sábado, 25 de abril de 2015

FILME: SAMBA - 2014


Direção: Eric Toledano e Olivier Nakache - 2014
Duração: 118 min
País: França

Festival Varilux de cinema francês 2015 

Samba (Omar Sy) está na França há 10 anos, mas não tem o visto permanente. Ele veio do Senegal e vive com seu tio que já conseguiu a permanência no país. Ele vai a uma ONG que procura ajudar estas pessoas e lá conhece Alice (Charlotte Gainsbourg) que está ali como parte de sua recuperação após surtar em seu trabalho durante uma reunião. Apesar de sua colega Manu (Izïa Higelin) lhe avisar que é preciso manter distância e não se envolver não é o que acontece e Alice se sente atraída por Samba. 

O filme retrata o que é a vida de um imigrado clandestino que precisa viver e comer e para isto se disponibiliza para os trabalhos mais simples ou perigosos que outros não querem fazer. Há toda uma conivência da sociedade nisto, pois eles são procurados pelos contratadores para os trabalhos temporários que fazem. Estão sempre usando uma carteira falsa, e mudam de nome constantemente, e isto é sabido pelo que contrata. Até o momento em que a polícia chega para uma averiguação e começa a corrida para se safarem e não serem presos.



Samba em sua tentativa para obter o visto não consegue, ele não tem família na França, não é casado, não tem filhos. Ele teria que deixar o país, mas nenhum deles faz isto. Continuam nesta vida. Ele acaba conhecendo Wilson (Tahar Rahim) que se faz passar por um brasileiro, mas que é árabe e se ajudam. Apesar de tudo eles também tem momentos de diversão, e a ONG também promove festas onde uma das que lá trabalham se diverte muito (Hélène Vincent).

O Brasil aparece sutilmente durante o filme de várias formas, em músicas que são tocadas, em uma frase dita em português, e no nome do protagonista se referindo ao samba. 

O assunto é sério, porém o filme o trata mais com humor, não tem a intenção de ser político nem de fazer denúncias, apesar de ser um tema polêmico, principalmente na França e também neste momento com a questão na Itália. 

Eric Toledano e Olivier Nakache

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