segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FILME: VIOLETA FOI PARA O CÉU - 2011




Direção: Andrés Wood - 2011
Duração: 105 min 
Título original: Violeta se fue a los cielos. 
Roteiro: Andrés Wood - Guillermo Calderón - Rodrigo Bazaes - Eliseo Altunaga 
País: Chile 

Vencedor de Sundance 2012 na categoria cinema mundial. 

Violeta Parra

Era uma mulher voluntariosa, impetuosa, quer suas vontades. Ela sofreu muito, seu pai era alcoólatra, uma mãe ausente, perde um filho, amores que não dão certo.
Canta maravilhosamente bem, pinta, esculpe e tece telas. Conta a história de seu povo, reúne canções folclóricas.



Ela canta com dor, mas nenhuma arte consegue expressar o que ela sente. Após a partida, a ruptura final com seu amor, ela não suporta e se suicida.
A arte nasce da dor, da tentativa de falar, do vazio e do excesso também.



Violeta (Francisca Gávilan)  quer chamar a atenção, como toda criança abandonada, que não recebe o afeto que precisa e deseja. Ela brinca com seu filho se fingindo de morta, assusta, quer ver o que o outro faria diante de perdê-la, quer chamar a atenção pela ausência. Quando discute com seu namorado, se joga no chão, fingindo desmaiar, e como não funciona, se levanta e vai embora.

Violeta se defendia de uma infância difícil, triste, onde precisou cuidar de si mesma, a cena mais pungente do filme é ela criança se lambuzando toda com as frutinhas que come. Está só. Ninguém virá limpar a sua boca.
Pela falta do outro então sou também o outro. Eu me cuido, eu faço, eu aconteço. Ela  perde Gilbert (Thomas Durand) por não saber compartilhar e deixá-lo ser ele mesmo. Ali ela é o masculino, ele serve para carregar seus quadros, pintar o que ela manda fazer. Quando foge ao seu controle e ele se vai, ela desmorona.



A música sobre o Gavião e a Galinha, onde a mulher seria sempre refém do homem, a presa. Só que Gilbert nunca foi este gavião como ela sente e pensa.

Assista ao trailer:


Andrés Wood nasceu em 1965 no Chile.

Trilha Sonora