Quinet, Antonio. Giostri, 2014
58 páginas
Quinet apresenta em forma de teatro o sintoma que se manifesta no corpo, nos atos, como uma forma de falar da verdade do sujeito. Temos a histérica interpretada por uma estudante de psicologia na época (Aline Deluna), e o homem dos ratos analisado por Freud como o sintoma obsessivo. Quinet participa ele mesmo da peça no papel tanto da peça como o é na vida real, de psicanalista.
"O sintoma é uma realização de um desejo. Se ele faz sofrer é porque realiza um desejo conflituoso, do qual você não quer nem saber." O sintoma é de nossa própria autoria, e dele somos os atores, mas a pergunta é: quem é seu espectador? e para quem você fez seu sintoma? A impossibilidade da relação sexual faz do sintoma o parceiro sexual do sujeito.
Não se deve calar o sintoma e sim fazê-lo falar para se aproximar da verdade do sujeito. Como uma crítica aos que receitam remédios para calá-lo o autor nos diz: Persistindo o médico, consulte o sintoma!
O livro é o roteiro da peça de teatro.
Antonio Quinet é psicanalista, psiquiatra e doutor em filosofia pela Universidade de Paris VIII.
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