segunda-feira, 18 de maio de 2015

FILME: LES PETITS RUISSEAUX - 2010



Direção: Pascal Rabaté - 2010
Duração: 91 min
Título em português: Os pequenos riachos (tradução minha) 
País: França 

Baseado na história em quadrinhos do próprio diretor. 

Émile (Daniel Prévost) vive sozinho e leva uma vida tranquila. Vai pescar com seu amigo Edmond (Philippe Nahon), encontra seus amigos num bar onde cada um conta suas histórias, e cuida de suas plantas. Tudo segue tranquilo, e ele continua cultuando sua esposa morta, vivendo de lembranças. Até o dia em que descobre que seu amigo Edmond ao contrário dele tem encontros com mulheres, e mais ele se dedica à pintura de mulheres nuas, dança, ri, leva a vida de uma forma bem mais animada.


Alguns dias depois ele é surpreendido com a morte de Edmond, e no enterro ele encontra Lucie (Bulle Ogier), a última namorada do amigo morto. A partir daí Émile começa a rever sua vida, seu desejo reacende, e ela começa a ver todas as mulheres nuas, na rua, no mercado, onde ele esteja. Tem alguns encontros com Lucie, mas não consegue ir adiante devido a lembrança de seu amigo. Então ele se decide a recuperar um pouco da vida e parte em seu mini caro - Mini Comtesse - primeiramente ele volta a casa de sua infância para encontrar ali um grupo de jovens adeptos de uma vida simples que estão morando na casa. Fica com eles dois dias, e acaba tendo um encontro amoroso com uma das jovens. Ao voltar para casa, um desses "acasos" da vida, ele sofre um acidente e conhece então Lyse (Hélène Vincent) que foi a causadora do acidente e o visita no hospital. 

A partir deste momento sua vida é retomada.


O filme retrata a vida na velhice onde já não pensa que algo pode acontecer e se acaba levando a vida com conformismo, saudosismo e metodicamente, até que algo venha mudar isto e mostre que mesmo com setenta anos é possível viver, encontrar pessoas, amar, desejar, rir, viajar, dançar entre outras coisas. O filho de Edmond achava seu pai um devasso, queima suas pinturas e Émile consegue salvar dois quadros que ele fazia reproduzindo mulheres da Playboy e usando além da tinta lã, fios para imitar os pelos púbicos. Já o filho de Émile fica muito contente com o fato do pai ter encontrado alguém e ao ver os quadros se diverte. O filme também serve de alerta na forma como os mais jovens enxergar e julgam a velhice, o que acaba levando muitos a seguir estas ditas normas sociais onde o velho tem que ser velho em tudo, e não apenas no corpo que envelhece. 

Pascal Rabaté nasceu em 1961 na França


A mini-comtesse.