sábado, 28 de dezembro de 2013

FILME: A GUERRA DO FOGO - 1981



Direção: Jean-Jacques Annaud - 1981
Duração: 100 min 
Título original: La guerre du feu
Roteiro: Gérard Brach 
País: França - Canadá 


Este filme me foi indicado em Filosofia, em Antropologia e em Psicanálise. Acabei assistindo sob estes viés, e não o biológico ou da evolução.

No início um grupo que não tem linguagem, solta sons, grunhidos, respondem às pulsões de imediato, o único sinal de cultura é o fogo, e que é roubado por outros. Começa a perseguição a quem roubou o fogo, pois se trata de uma questão de vida ou morte para eles.


Partem em três e o encontram com um grupo de canibais. Duas mulheres estão presas e uma delas foge. Ela os segue. Já fala mais. Onde ela vive, ao contrário do primeiro grupo onde tudo é rudimentar, já encontramos cabanas, tem um líder, artefatos de cerâmica e sabem como fazer fogo. Enquanto no primeiro grupo o sexo é animal, ocorrendo a qualquer momento e sempre com o homem por trás, neste grupo eles se olham.
Um dos que partiu em busca do fogo começa a sentir algo muito estranho para ele em relação a mulher. Ela vai embora e ele fica desesperado, quer que os companheiros entendam, não tem palavras, e uma das cenas mais bonitas do filme é justamente quando ele pega mato com as mãos e acaricia, abraça, tentando dizer que estava amando.
Um fato marcante, o primeiro grupo não sabe rir e estranham muito quando a mulher dá risada. O riso, o choro, é cultural, é social.



O filme se desenvolve na luta pelo fogo, mas ele retrata também a entrada na cultura e o surgimento do inconsciente estruturado pela linguagem. Pelo viés da biologia e da história seria a história da evolução do homem, o instinto de luta, de preservação, do sexo pela reprodução.

Assista ao trailer


Jean-Jacques Annaud nasceu em 1943 em Draveil, França. Teve sua entrada na China proibida por causa do filme Sete anos no Tibet.