domingo, 5 de julho de 2015

DOCUMENTÁRIO: A FOTOGRAFIA OCULTA DE VIVIAN MAIER - 2013



Direção: John Maloof e Charlie Siskel - 2013
Duração: 84 min
Título Original: Finding Vivian Maier
País: Estados Unidos

Ganhou o Oscar de melhor documentário de 2015 

Vivian Maier passou a maior parte de sua vida adulta trabalhando como babá em um bairro rico de Chicago, mas sua grande paixão foi a fotografia, tirou milhares de fotos principalmente do cotidiano, de peculiaridades, de coisas bizarras, do humano, demasiadamente humano e também filmava, porém tudo isto ficou em segredo, ninguém sabia nada disto até que em 2007  John Maloof arrematou por 400 dólares 30 mil negativos e 1600 rolos de filmes não revelados. Ele não sabia o que iria encontrar, buscava fotos de Chicago para sua pesquisa e acabou encontrando Vivian Maier. 



Ele logo percebeu que tinha em mãos algo inusitado e de excelente qualidade. Procurou no google sobre ela e nada encontrou, o que o deixou ainda mais curioso. Numa nova pesquisa encontrou sobre o falecimento dela. Mallof iniciou uma busca obsessiva e acabou descobrindo muitas coisas sobre esta estranha mulher que tirava fotos fantásticas, mas nunca as mostrou a ninguém. 





Ao contrário do que a maioria busca que é ser reconhecido, Vivian não se interessava por isto, ela queria tirar fotos, apenas isto. Com o pouco que se sabe sobre sua vida através das descobertas de Maloof e do que relatam as pessoas que com ela conviveram, percebemos que possivelmente houve coisas difíceis em sua vida, talvez até mesmo um trauma, que acabou exacerbando uma sensibilidade aguçada para captar o ser humano pelo seu lado cômico, cruel, feio, banal, cotidiano, mas sem que isto retire a beleza de suas fotos. É impressionante. 

Vale conferir!








Charlie Siskel e John Maloof 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

FILME: A DAMA DOURADA - 2015



Direção: Simon Curtis - 2015
Duração: 109 min
Título Original: Woman in Gold
País: Reino Unido e Estados Unidos

Adaptação do livro homônimo de Anne-Marie O'Connor 

Li o livro há um tempo e está postado aqui no Blog. Trata-se da história da obra-prima de Gustav Klimt, o retrato de Adele Bloch-Bauer, da história de sua família na Segunda Guerra quando os nazistas entraram na Áustria, e do roubo de obras de arte. 


O filme foca mais na história do quadro, trazendo apenas através das lembranças de Maria Altmann (Helen Mirren), sobrinha de Adéle e legítima herdeira do quadro, algumas passagens do que ocorreu na Áustria, o suficiente para a compreensão do roubo e de como sua família foi atingida, para que possamos acompanhar a luta pela recuperação do quadro. Para uma história mais completa recomendo a leitura do livro. 



O filme inicia nos Estados Unidos quando Maria decide tentar recuperar o quadro, após encontrar uma foto dele nas coisas de sua falecida irmã. Para isto ela pede ajuda ao filho de uma amiga, um jovem advogado , Randol (Ryan Reynolds), inexperiente ainda mas que após ir à Áustria será tocado pela história de sua família que também eram judeus e viviam lá, e com isto ele abraçará a causa de outra forma do que apenas por dinheiro. 



Será uma luta árdua nos tribunais, uma vez que a Áustria não está disposta a abrir mão do que considera sua "Monalisa" e menos ainda de ter que admitir o que realmente fizeram e de como receberam os nazistas de braços abertos. Mas atualmente há pessoas no país que já não aceitam isto e se envergonham, e para tanto desejam se redimir e limpar a memória de seus antepassados. Maria e Randol terão a ajuda de Hubertus (Daniel Brühl). 

A primeira tentativa na Áustria não surtirá efeitos. Eles iniciaram um processe de restituição de obras de arte roubadas, mas não destas grandes, isto eles não querem fazer. Alegam que Adéle doou em testamento o quadro ao museu, o que porém não é verdade, uma vez que o proprietário do quadro era seu marido que fugiu durante o nazismo e deixou seus bens para suas sobrinhas. E Adéle jamais teria expressado este desejo, porque era isto que era o suposto testamento, se tivesse vivido o suficiente para ver o que aconteceria em seu país. 

Será preciso que surja a brecha para poder entrar com o processo nos Estados Unidos, uma vez que levar aos tribunais na Áustria é impossível pelo valor do custo. É a partir deste momento que as coisas começam a mudar. 

Há filmes e livros sobre o roubo das obras de arte pelos nazistas, mas este livro e filme se diferenciam porque contam a história do quadro e da família. 


Simon Curtis nasceu em 1960 em Londres, Reino Unido

FILME: TIA DANIELLE - 1990


Direção: Étienne Chatiliez - 1990
Duração: 106 min
Título Original: Tatie Danielle
País: França

Se por uma lado vemos muitas vezes os velhos serem desprezados e considerados dementes, sem escolha ou desejos e suas famílias querem controlá-los ou acabam colocando-os em casas de repouso, há também um outro lado onde um idoso pode manipular toda a família em prol de seu prazer perverso e de seu desejo. É o caso de Tia Danielle (Tsilla Chelton). 



Uma idosa de 80 anos, viúva, cujo único prazer que lhe resta, além de comer doces, é o de praticar diariamente perversidades contra os que estão próximo ou lhe cruze o caminho. O filme inicia com ela ainda vivendo em sua casa numa cidade do interior e logo percebemos suas maldades contra a governanta, outra senhora idosa, até o dia que esta acaba morrendo e Danielle nem se comove com isto, ela já voltou o seu olhar perverso para seu sobrinho que vive em Paris. 



Eles a acolhem em sua casa com todo o carinho e cuidado, mas Tatie Danielle como é chamada, não faz conta disto, seu prazer são as maldades e a manipulação das pessoas. Seu sobrinho Jean-Pierre Billard (Eric Prat) acaba percebendo, mas não se sabe porque não o diz a sua esposa Catherine (Catherine Jacob) que sofre por não conseguir agradar a perversa tia. Até mesmo quando chega o momento de saírem de férias para a Grécia ela ainda reluta em deixar a idosa com uma moça contratada para cuidar dela, mas acaba partindo e é agora que as coisas mudam, pois Sandrine é tão perversa ou mais que Tatie e a guerra está declarada e é inacreditável a que ponto se chega. 


O filme é excelente para que se perceba em que armadilhas muitas vezes caímos ao tentarmos ser bonzinhos, diferente de generosos, e como somos manipulados por outro lado por atos supostamente generosos dos outros, como a Tatie que manipulava as pessoas com dinheiro, mas esperando em troca a submissão e o atendimento de seus desejos. 

Étienne Chatiliez nasceu em Roubaix, França. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

FILME: SUITE FRANCESA - 2014


Direção: Saul Dibb - 2014
Duração: 102 min
Título Original: Suite Française
País: França - Bélgica e Reino Unido


Adaptação do livro homônimo de Irène Némirovsky.

Tenho o livro, mas ainda não o li. Irène Némirovsky começou a escrever Suite Francesa em 1941 enquanto estava refugiada num povoado francês. O que ela se propõe é levar para a ficção o que vivenciou na França durante a ocupação alemã. É um retrato impiedoso e voltado muito mais para alma humana e de como age o ser humano diante da guerra. O filme inicia com a fuga dos parisienses para o interior da França e a chegada dos alemães nestas regiões. Irène não chegou a terminar o livro, ela foi presa e levada para Auschwitz e morreu no campo de concentração. O manuscrito foi salvo, mas ficou desconhecido durante mais de 60 anos, sendo entregue para ser editado pela sua filha. 






Lucille (Michelle Williams) mora num povoado do interior com sua sogra Madame Angellier (Kristin Scott Thomas), uma mulher soberba e autoritária, que parece ignorar os fatos até que os alemães chegam ali e um deles vai se hospedar em sua casa. Aos poucos vamos vendo que se por um lado ela se interessava pelos lucros, por outro ela se mantém francesa e decidida a ajudar seu país, mas principalmente as pessoas perseguidas pelos nazistas, como Benoit (Sam Riley). Lucille, sua nora, cujo marido está na guerra, acaba se apaixonando pelo alemão que está na casa, Tenente Bruno von Falk ( Matthias Schoenaerts) e ele por ela. Mas este é um amor impossível neste contexto o que Lucille logo descobrirá. 





O que Irène descreve muito bem é como as pessoas agem. Vemos alemães ruins e cruéis, mas também vemos alemães como o Tenente Bruno que sofre com tudo aquilo, mas tem que se manter em seu lugar e agir de acordo. Já por outro lado muitas pessoas se aproveitam da situação para pequenas vinganças, e isto acaba criando situações tristes e doloridas para todos. Já aqueles que antes eram tidos como ruins, são capazes de gestos nobres e belos. A guerra retira as máscaras. 



Um belo filme. 

Saul Dibb nasceu em 1968 em Londres Reino Unido 

Irène Némirovsky nasceu em 1903 em Kiev, Ucrânia e faleceu em 1942 em Auschwitz, Polônia. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

DOCUMENTÁRIO: O GRANDE MUSEU - 2014



Direção: Johannes Holzhausen - 2014
Duração: 91 min
Título Original: Das Grobe Museum
País: Áustria

Ganhador do prêmio Caligari no Festival de Berlim

Johannes Holzhausen percorreu durante dois anos com sua equipe os bastidores do Kunsthistorisches Museum, o museu de belas artes de Viena, Áustria. Um filme para quem gosta de museus e de arte, e que impressiona pelo o que são os bastidores de um grande museu. 



Eles acompanham o dia a dia dos restauradores de arte, dos curadores, dos arquivistas, da reforma em alas, e todo o cuidado com o manuseio das obras em sua retirada e novamente a colocação, a disposição dos quadros nas paredes, dos objetos nas vitrines, da iluminação correta, de quais obras irão para as alas. É inacreditável o tamanho dos arquivos, a quantidade de objetos que ficam nos bastidores, sejam para restaurar, para a manutenção, ou que não estão expostos. 



O Kunsthistorisches Museum foi inaugurado em 1891 tendo sido construído por Gottfried Semper e Karl von Hasenauer para guardar a vasta coleção imperial dos Habsburgo, que ao longo dos séculos foram os patronos das artes no país. 



Johannes Holzhausen nasceu em 1960 em Salzburgo, Áustria 

FILME: OS GATOS NÃO TÊM VERTIGENS - 2014


Direção: António-Pedro Vasconcelos - 2014
Duração: 118 min
País: Portugal

Vencedor de nove categorias do Prêmio Sophia 2015

Rosa (Maria do Céu Guerra) é uma senhora de 73 anos que acaba de ficar viúva, mas ela tem imensa dificuldade em aceitar a morte de seu marido Joaquim (Nicolau Breyner). Ela mantém a urna com suas cinzas em casa e guarda seus objetos com muito cuidado. Ela continua a vê-lo e conversa com ele. Rosa mora na Lisboa antiga, e seu genro está de olho em seu apartamento para vendê-lo. 

Paralelamente vamos conhecendo Jó (João Jesus)  um jovem  desencantado com a vida, seus amigos fazem pequenos furtos, sua mãe abandonou a ele a seu pai que é um alcoólatra e violento. Ele está completando 18 anos e justo neste dia seu pai o expulsa de casa, sem encontrar onde se refugiar ele acaba no terraço de Rosa. 

No dia seguinte Rosa descobre seu "hóspede" e o acolhe. Começa uma relação de companheirismo e compreensão que ninguém é capaz de compreender, principalmente a filha de Rosa e o genro, que insistem em que ela vá para uma casa de repouso. 

Um filme sobre a velhice, de como os idosos são tratados, considerados incapazes de decisões, escolhas, de ter sua vida privada como sempre tiveram antes. A história de Rosa e Joaquim é riquíssima, e tudo isto se perde diante da velhice onde ela passa a ser uma pessoa que causa preocupação à filha que não consegue deixá-la viver sua vida adulta e madura. Por outro lado vemos a situação de um jovem que nunca foi amado, que ninguém se interessa por ele, mas que tem um imenso potencial criativo e se não fosse este encontro com Rosa teria sua vida destruída. 

Claro, podemos alegar que é muito difícil estes encontros, mas o que me fica principalmente é acreditar que as pessoas podem mudar, que o que elas trazem em si mesmas, independente do que a vida lhes faz,ainda podem se recuperar e ter outras escolhas. E no mundo atual estamos precisando de filmes assim. 

António-Pedro Vasconcelos nasceu em 1939 em Leiria, Portugal
Música do filme:

Ana Moura - Clandestinos no Amor 

FILME: BRUEGEL O MOINHO E A CRUZ - 2011


Direção: Lech Majewski - 2011
Duração: 96 min
Título Original: Bruegel  The Mill and the cross
País: Polônia e Suécia

Bruegel, o velho (Rutger Hauer) pintou "A procissão para o calvário" em 1564. O filme é uma recriação em movimento da criação deste quadro. É algo diferente e impressionante. O fundo do filme é o quadro, mas os personagens estão ali vivendo seu dia a dia como foi na época. É de onde Bruegel tira seu quadro.



É um mergulho diretamente no quadro. Acompanhamos vários personagens na época da ocupação espanhola dos Flandres, uma época de guerra de religiões e em meio a isto temos o pintor, seu amigo colecionador Nicholas Jonghelinck (Michael York)  e a Virgem Maria (Charlotte Rampling). 



O quadro se compõe com os personagens locais, os camponeses, os guardas espanhóis em vermelho, e a paisagem flamenga. O Cristo está no centro da pintura, caído ao lado da cruz. Corvos negros, as rodas levantadas em paus onde suspendiam os condenados para serem ressequidos. No centro os guardas espanhóis. O filme nos mostra as cenas no dia a dia que depois estarão no quadro. 





O grande moinho está no alto de uma rocha. Bruegel diz que nos outros quadros Deus está sempre próximo, aqui não. Ele é representado pelo moinho no Alto. 


É a construção de uma obra de arte. Bruegel observa, desenha, e assim vai compondo este quadro. Ele nos conta a história do quadro.


O quadro encontra-se hoje no Kunsthistorisches Museum, em Viena.

Um filme belíssimo, diferente, que todo amante da arte deve assistir. Não é apenas a história do quadro contada, é vivida nos seus pormenores.

Veja o trailer:


Lech Majewski nasceu em 1953 em Katowice, Polônia

Pieter Bruegel, conhecido como O Velho, para diferenciá-lo do filho, nasceu em 1525 em Breda,  Países Baixos e faleceu em 1569 em Bruxelas, Bélgica. Foi um pintor do Renascimento Flamengo

FILME: UMA BARRAGEM CONTRA O PACÍFICO - 2007


Direção: Rithy Panh - 2007
Duração: 111 min
Título Original: Un barrage contre le Pacifique
País: Camboja - França - Bélgica

Adaptação do romance homônimo de Marguerite Duras.

O romance de Duras é uma ficção, porém autobiográfico. Duras escreve sempre sobre sua vida de forma ficcional. 

Indochina 1931 - Região do Sudoeste Asiático que inclui o Camboja, Laos e Vietnã. Em 1931 estava sob a colonização francesa. No Golfo do Siam na beira do Oceano Pacífico, Madame Dufresne (Isabelle Huppert) sobrevive com seus dois filhos, Joseph (Gaspard Ulliel) e Suzanne (Àstrid Bergès-Frisbey). A mãe, uma professora, investiu todas suas economias numa concessão de terras, mas será surpreendida com o alagamento pelo mar de sua plantação de arroz, causando a destruição da mesma. Lutando contra os banqueiros corruptos e contra a administração colonial sob a ameaça de expulsão ela passa a lutar contra estas marés como um último recurso de se recuperar. Para contê-las ela resolve construir uma barragem com a ajuda da população local. Obcecada e arruinada financeiramente ela vive momentos amargos. 


Então surge o Senhor Jo (Randal Douc), um chines, filho de um homem muito rico que se encanta com Suzanne.  Cai por terra todos os preconceitos raciais que tinham e a família vai empurrar a jovem em direção a este milionário, pensando desta forma salvar a situação e sem pensar na jovem que não se sente atraída por ele. 

O filme é uma crítica à colonização francesa da Indochina, mostrando a forma como a população local era tratada, a revolta deles, e todo o sistema de interesses e corrupção que imperava. A mãe tinha um zelo imenso pelo filho, quase incestuoso, e indiferença pela filha, se voltando para ela apenas quando surge o Senhor Jo. Ao final ela se exaure nesta luta contra as marés. 

Em 2009 Marie-Pierre Fernandes descobriu que o sonho da mãe de Marguerite Duras, Marie Donnadieu, se realizou. A Agência Francesa de Desenvolvimento construiu as barragens que possibilitaram a plantação de arroz em Prey Nop - Camboja onde ela possuía sua concessão. Marguerite Duras passou sua infância e adolescência no Camboja.

Rithy Panh nasceu em 1954 em Phnom Penh, Camboja. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FILME: O REI DAS MÁSCARAS - 1996



Direção: Wu Tianming - 1996
Duração: 96 min
Título Original: Bian Lian
País: Hong Kong e China

Belíssimo filme! Na China Central no começo do século XX Wang (Xu Zhu), um velho mestre de ópera escolheu viver nas ruas morando numa barca e se dedicando a uma arte de seus ancestrais, a troca de máscaras na frente dos espectadores numa rapidez impressionante que desperta a curiosidade de todos para saber qual o segredo desta arte, como ele faz. Porém, este segredo só pode ser transmitido por herança na família, e para um menino. Ocorre que ele seu único filho morreu, e sua esposa o deixou há muitos anos atrás. Ele é sozinho e não tem para quem transmitir sua arte. Vive numa sampana com um macaco - o General.

Ele decide então adotar um menino. Na China vemos muitos pais vendendo ou dando seus filhos por não terem condições de criá-los, de lhes dar o que comer, principalmente meninas. Ele acaba encontrando um menino e adota, concedendo-lhe seu nome e pedindo que o chame de avô. 


Ele se afeiçoa à criança e eles vivem na sampana. Os detalhes no barco são incríveis, móveis, vasos com flores, a louça, é encantador.


Tudo corre bem até o dia em que ele descobre que não é um menino, mas uma menina. Ele fica muito decepcionado, mas permite que ela fique, mas a partir de agora não será mais seu avô e ela terá que chamá-lo de mestre e trabalhar. Ela aprende a fazer malabarismos para ajudar nas apresentações. Mas estes dois viverão muitas aventuras durante o filme, até finalmente o velho mestre compreender que o destino lhe havia dado um herdeiro, ou melhor, uma herdeira. 

Bian Lian em chinês significa trocar de rosto e é uma arte. Provém da ópera de Sichuan e consiste em trocar muito rapidamente de máscaras, que são muito finas e colam na pele. 


Esta arte que vem do tempo do reino do imperador Qianlong, no século XVIII, e teria sua origem numa peça que contava a história de um bandido que um grande coração que roubava dos ricos para dar aos pobres, que foi capturado pela polícia do imperador e que para fugir deles trocava de rosto. 

O filme também denuncia o destino reservado às mulheres e as meninas na sociedade tradicional chinesa. Mas no filme vemos a sorte da menina se reverter.


Um outro detalhe do filme é a bela apresentação da ópera chinesa. 



Veja o trailer:



Wu Tianming nasceu em 1939 em Sanyuan County, Xianyang, na República Popular da China