algo, portanto todos nós temos dragões para matar. Além disto ele diferencia o dragão ocidental da idade média do dragão oriental que tem outro significado. Nesta primeira parte ele nos mostra como os mitos e as histórias nos ensinam a enfrentar os dragões.
Ele também fala da arquitetura, e isto me chamou a atenção. Antes a catedral era o edifício mais alto de uma cidade, depois passou a ser o edifício político, como o parlamento e finalmente hoje são os prédios imensos onde estão os escritórios das grandes empresas, bancos, mostrando como a arquitetura acompanha este processo de valores numa sociedade.
Irá falar também do sagrado, do que é o sagrado independentemente de uma religião. Do quanto o mito relata as passagens na vida, iniciação, separação e retorno. Precisamos nos tornar independentes e os mitos nos ajudam nisto.

Você pode assistir a esta parte no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=C_wuZnoP6NY


2ª Parte - A MENSAGEM DO MITO 

Nesta parte ele fala do que é o Mito, para que serve, e de como todas as histórias se parecem. Ele começa com o Gênesis e depois nos relata outras que também falam da criação do mundo. O mito é utilizado quando não temos palavras para falar do mistério, do que nos transcende. E sempre levando em conta a época que o mito foi criado nos explica que a cada época precisamos de novos mitos que nos orientem e que atualmente está faltando um mito e que muitas vezes as pessoas se apegam a mitos que não lhes servem para nada.

Para Campbell não se trata do sentido da vida, mas do viver, da experiência de viver. Ele considera o eterno o aqui e agora, e não algo lá na frente. Faz algumas comparações entre as religiões ocidentais e as orientais onde não existe o pecado original e sobre a serpente assim como a mulher que simbolizam a vida e por isto são os culpados de tudo. A vida é sofrer, e há uma tendência sempre em colocar a culpa no outro.

Também disponível no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Bwm0N89EyO8